Aprovação se deu em sessão extraordinária e manobra tira oportunidade de debate entre deputados, entidades do setor, trabalhadores e sociedade
Atualizada às 20h13
Enquanto o Sinergia CUT e a Ftiuesp se mobilizavam na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) para discutir o Projeto de Lei 529/2015, que autoriza a Companhia Energética de São Paulo (Cesp) a constituir subsidiárias, participar do bloco de controle ou do capital de outras empresas e formar consórcios, o PSDB através da presidenta da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR), Célia Leão, convocou na surdina reunião extraordinária para a discussão da matéria na tarde desta quarta-feira (27).
Nesse mesmo dia, foi nomeado o relator, o deputado Caio França (PSB), que deu parecer favorável ao projeto e rejeitou as 17 emendas, entre as quais as elaboradas com a ajuda do Sinergia CUT. Com isso, na tarde desta quarta-feira, foi aprovado o projeto pela CCJR, com a rejeição das 17 emendas, com votos contrários dos deputados José Américo e Professor Auriel, ambos do PT. O deputado André Soares (DEM) votou favorável apenas à emendas de sua autoria.
Com 11 deputados aliados ao Governo e 2 de oposição, sendo o projeto de lei de autoria do governador Geraldo Alckmin (PSDB), a CCJR aprovou a propositura sem que houvesse a oportunidade de debate entre os deputados, entidades do setor, trabalhadores e a sociedade. O projeto, que chegou na Alesp em 25 de abril deste ano, deu entrada nesta quarta na Comissão de Infraestrutura (CI), sendo distribuído ao deputado Luiz Turco (PT). Depois, seguirá para a Comissão de Finanças Orçamento e Planejamento (CFOP).