Joaquim Carlos Marques, trabalhador da Companhia Luz e Força de Mococa, distribuidora do Grupo CMS, foi demitido no último dia 08 de setembro, aparentemente sem justa causa e depois de quase vinte anos de empresa.Parecia apenas mais um ato administrativo, apesar da injustiça da demissão de um profissional multifuncional – eletricista, entregador de recibos, leiturista e responsável pela Agência de Itamogi (MG) – e de ser considerado um ‘moderno colaborador’.Comunicado da demissão, o Sinergia CUT imediatamente entrou em contato com o RH do Grupo e foi surpreendido com a informação de que a homologação do trabalhador aconteceria no sindicato de Mococa. O Sindicato apontou o grave erro, já que Joaquim é filiado ao Sinergia CUT desde setembro de 1999, e a homologação acabou sendo transferida para o Fórum de Itamogi.Foi aí que os representantes do CMS deram exemplo do pior comportamento que uma empresa pode ter de desrespeito aos direitos legítimos do trabalhador e à dignidade humana. Depois de humilhar o trabalhador demitido, quis impedir seu direito de ressalva no ato da homologação. Sem falar do assédio moral sobre o próprio representante do RH Regional, que apenas estava cumprindo a legistação trabalhista. Mas o Sinergia CUT exigiu e exerceu o dever de homologar um sindicalizado, fazendo cumprir o artigo 477 da CLT, bem como o direito de defender todos os trabalhadores filiados. Agora, mais do que nunca, o Sindicato continuará de olho no comportamento da empresa, particularmente na Gerência de RH. Ou seria RD (Recursos Desumanos)?