Diante da possibilidade de realização do leilão, é preciso garantir direitos e conquistas junto com a luta contra a entrega da geradora
A bola ainda rolava na tarde da última sexta-feira (6), com o Brasil perdendo o jogo para a Bélgica, enquanto o governo de SP aproveitou para articular mais um golpe contra os trabalhadores energéticos paulistas e, exatamente às 17h, publicou o novo edital de venda da Cesp. Agora, o dia marcado para a tentativa de entrega da geradora é 2 de outubro, às vésperas da eleição nacional.
Diante da retomada da privataria, o Sinergia CUT entende que, além de intensificar a luta contra a entrega das últimas usinas, é urgente retomar a mobilização para garantir um Acordo Coletivo de Trabalho com validade de três anos e com a manutenção de direitos e conquistas, como uma política de emprego que inclua todos os trabalhadores, independentemente da data de admissão, preservando 100% do quadro de pessoal, além da permanência do plano de previdência da Fundação Cesp, entre outras cláusulas.
A próxima rodada de negociação entre Cesp e Sindicato está marcada a segunda-feira (16), exatos 18 dias depois da segunda reunião, onde os representantes da empresa nada apresentaram como proposta. Para a direção do Sindicato, isso não é mera coincidência e, caso as negociações não avancem, é preciso que os trabalhadores participem do plano de luta que começa no dia seguinte.
Assim, o Sinergia CUT realiza assembleias em todas as localidades da Cesp até a próxima sexta-feira (13) para encaminhar a seguinte proposta para aprovação: meio período de mobilização na terça (17), um dia em 23 de julho e greve por tempo indeterminado a partir do dia 30. Participe! O momento é de luta!