Reunião com empresa ocorreu na segunda-feira (07), depois de ser adiada por duas vezes devido à reestruturação
O Sinergia CUT reuniu-se na segunda-feira (07) com a AES Tietê Energia para discutir todas as pendências existentes, como folha de pagamento, Termo Aditivo ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT)/Específico – Operação das Usinas, processo Base 200 horas e o adicional noturno. Além dos problemas do dia a dia, os trabalhadores enfrentam agora problemas pontuais por conta da reestruturação societária da empresa.
Esta mesma reunião sofreu alterações de datas por conta da reestruturação. Inicialmente, estava agendada para meados de fevereiro. Depois, passou para 03 de março, mas foi alterada novamente porque neste dia a direção AES Brasil se reuniu para divulgar oficialmente as alterações nos cargos e funções do grupo no Brasil, incluindo a AES Tietê Energia.
Acordo de Operação das Usinas Apesar de a empresa ter enviado ao Sindicato no dia 02 de fevereiro carta solicitando mais prazos para adequar-se ao acordo assinado, há regiões em que os trabalhadores não têm definição para onde vão, o que causa total insegurança e instabilidade emocional.
Nesta reunião a empresa reafirmou que na região do Pardo (Limoeiro, Euclides da Cunha e Mococa) o processo do novo modelo de trabalho nas usinas foi implantado em janeiro passado necessitando ainda de alguns ajustes para adequar ao Termo Aditivo de Acordo Coletivo. Segundo a AES Tietê Energia, o que não estiver certo será corrigido de imediato. Não será admitido, por exemplo, operador dirigindo veículo para atender outra unidade.
Já os trabalhadores que tiveram alteração de jornada e ainda não receberam a majoração salarial referente às 200 horas a empresa informou que o valor será creditado retroativamente em rubrica à parte no próximo pagamento. Essa condição valerá para a região do Pardo onde o processo já foi concluído. A próxima região a ter o acordo implementado será a do Médio Tietê (Bariri, Ibitinga e Barra Bonita) e o prazo de implantação é até o final deste mês.
E, finalmente, em Nova Avanhandava e Promissão o processo será finalizado até junho, sendo que a usina de apoio acordada entre as partes será a UHE de Promissão. Durante a reunião foi solicitado à empresa uma reunião com o gerente de Operações da AES Tietê Energia, o que deverá ocorrer nos próximos dias.
Ação judicial 200 horas Quanto ao processo judicial de Base 200 horas, a empresa informou que já está com os cálculos da base 200 praticamente prontos e que irá oficializar a proposta na próxima reunião, sem data marcada. No entendimento do Sindicato, este cálculo deve contemplar o período de dezembro de 2009 até os dias atuais.
Cadê a saúde?
Até um mês atrás, a AES Tietê Energia mantinha um médico visitando regularmente as usinas. Com evidente precarização, a empresa unilateralmente suspendeu esse serviço, contrariando a cláusula 37ª do ACT. A geradora informou agora que fará uma remodelação desse programa e disponibilizará uma assistente social para atender aos trabalhadores nos locais de trabalho.
Quanto ao boleto que tem sido enviado aos trabalhadores pela Fundação Cesp referente ao plano odontológico, a empresa informou que ocorreu um erro de programação de cobrança e que o RH irá fazer uma varredura dos casos para solucioná-los individualmente.
Problemas da reestruturação ➢ A folha de pagamento de janeiro e fevereiro apresentaram muitas falhas. Caíram na conta dos trabalhadores valores diferenciados: ou veio a mais ou a menos. Os próprios holerites apresentaram erros, provocando aborrecimentos. ➢ Fundo de Garantia: a partir da reestruturação societária, houve alteração do nome da empresa que está efetuando o depósito mensal do FGTS. Vale ressaltar que a Energia Paulista é desconhecida até mesmo dos representantes da AES Tietê Energia.
PLR Apesar da insistência do Sindicato, a AES Tietê Energia não informou os números apurados da PLR 2015. Somente afirmou que os mesmos foram positivos e que os disponibilizará à entidade sindical na próxima semana. Caso essa informação seja confirmada, o valor a ser recebido pelos trabalhadores será de R$ 10.200, descontando-se os R$ 5.200 pagos na antecipação de setembro passado. Dinheiro na conta no dia 1º de abril, juntamente com a PLR Adicional.
Estamos de olho! Para o Sindicato, é inconceptível que ocorram tantos problemas num curto espaço de tempo. O que se espera é que a empresa se apresse em corrigi-los. Porque… o que é nosso ninguém tira!