CS 2016: CPFL Jaguariúna… ninguém pode calar o trabalhador!

CS 2016: CPFL Jaguariúna… ninguém pode calar o trabalhador!
06 junho 11:00 2016 Débora Piloni

Com práticas antissindicais e assédio moral, empresa tentou manipular a categoria para que sua proposta final de ACT fosse aceita goela abaixo. Resultado: assembleias suspensas. Afinal, o trabalhador tem opinião e voz!

Aí sim!!! Os próprios trabalhadores das empresas da CPFL Jaguariúna solicitaram ao Sindicato a suspensão temporária das assembleias marcadas para os dias 17 a 19 de maio passado, quando iriam deliberar sobre a proposta final apresentada pela empresa durante a quinta rodada de negociação com o Sinergia CUT.

Motivo? Estavam sofrendo pressão e assédio moral exercidos por gestores da holding que queriam empurrar goela abaixo a sua proposta de Acordo que não atende e ainda rebaixa as reivindicações da categoria.

Conclusão: apesar de a data-base ser abril e o processo negocial ainda não ter se encerrado na CPFL Jaguariúna, os trabalhadores estão demonstrando na prática que tem união, força, vontade e voz nessa luta por um ACT justo e digno.

Proposta que não agrada
Vale lembrar que, colocando a culpa na tal “crise”, a empresa jogou duro nesta Campanha Salarial. Apresentou uma proposta com reajuste de 8,18% e condição diferenciada dos benefícios e renda dentro do mesmo Grupo CPFL. A proposta sequer corrige salários e as metas de PLR são difíceis de serem alcançadas.

Na mesa de negociação, o Sindicato insistiu que, a despeito do cenário, a CPFL Jaguariúna está inserida em um mercado regulado, onde todos os impactos negativos são compensados pelo contrato de concessão, o que viabiliza que a empresa atenda o pleito dos trabalhadores.

Porém, o índice proposto está abaixo do reajuste de 9,31% medido pelo ICV Dieese para a data-base abril e bem abaixo dos 12,59% reivindicado na Pauta dos trabalhadores (9,31% + 3% de aumento real).

Por que tanto desrespeito, se as empresas da CPFL Jaguariúna obtiveram números positivos, segundo Resultado Operacional Líquido entre 2014 e 2015?

Só para comparar e refletir: o reajuste conquistado pelos trabalhadores da Energisa foi de 9,4% (leia matéria na capa). E, no último dia 31 de maio, os metroviários votaram em assembleia por aceitar a proposta feita pelo TRT de SP de reajuste de 10,03% (IPC-Fipe para data-base em maio). Tanto na Energisa quanto no Metrô, as conquistas dos trabalhadores forem resultantes de muita mobilização e aprovação de greve.

Assédio moral nas assembleias
Pois bem… intransigente na mesa já na quinta rodada de negociação, realizada no dia 05 de maio, a  empresa alegou que esta seria a posição final dela e, por isso, o Sinergia CUT decidiu levar a proposta para o conhecimento e a deliberação dos trabalhadores.

Porém, na semana das assembleias nos locais de trabalho, abusando de métodos já existentes no dia a dia da empresa, ocorreram mais assédio e práticas antissindicais por parte de gestores para deixar a categoria acuada. “Chegaram a ameaçar de demissão aqueles que rejeitassem a proposta da empresa”, lembra a direção do Sindicato.

Resistência silenciosa
Provando que não aceita pressão e, para evitar prejuízos, a categoria permaneceu unida na posição de adiar a votação da proposta até que a direção da CPFL Jaguariúna se posicionasse a respeito dessa coação, mudasse de postura e agisse com a dignidade que a categoria merece nesta Campanha Salarial.

Por tudo isso, a proposta final ainda não foi deliberada.
É isso aí! Resistir para avançar. Porque…  O que é nosso ninguém tira!

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