A AES Eletropaulo informou que o prazo registrado para restabelecimento de energia, mais de 24 horas em alguns casos, foge do padrão de qualidade da empresa. Contudo, alega que isso ocorreu por fatores que estavam fora do seu controle.
Os principais deles são os alagamentos registrados e a quantidade de árvores que caíram sobre a rede na capital, segundo o diretor-executivo de operações da Eletropaulo, Roberto Di Nardo. ‘A gente tinha algumas situações que as árvores não estavam sendo removidas, porque o próprio Corpo de Bombeiros, a Defesa Civil e a prefeitura tinham outras demandas mais prioritárias.’
Ele diz considerar as críticas do governo como ‘movimento legítimo e razoável’, mas negou ter recebido pedido de explicações por escrito.‘Ele [o governador] disse que, em parte, entendia, mas achava inadmissível ficar mais de 24 horas com interrupção. Não falou em valor de multa, nem em prazo.’
Di Nardo afirmou também que não foram bairros inteiros que ficaram sem energia por mais de 24 horas. ‘São pedaços do bairros. Nesses casos que demoraram mais de 24 horas, eram trechos pequenos, alguns quarteirões, pontos isolados, isolados mesmo’, disse. A empresa afirmou que parte dos clientes será ressarcida.