Por ocasião da privatização da CPFL em 1997, a Fundação Cesp (Funcesp), junto com outros fundos de pensão, participaram do processo através da compra de ações da CPFL e da constituição da Bonaire, que fez parte até então do bloco de controle da CPFL Energia.
Com o interesse da State Grid de comprar a CPFL Energia, a Funcesp aprovou no Conselho Deliberativo, em 2016, a venda da sua participação no bloco de controle, negócio esse que dependia da aprovação dos órgãos de governo.
Na semana passada, a Funcesp informou aos Conselheiros Deliberativos, por meio de comunicado, o andamento da venda da sua participação na CPFL, que se dava através da Bonaire, conforme segue:
a) A venda foi autorizada e aprovada, por todas as instituições governamentais a saber: PREVIC, CADE e ANEEL;
b) Está previsto para o dia 23 de janeiro de 2017 a liquidação da operação, ou seja, o encerramento do negócio e a entrada dos recursos no caixa da Funcesp;
c) A parte da Funcesp, referente ao bloco de controle, é em torno de R$ 1, 25 bilhão, a ser investido conforme determinação dos Comitês de Investimento e Previdência dos respectivos planos previdenciários;
d) A Funcesp detém ainda um montante aproximado de R$ 380 milhões referentes às ações “livres” da CPFL, ou seja, que estão fora do bloco de controle, que serão recebidos por ocasião da oferta pública de aquisição (OPA), que a State Grid terá que fazer ao mercado de ações, dentro do prazo legal.
O que é nosso ninguém tira!