CS 2016: Cesp faz proposta final e decisão é dos trabalhadores

CS 2016: Cesp faz proposta final e decisão é dos trabalhadores
05 agosto 15:16 2016 Elias Aredes Junior

Após ameaça de greve e recusa da proposta anterior nas assembleias, CESP senta de novo na mesa de negociação e formula proposta final. Assembleias deliberativas acontecem nesta segunda (08)

A CESP bem que tentou enrolar os trabalhadores e viabilizar prejuízo nesta Campanha Salarial de 2016. Mas diante da negativa nas assembleias e a decisão de realizar uma greve por tempo indeterminado, a direção da empresa resolveu sentar pela quarta vez na mesa de negociação e encaminhar uma nova proposta.

Ao ler a íntegra da proposta, os trabalhadores saberão que existirá a necessidade de ponderação antes de uma decisão final.

Na cláusula de política de emprego vigente hoje aos trabalhadores da CESP (ACT 2015) o mecanismo era benéfico até a venda das Usinas de Jupiá e Ilha Solteira para a CTG. Com a transferência das usinas, a receita da empresa, que se manteve positiva no primeiro trimestre de 2016, teve uma grande queda no segundo trimestre. Resultado: a empresa, considera que existe base para a redução do quadro de trabalhadores, com base na atual cláusula.

Caso a proposta seja rejeitada  e o Acordo seja decidido nos tribunais, a tendência é que o Tribunal mantenha o Acordo anterior, o que dá a empresa pelo caput a liberdade para demitir à vontade, e não o percentual de 2,5% previsto na proposta.

Na parte econômica, existem avanços nos percentuais obtidos (confira abaixo a proposta), como o reajuste salarial de 9,98%. A direção do Sindicato avaliou a proposta e deliberou pela indicação de aprovação.

A proposta da Cesp: confira os pontos

•    Vigência de 1 ano
•    Reajuste: 9,98% (IPC-FIPE) nos salários e benefícios. Exceção: alimentação
•    Auxílio-alimentação/lanche matinal: Valor reajustado para R$ 855,00 a partir de 01/06/2016.
•    Cesta-base: Valor reajustado para R$ 285,00 a partir de 01/06/2016.
•    PRR: mantém a mesma forma (Decreto 59598/13)
•    PCS: a ser aplicado em abril/2017 verba de R$ 120.000,00.
Em 2015, a verba aplicada foi de R$ 224.000,00, somado com reajuste com 9,98%, totalizaria em R$ 246.355,20. No entanto, a empresa está aplicando somente R$ 120.000,00 porque estão contando com os trabalhadores que saíram (221) e mais aqueles que eles querem demitir. Isto é, dos atuais 627 trabalhadores, eles querem demitir 176 e ficar somente com 450.
•    Bolsa de Estudo: aplica a verba de 2015.
•    Gerenciamento de pessoal: Exclui da cláusula de política de emprego, os trabalhadores que hoje têm as 2 datas (INSS e Fundação). Exclui do total dos trabalhadores restantes (626), os 56 que estão hoje no CODEC.
Os  570 trabalhadores restantes estão distribuídos nas três bases territoriais (Stieec, Engenheiros e São Paulo). A empresa propõe a seguinte divisão: Stieec: 6 trabalhadores
SP: 10 trabalhadores e Engenheiros: 5 trabalhadores para ficar fora da cláusula.

 

O que é nosso ninguém tira!

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