Agência propõe aumento de 17,57% para os consumidores residenciais e de 6,50% para os industriais
A audiência pública para debater a proposta de Revisão Tarifária da CPFL Piratininga foi realizada no último dia 13 de agosto, em Santos. Além de participarem da sessão presencial, o Sinergia CUT e a Ftiuesp enviaram suas contribuições à Aneel.
Durante a exposição na audiência, as entidades destacaram que as propostas de revisões tarifárias não são sequer divulgadas no site da agência reguladora.
E mais: lembraram que, desde as privatizações ocorridas na década de 90, o Sinergia CUT tem participado com intervenções no processo regulatório promovido pela Aneel. Mais uma vez, foi apresentada a crítica à metodologia adotada pela Agência, que considera os trabalhadores apenas como um dado de despesa e não como um ator social.
“Como agem, parece que ignoram o fato de que suas propostas regulatórias impactam diretamente a organização do trabalho e muitas vezes implicam em retrocessos à luta histórica dos eletricitários”, afirma a direção do Sindicato.
“Detalhes” No balanço de 2014, a CPFL Piratininga não divulgou o número de trabalhadores terceiros, apesar de informar o valor referente à contratação de serviços terceiros. As entidades sindicais ressaltaram que tal situação deve ser apurada pela Aneel, por sugerir o compartilhamento de recursos humanos entre as empresas da holding CPFL Energia.
Valores Os valores apresentados pela Aneel consistem em uma proposta preliminar de aumento de 17,57% para os consumidores conectados em baixa tensão (residenciais), e de 6,50% para os conectados em alta tensão (industriais), o que conduz a um efeito médio a ser percebido pelos consumidores de 12,39%.
Os índices finais somente serão conhecidos quando o assunto for deliberado pela Diretoria da Agência em Reunião Pública Ordinária. A revisão das tarifas será aplicada a partir de 23 de outubro de 2015.