Acordo faz parte do processo de internacionalização da Eletrobrás, segundo ministro de Minas e Energia
A Eletrobrás poderá construir uma ou duas hidrelétricas na Guiana, de acordo com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. O ministro esteve essa semana, acompanhado do presidente da Eletrobrás, José Antonio Muniz Lopes, no país vizinho para conversar sobre a construção das hidrelétricas. Segundo Lobão, a energia produzida na Guiana seria importada para o Brasil.
O acordo faz parte do projeto do Brasil de integração energética da América Latina. ‘Atualmente estamos com projetos em parceria com o Peru, Argentina e agora com a Guiana. Também estamos realizando estudos com a Bolívia’, contou o ministro. Ele disse ainda que a intenção do governo é internacionalizar a Eletrobrás e transformá-la em uma empresa nos mesmos moldes da Petrobras. ‘Nesse sentido também estamos pensando em expandir a atuação da Eletrobrás para outros países, que podem ser até na África’, disse Lobão, que esteve presente no Seminário da Eletronuclear, que aconteceu na Associação Comercial do Rio de Janeiro, para marcar o início das obras da usina nuclear de Angra 3 (RJ, 1.350 MW).
O ministro comentou ainda que no momento o governo está enviando cerca de 1,5 mil MW para a Argentina, que será devolvido ao país em outro período do ano. ‘Também mandamos 300 MW para o Uruguai e recebemos 120 MW da Venezuela para atender o estado de Roraima’, disse. Segundo ele, já existe um acordo praticamente selado entre o Brasil e a Venezuela para o intercâmbio de 2 mil MW. ‘Eles mandariam essa energia para nós e devolveríamos nos períodos de chuva no Brasil. Para entrar em vigor, esse acordo só está dependendo da construção da linha de transmissão, que interliga o Norte às demais regiões do país’, afirmou.
(Carolina Medeiros)