Últimos leilões cortam a tarifa de energia pela metade

10 fevereiro 14:36 2011

Empresa de Pesquisa Energética afirma que três últimos leilões cortaram o preço de R$ 291 para R$ 126 por MW/h


O preço da energia elétrica no Brasil vem caindo substancialmente por conta dos últimos leilões de contratação de energia nova, realizados pelo Ministério de Minas e Energia (MME). Essa queda tem sido proporcionada pelo aumento da participação da energia eólica nos últimos três leilões. “Houve um período que todos queriam investir em biomassa. Agora, só dá eólica”, afirma Maurício Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), que faz estudos para o MME. De 2009 para cá, a economia gerada pela redução das tarifas é estimada em R$ 11 bilhões.


Segundo Tolmasquim, até 2004, existiam no País apenas dez empreendimentos de eólica, com potencial de geração de 28 Megawatts (MW). “A história começou para valer com o Proinfa, que contratou 1,4 mil MW, com uma tarifa de R$ 291 por megawatt/hora”, lembra. Ele se refere ao Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica, implementado pelo governo federal para atrair investidores para novas modalidades de geração. O programa já está encerrado para novos projetos, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).


A energia proveniente da força dos ventos hoje representa menos 1% da geração total no Brasil, mas há um grande potencial de crescimento. Dados da Global Wind Energy Council (GWEC), entidade que trabalha para o incentivo da eólica, com sede em Bruxelas, dão conta de que no ano passado foram instalados 931 MW de capacidade no País. Ricardo Simões, presidente da Abeeólica, a entidade que reúne o setor no País, sustenta que o potencial do segmento varia de 300 Gigawatts (GW) a 400 Gigawatts.


É importante destacar que um Gigawatt equivale a 1.000 milhões de watts, enquanto um megawatt significa 1 milhão de watts. Ambas são medidas físicas de capacidade de energia. O Megawatt/hora (MW/h) é uma medida de fornecimento de energia, por isso as quantidades não são comparáveis.


Mapa


Tolmasquim lembra que, de acordo com o mapa eólico brasileiro a potencial era de 143 GW, o que significa 53% do mercado atual de energia elétrica. Porém ele ressalva que esses dados já estão superados, pois foram calculados com as torres de geração com altura de 50 metros. “Como hoje as torres das turbinas superam 100 metros de altura, o potencial de geração pode chegar a 300 GW”, acrescenta.
Segundo informações do presidente da EPE, no leilão realizado em 2009, foi contratada energia eólica de 71 empreendimentos, com

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capacidade total de geração de 1.086 MW, por um preço médio de R$ 157,20 por MW/h. “A competição fez surgir o verdadeiro preço da eólica. Como o deságio sobre o preço inicial foi de 21%, a economia gerada para os consumidores superou R$ 5 bilhões”, calcula.


Nos dois leilões seguintes, realizados no ano passado, os deságios foram de 26,5% e 19,7%, respectivamente, com economias para os consumidores de pouco mais de R$ 2 bilhões e R$ 3,8 bilhões sobre o preço cheio. “Nos três últimos leilões, foram mais de R$ 11 bilhões em economia em relação ao preço teto estabelecido. Estou convencido de que este sistema é vitorioso e faz com que a energia eólica entre de maneira vigorosa no sistema”, afirma Tolmasquim.


Para chegar a esse valor, o presidente da EPE calcula que a média de tarifa estabelecida nos leilões foi de R$ 126 por MW/h em valores constantes de janeiro deste ano. “Se não houvesse leilões, o preço estaria no nível do Proinfa, de R$ 291,39 por MW/h”, afirma. Por essas contas, o preço médio da tarifa representa hoje menos da metade daquela estabelecida pelo Proinfa.


Fatores


Simões, da Abeeólica, afirma que uma série de motivos contribuiu para a redução das tarifas: a janela de oportunidade surgiu no setor em função da crise financeira internacional, que fez com que a capacidade de produção dos fornecedores do setor ficasse ociosa por conta da fraca demanda. Por outro lado, os leilões realizados pelo governo atraíram os investidores que buscaram remuneração para seu capital, principalmente em épocas de real valorizado em relação ao dólar.


Neste ano, o governo irá realizar um novo leilão. Tolmasquim calcula que haja uma demanda de investidores com capacidade para gerar entre 6,2 mil MW e 9 mil MW, isso com base nos projetos que “sobraram” dos leilões anteriores, ou seja, empresas que tiveram suas propostas derrotadas em 2009 e 2010. (Nelson Rocco)

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