A Eletrobras está sob forte ataque em um processo de reestruturação e de desmonte para preparação à privatização. No último domingo (17) foi publicado fato relevante em que o Conselho de Administração da Eletrobras aprovou, em reunião realizada em no dia 15, o novo Plano Diretor de Negócios e Gestão para o período de 2018 a 2022.
Pelo proposto, em 2018 será concluída a reestruturação organizacional das empresas com a centralização de áreas administrativas e financeiras (Finanças e Tesouraria, Contabilidade e Fiscal, Recursos Humanos, Suprimentos e Logística, Infraestrutura e Serviços Gerais, Tecnologia da Informação e Jurídico) com a implantação do Pro-ERP, pela unificação de dados e plano de contas únicas, e do Centro de Serviços Compartilhados – CSC que será estabelecido inicialmente nas empresas do Rio de Janeiro e mais tarde serão implantados em outras três filiais em Florianópolis, Recife e Brasília.
Após a implantação do CSC, será divulgado um Plano de Incentivo ao Desligamento – PID 2018 aos trabalhadores envolvidos nas atividades administrativas que migraram para o CSC. Para tanto, a proposta consiste na redução de custos com uma estimativa de redução de R$ 890,4 milhões por ano, se houver desligamento em 2018 de cerca de 3.017 trabalhadores.
Assim, empresa reduzirá ainda mais o pessoal, material, serviços de terceiros e outras despesas – PMSO passando dos atuais 1,35 (terceiro trimestre de 2017 – 3T17) a 1,00 (PMSO/PMSO Regulatório).
Ocorre que ao término desta etapa de reestruturação, com Plano de Aposentadoria Extraordinária em 2017 e PID 2018, além da implantação dos projetos do CSC e do Pro-ERP, haverá um novo “dimensionamento qualiquantitativo de pessoal” que consiste na definição do quadro de trabalhadores por cargo, nível de complexidade, formação, eixo de atuação, macroprocesso, processo e unidade organizacional.