Segundo o ministro de Minas e Energia, estatal terá até 49% de participação na usina de Belo Monte, no Pará, prevista para ser leiloada este ano
A Eletrobrás precisará ser fortalecida para entrar nos novos investimentos em usinas hidrelétricas que o governo brasileiro planeja a partir deste ano.
A afirmação foi feita hoje pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, ao confirmar que a empresa passará por um processo de capitalização para entrar em novos empreendimentos. ‘A Eletrobrás tem que estar financeiramente fortalecida para suportar esses investimentos’, disse.
Segundo o ministro, a estatal terá até 49% de participação na usina de Belo Monte, no Pará, prevista para ser leiloada este ano. ‘Não mais do que isso, mas pode ser menos’, informou. Contudo, ainda não está definido se a empresa fará parte de um consórcio para participar do leilão, ou se entrará no negócio posteriormente, disse Lobão.
Além de Belo Monte, o governo quer a Eletrobrás participando da construção de usinas no Peru, na Bolívia e na Guiana.
‘Essa da Guiana terá a energia totalmente importada pelo Brasil, porque eles não têm consumo lá. Será uma usina de 6 mil megawatts’, informou Lobão. Segundo ele, a usina começará a ser construída em 2011 e a geração terá início em 2015.
A empresa deverá participar ainda da Hidrelétrica de São Luiz do Tapajós, no Pará, que terá capacidade instalada de 11 mil megawatts.
Edison Lobão comentou ainda a compra da petroquímica Quattor pela Braskem, num negócio que tem a sociedade da Petrobras. De acordo com o ministro, não há perigo de monopólio da Braskem no mercado brasileiro porque a estatal terá participação na empresa. ‘É um dedo do governo regulando o mercado.’
Para o ministro, essa regulação deve ocorrer em todos os setores estratégicos. ‘Em setores estratégicos é bom que o governo esteja presente fortemente para regular o mercado, seguindo os interesses do próprio governo e da sociedade’, completou Lobão.
Para ele, a participação da Eletrobrás nas novas hidrelétricas é uma forma de implementar essa participação do governo.