Colegiada do Sinergia CUT começa com debate sobre os desafios da classe trabalhadora

Colegiada do Sinergia CUT começa com debate sobre os desafios da classe trabalhadora
16 setembro 16:35 2017 Lílian Parise

Abertura conta com participação de Luiz Cláudio Marcolino, bancário e ex-deputado estadual que foi superintende do Trabalho no governo Dilma

Dirigentes do Sinergia CUT vindos de todo o estado de São Paulo participaram na tarde desta sexta-feira (15) da abertura da 2ª Reunião da Direção Colegiada, em Campinas. Depois da saudação inicial do presidente da entidade, Edmar Feliciano, o encontro começou com um debate sobre “Conjuntura e os desafios da classe trabalhadora”, tendo como convidado Luiz Cláudio Marcolino, bancário e ex-deputado estadual, com mediação da dirigente Deise Capellozza.

Marcolino destacou que, além de refletir sobre a atual conjuntura, é preciso resgatar a história e apontar perspectivas para o futuro. “Primeiro, precisamos olhar para a estrutura econômica. Passamos atualmente por um período de muitos questionamentos sobre nossas posições políticas, que está dentro de um processo de luta de classes. Coisa que achamos que não existia mais, depois do governo Lula”, afirmou.

“Mas hoje, o grupo político do governo depois do golpe é o mesmo de 1985. Era esse mesmo grupo que governava na ditadura militar. É a mesma quadrilha que está com o golpista Temer. É um grupo de classe, que governa para um grupo pequeno de brasileiros. Sem falar que agora o parlamento é de empresários.”, continuou.

Projetos distintos para o Brasil

Para Marcolino, o que está em jogo são dois projetos políticos e distintos, de um lado o governo de desmonte do país para a iniciativa privada, de outro, o projeto de pensar o Brasil para todos, com justiça social e distribuição de renda: “Para dar o golpe e afastar a presidenta Dilma sem que tenha cometido nenhum crime, os golpistas passaram a mensagem de uma crise estrutural, assim como o capital internacional vem fazendo em vários países da América Latina. Usaram três pilares para dar o golpe que foram inflação, corrupção e desemprego”.

Mas os números desmentem o cenário criado para o golpe. Marcolino apresentou vários índices que comprovam que o projeto de governo democrático e popular, implantado desde o primeiro governo Lula, prioriza investimentos públicos para assegurar o desenvolvimento nacional, com serviços públicos de qualidade, habitação popular, democratização do ensino público, fortalecimento do SUS, recuperação das estatais, controle da inflação e quase pleno emprego.

Desmonte do estado brasileiro

“Tínhamos um projeto de desenvolvimento nacional para o conjunto dos brasileiros. Os golpistas querem desmontar tudo. Congelaram por 20 anos os investimentos em saúde e educação, querem vender a Petrobras, o Banco do Brasil, a Caixa, a Eletrobras e outros patrimônios públicos. Hoje o governo ilegítimo é o grupo da gestão para poucos. Desde 82 esse mesmo grupo governa o país. PSDB, PMDB, DEM, que querem continuar a desmontar tudo o que era público, assim como acontece no governo tucano em São Paulo”, avaliou.

Sobre os ataques aos direitos da classe trabalhadora e ao movimento sindical, Marcolino avaliou as mudanças no processo histórico. Para ele, “vivemos agora o momento da Reforma Trabalhista aprovada, onde temos que defender a CLT e resistir para garantir direitos. Pior é a tentativa de reforma da previdência por insistência do sistema financeiro. Temer e aliados querem passar a gestão do país para o setor privado, ainda que usem toda a estrutura pública. Essa é a lógica privatista, o desmonte do estado brasileiro”.

E finalizou: “O que está em disputa é a eleição de 2018. Nosso desafio é mostrar para a classe trabalhadora que é a chance de voltarmos a ter um projeto de desenvolvimento para todos. O que muda a vida das pessoas é a política. Essa descrença que estão tentando estimular é prejudicial. É preciso mostrar que a saída é pela participação política, que é a solução para dar uma outra cara para o Brasil novamente”.

  Categorias: