Empresa reconhece a injustiça na questão da PLR, mas, permanece intransigente. Ato de repúdio na segunda (18) demonstra a indignação dos trabalhadores
Intransigência e injustiça. Ações que geram sentimentos de revolta e de indignação em quem acaba sendo vítima de medidas calcadas em contraprincípios como esses. E é assim que os trabalhadores da Energisa estão se sentindo: injustiçados pela empresa.
E não poderia ser diferente. Na segunda reunião de negociação da Campanha Salarial 2016, ocorrida na última quarta-feira (13), a Energisa insistiu no pagamento de uma PLR 2015 com baixos índice, sendo a média ponderada de 81,04%.
Vale lembrar que já na primeira rodada, no dia 06 de abril, os números apresentados pelos representantes da Energisa já tinham sido questionados pelo Sindicato. Segundo a empresa, o atingimento das metas teria ficado assim:
• Caiuá atingiu 61,60% • Vale atingiu 94,73% • EEB atingiu 76,56% • Nacional atingiu 66,72% • CFLO atingiu 105,60%
Na reunião do dia 13, conforme solicitado pelo Sinergia CUT, os técnicos responsáveis pelas áreas apuradas estiveram presentes para explicar os baixos índices.
Após a explanação, o Sindicato contrapôs as informações da empresa, já que nem todos os índices são de responsabilidade dos trabalhadores, tais como:
• Serviços e atributos com prazo vencido: religamento urgente, religamento comum e sem energia já saem com prazo da ordem de serviço vencida;
• PDA: equipamento sem conexão – trabalhadores não conseguem dar baixa nos indicadores e não tem reposição do equipamento;
• Agência de Atendimento Presencial: fica sem sistema por vezes até duas semanas;
• Suspeitas de irregularidades não estão sendo acompanhadas;
• URA: o contato com cliente não fica gravado, impossibilitando o feedback;
• COD: há má gestão na distribuição do serviço. Por vezes, duas equipes são enviadas para fazer trabalhos em locais próximos, que poderiam ser feitos por uma mesma equipe, disponibilizando a outra para atender outras demandas;
• Horas Extras: excesso de horas trabalhadas, principalmente na poda de arvores;
• Número de trabalhadores X número de consumidores: aumento na demanda com quadro reduzido de mão de obra;
• Atraso na entrega de obras com desligamento programado;
• Falta de material: postes, transformadores, etc…
• Falta de estrutura: no caso de veículos, não está sendo feita manutenção preventiva, somente a corretiva. Isso tem ocasionado problemas para execução dos trabalhos;
• Falta cadastro de equipamentos: chave, transformadores, medidores e etc…
Pérola Ao final, os gestores dos indicadores reconheceram que houve dificuldades em trabalhar o plano de ação por conta das intempéries, e que a prioridade foi pelo restabelecimento do sistema em detrimento aos demais. Um exemplo, entre tantos: corte por falta de pagamento que impacta diretamente na arrecadação ficou para segundo plano.
Apesar de admitirem tais dificuldades que independem do empenho e do envolvimento de cada trabalhador, os representantes da Energisa afirmaram que não há mais espaço para mudança dos números e que será mantida a média global de 81,04%.
Por conta desse absurdo, o Sinergia CUT realizará junto com os trabalhadores um ato em repúdio à ação intransigente da empresa nesta segunda-feira (18). Participe!
ACT Depois da decepção com a discussão da PLR, a empresa passou a elencar os itens da Pauta a serem discutidos nesta Campanha Salarial. Mais uma vez, nenhuma proposta foi apresentada para o ACT dos trabalhadores. Próxima rodada está marcada para terça-feira (19), em Campinas. Envolva-se nessa luta! O que é nosso ninguém tira!