Empresa pretende executar 95% do orçamento este ano. Estatal busca o BNDES para completar captação de US$ 4 bilhões
A Eletrobras pretende investir R$ 9 bilhões este ano em projetos estruturantes como Angra 3, hidrelétricas do Madeira e linhas de transmissão. O presidente da companhia, José Antonio Muniz Lopes, se comprometeu a executar 95% desse montante. Em 2009, a empresa investiu R$ 5,212 bilhões, o equivalente a 75% do previsto originalmente de cerca de R$ 7 bilhões. ‘É nosso compromisso não investir menos do que 95% do orçamento’, disse o executivo durante o lançamento da nova marca da companhia nesta segunda-feira, 22 de março, no Rio de Janeiro. Ele afirmou que a nova marca é ponto principal da transformação da companhia em um grande player do setor elétrico. ‘Temos satisfação de ter colocado a empresa no E8, o grupo das maiores empresas de energia elétrica no mundo’, disse no discurso de apresentação da nova empresa. A perspectiva ainda, nesta década, é fazer a companhia a maior geradora de energia limpa do mundo. Muniz Lopes afirmou ainda que, agora, as empresas do grupo passarão a atuar juntas. ‘As empresas passam a ser elos de uma mesma corrente’. O executivo reconheceu que algumas empresas do grupo ainda são ‘elos fracos’, mas que serão transformados em elos fortes. Ele ressaltou ainda que começará a ser implementado um plano de cargos e remuneração para todas as empresas. O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, lembrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva quis transformar a Eletrobras em uma ‘Petrobras do setor elétrico’, por isso, está sendo feito a atual transformação. Captação – Muniz Lopes disse que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social poderá ser a fonte de US$ 2 bilhões dos US$ 4 bilhões, que a empresa pretende captar para reduzir a exposição ao dólar decorrente dos recebíveis de Itaipu. A companhia está estudando qual seria a melhor forma de captar os recursos junto ao BNDES. ‘Seria um hedge natural’, afirmou o executivo. Ele disse que a variação cambial expõe o balanço da empresa. ‘Esse é um problema muito ruim na história da empresa’, reconheceu. A expectativa dele é conseguir os recursos até o fim do ano. ‘Espero que não tenha que conviver mais com a variação’, completou.
(Alexandre Canazio)