PLR 2015/2016 da Elektro: 9ª rodada sem avanços e próxima reunião ainda será marcada

07 maio 17:29 2015 Nice Bulhões

A Elektro iniciou a nona rodada de negociação da PLR 2015/16, realizada na última quarta-feira (6), rejeitando a contraproposta apresentada pelos sindicatos. A empresa afirmou que o cenário que se apresenta principalmente para o ano de 2016, com revisão tarifária e redução do mercado consumidor, projeta impactos negativos no resultado de serviço e, reapresentou a mesma proposta:

·      Assinatura de PLR dos trabalhadores e dos Gestores para os anos de 2015/2016;

·      1,5% do resultado de serviço;

·      DEC regulatório;

·      Disponibilidade de Central de Relacionamento com Cliente (CRC): 93%;

·      Manutenção do indicador observação de segurança: 10.917;

·      PLR 2015: em caso de atendimento das condições descritas do termo aditivo de PLR e, simultaneamente, o resultado de serviço seja inferior a R$ 760 milhões, será assegurado esse patamar como base de cálculo para a incidência do percentual de 1,5%. Caso haja redução de demanda de energia fornecida ao mercado da Elektro no ano 2015 com relação ao ano de 2014, haverá uma redução proporcional do montante assegurado, na relação de 4% do montante assegurado frente a 1% da redução da demanda de mercado;

·      PLR 2016: em caso de atendimento das condições descritas do termo aditivo de PLR e, simultaneamente, o resultado de serviço seja inferior a R$ 725 milhões, será assegurado esse patamar como base de cálculo para a incidência do percentual de 1,5%. Caso haja redução de demanda de energia fornecida ao mercado da Elektro no ano 2016 com relação ao ano de 2015, haverá uma redução proporcional do montante assegurado, na relação de 4% do montante assegurado frente a 1% da redução da demanda de mercado.

O Sinergia CUT e demais sindicatos rejeitaram a proposta da empresa no que se refere à redução do montante mínimo assegurado quando houver redução de demanda de mercado e pleitearam um aumento no montante proposto para o ano de 2016.

A Elektro por diversas vezes afirmou que não pretende reduzir o valor pago na PLR aos trabalhadores. Porém, insistiu em afirmar que o atual cenário apresentado não permite muita melhora.

Os sindicatos destacaram sobre a necessidade de se encontrar uma composição para a PLR que não acarrete na redução do valor a ser pago aos trabalhadores e, reiteraram que a proposta deve trazer ganhos financeiros para os dois anos comparados aos anteriores e, caso necessário, um novo modelo e metodologia de metas e resultados.

O Sinergia CUT enfatizou que o pagamento da 1ª parcela da PLR 2015 se dará em julho deste ano. A entidade reiterou que a categoria está em meados das negociações da data-base junho, portanto há necessidade de se resolver a negociação da PLR primeiro. Reivindicou para a empresa um novo modelo de PLR para buscar uma melhora significativa no valor pago, já que os trabalhadores estão na “melhor empresa para se trabalhar” do setor Elétrico.

Contraproposta dos sindicatos

Diante da enrolação por parte da empresa em apresentar uma proposta decente aos trabalhadores, os sindicatos apresentaram uma contraproposta:

PLR 2015:

·      Assinatura de PLR dos trabalhadores e gestores para 2015;

·      1,5% do resultado de serviço;

·      DEC regulatório;

·      Disponibilidade de Central de Relacionamento com Cliente (CRC): 93%;

·      Manutenção do indicador observação de segurança: 10.917;

·      Garantir o montante mínimo de R$ 760 milhões do resultado de serviço;

PLR 2016:

Continuidade das negociações com o intuito de estudo para um novo modelo de PLR, com nova metodologia de aferição das metas e resultados a ser negociada até novembro deste ano conforme prevê o ACT vigente.

A próxima reunião será agendada posteriormente. Fique ligado!

 

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