Dissídio CESP: novamente adiado!

26 março 13:04 2010

Mais uma vez, a audiência de julgamento de Dissídio Coletivo da CESP, que deveria ocorrer nesta quarta (24) às 15h, foi retirada da pauta do Tribunal Regional do Trabalho  da 2ª Região em São Paulo. Os representantes do Sinergia CUT aguardavam o julgamento de outros dissídios quando, às 17h, foram informados pelo juiz relator Marcelo Freire Gonçalves, que o TRT havia julgado 9 processos e que o da CESP seria  retirado da pauta por problemas no parecer.



O Sinergia solicitou ao juiz que a audiência fosse marcada com urgência, uma vez que os trabalhadores estão há quase10 meses da data base sem ACT.  O juiz informou que fará o pedido para que o processo da CESP seja  colocado na pauta da  próxima semana, dia 31.
Vale lembrar que esta é a terceira vez que o julgamento do Dissídio Coletivo da CESP é adiado. Prevista para ocorrer no dia 10 de março, a audiência foi desmarcada por problemas de saúde da Desembargadora Revisora. Agendado para quarta passada (17),  foi novamente retirado de pauta devido a problemas de saúde do juiz relator.



Golpe triplo: empresa, governo e sindicatos
Durante toda a Campanha Salarial 2009, os trabalhadores da CESP exigiram que a empresa desse um tratamento digno e decente às suas reivindicações. Participaram de várias mobilizações, aprovaram greve e instauraram o estado de greve.



O  movimento era, principalmente, pela solução do impasse criado com relação às alterações realizadas na redação final do ACT negociado com o Sindicato e aprovado pelos trabalhadores em assembleias.
Diferente da atitude do Sinergia CUT e ciente de que os direitos e conquistas históricos dos trabalhadores estavam sendo ameaçados, outras entidades sindicais (Sindicato dos Eletricitários de SP e Sindicato dos Engenheiros) decidiram assinar o ACT alterado pela CESP com autorização do CODEC. Assim, dividiram e fragilizaram a categoria.
Para piorar ainda mais a situação e prejudicar o clima entre o pessoal da empresa, logo que o Acordo foi assinado pelas outras entidades, a CESP liberou o reajuste dos salários e benefícios (5,48%) para os trabalhadores ligados a tais sindicatos. Já os trabalhadores do Sinergia CUT, estão até agora à espera dos devidos reajustes.



E como prova de que a estatal não se cansa de prejudicar os trabalhadores, retirando dia a dia os direitos já consquistados pela categoria, a  CESP se negou a pagar até mesmo os custos correspondentes ao programa Bolsas de Estudo dos trabalhadores. Vale lembrar, a negociação acabou indo para o Tribunal, conduzida pela direção da CESP e pelo governo do estado de São Paulo de maneira arbitrária e autoritária. Infelizmente, empresa e governo mantiveram o mesmo autoritarismo com o qual conduziram as negociações durante a Campanha Salarial 2009. Depois de duas audiências frustradas de tentativa de conciliação (a última ocorreu no final de outubro passado) e, sem acordo, o julgamento foi marcado e desmarcado por duas vezes pelo TRT.

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