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Trabalhadores de Furnas da base do Sinergia CUT decidem entrar em greve a partir de segunda (17)

Decisão foi tomada em assembleia deliberativa, realizada de forma virtual no último dia 12, para forçar a empresa a abrir diálogo para resolver as alterações previstas no plano de saúde dos trabalhadores na sua forma de custeio, bem como na sua cobertura

Trabalhadores de Furnas da base do Sinergia CUT decidem entrar em greve a partir de segunda (17)
14 janeiro 18:56 2022 Nice Bulhões, com informações da Secretaria Geral

Os trabalhadores de Furnas da base do Sinergia CUT decidiram decretar greve por tempo indeterminado a partir da zero hora da próxima segunda-feira (17). Por decisão da maioria, na assembleia virtual deliberativa realizada no último dia 12, os trabalhadores de Campinas, Pedregulho, Itaberá e Araraquara se unem aos companheiros de outras bases territoriais, abrangendo os da holding da estatal no Rio de Janeiro, da controlada Furnas e do Cepel (Sistema Eletrobras).

O motivo da greve se deve às alterações no plano de saúde e em benefícios assistenciais vinculados a ele, que estão sendo impostas pela empresa com prazo para adesão dos trabalhadores até o dia 19 deste mês. As mudanças afetam a forma de custeio e a cobertura do plano. A paralisação busca forçar o diálogo com a direção patronal na negociação deste assunto.

“A Direção de Furnas está alterando o plano de saúde com uma liminar, de um processo de dissídio que ela mesma protocolou no TST”, explicaram os dirigentes sindicais. “Os trabalhadores estão pedindo para que não se altere o plano de saúde antes da decisão final na Justiça, ainda mais no cenário de aumento dos casos de covid e de influenza. Tal mudança forçará muitos trabalhadores e seus dependentes a abandonarem o plano devido ao alto custo.”

A estatal unilateralmente quer aumentar a contribuição dos trabalhadores no plano de 10% para 40%, a partir de fevereiro. A intenção é diminuir sua participação no plano de saúde visando a privatização da Eletrobras, promovendo a redução de custos ao tirar direitos conquistados pelos trabalhadores para atrair mais interessados. A redução da participação patronal no plano de saúde está prevista no Acordo Coletivo de Trabalho e teria como base a resolução CGPar 23/2018, mas que foi derrubada no Senado Federal no ano passado.

O Sinergia Campinas, que faz parte do Projeto Sinergia CUT, enviou, nesta quinta (13), carta ao diretor-presidente Clóvis Torres, da Furnas Centrais Elétricas, para comunicar a decisão dos trabalhadores. E condicionou o fim da greve “à suspensão da implementação da alteração no Plano de Saúde dos Trabalhadores, ao menos, até que seja julgado o mérito (sentença normativa) do Dissídio Coletivo de Natureza Jurídica, instaurado no TST”. Também se colocou à disposição para discutir com a empresa a manutenção dos serviços essenciais à população, conforme artigo 11º da Lei nº 7.783/89. Ainda publicou carta aberta à população em jornal de grande circulação nacional. Confira a íntegra da carta abaixo. Mais informações podem ser obtidas também no Boletim Intersindicais Furnas.

Por Nice Bulhões, com informações da Secretaria Geral


AVISO À POPULAÇÃO

O Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Energia Elétrica de Campinas, comunica à população que os trabalhadores (as) da Empresa Furnas Centrais Elétricas, do Sistema Eletrobrás, do Centro de Operações São Paulo (Campinas), da Usina Luiz Carlos Barreto (Estreito) e da Subestação Itaberá e Araraquara, inclusive os trabalhadores (as) da área de Operação, reunidos em Assembleia Geral Extraordinária, ocorrida no dia 12 de janeiro de 2022, deliberaram por GREVE por tempo indeterminado a partir de zero hora do dia 17 de janeiro de 2022, devido à alteração no Plano de Saúde dos trabalhadores de Furnas na sua forma de custeio, bem como na sua cobertura. Comunicamos ainda que os serviços essenciais à população, conforme Lei 7.783/89 (Lei de Greve), serão mantidos e os casos emergenciais serão negociados com as FEDERAÇÕES e as Entidades Sindicais.

Campinas, 14 de janeiro de 2022.

Claudinei Donizeti Ceccato

Presidente

Bira Dantas | Montagem
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