Negociação garante bolsa de estudos para todos os inscritos

23 março 17:33 2011 Cecília Gomes

Proposta feita pelo Sinergia CUT é aceita pela Elektro, incluindo 26 trabalhadores que tinham ficado de fora do processo

A Elektro respondeu na tarde desta quarta-feira (23), a solicitação feita pelo Sinergia CUT para que o programa de bolsas de estudos contemplasse todos os trabalhadores.

Conforme definido no Acordo Coletivo de Trabalho, existe uma verba denominada Fundo de Educação, proveniente da verba do lanche matinal para concessão de bolsa de estudos aos trabalhadores. No último dia 18, a empresa finalmente realizou reunião sobre o programa de bolsas, depois de insistência do Sindicato, que desde janeiro tenta pautar o assunto.

A Elektro informou que as inscrições foram abertas de 03 a 17 de janeiro para todos os níveis. No total, 95 trabalhadores inscreveram-se, sendo 27 pra cursos técnicos e 63 para graduações de nível superior. Cinco inscritos não foram classificados para o processo. Segundo a empresa, como atualmente existem 73 bolsistas, a verba disponível para o programa daria conta de atender apenas mais 64 bolsas, deixando de fora 26 inscritos.

Durante a reunião, o Sinergia CUT reivindicou que a empresa injetasse mais recursos no programa de bolsa de estudos, para atender os 26 trabalhadores que tinham ficado de fora do processo. Diante da negativa da empresa, o Sindicato autorizou a realocação da rentabilidade necessária da verba de retenção do 0,5% do anuênio (Adicional de Tempo de Serviço) para o Fundo de Educação contemplando os 26 bolsistas faltantes. A empresa ficou de consultar a área financeira para autorizar este procedimento, o que foi aprovado na tarde desta quarta (23).

Para melhorar

O Sinergia CUT manifestou a preocupação pela baixa quantidade de inscritos sendo um total de 95 para um quadro de mais de três mil trabalhadores. Essa mesma situação ocorreu no ano passado e, mais uma vez, o Sindicato cobrou da empresa algumas mudanças para contemplar todos os trabalhadores interessados em bolsas de estudos, entre elas a complementação da verba faltante e a inclusão de cursos que não estejam diretamente relacionados à área atuação da empresa.

Além disso, o Sinergia CUT reivindicou melhor aproveitamento interno dos profissionais após a conclusão dos cursos e a mudança no procedimento de Recrutamento Interno, colocando o bolsista como critério de desempate.

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