Com o objetivo de juntar forças na luta e pressionar a Cesp a avançar no processo de negociação da campanha salarial 2014, trabalhadores da estatal realizaram hoje (26/06) duas horas de mobilização na Usina Jupiá. A mobilização foi conclamada pelo Sinergia CUT e demais sindicatos que negociam o ACT com a Cesp.
“Esse é um momento muito importante na vida dos companheiros da Cesp. É preciso encarar essa batalha, com união e disposição, uma vez que a Campanha Salarial deste ano nas empresas do governo de SP, nas diversas categorias, vem provando que sem luta não se fecha um bom acordo. À luta, companheirada! Porque a empresa não dá nada, a gente que conquista!”, conclama o Sinergia CUT.
CS 2014 Após pressão exercida pelo Sinergia CUT e, já no 17º dia do mês da data-base dos trabalhadores, a Cesp abriu as negociações salariais. Ou seja, na terça-feira passada (17), ocorreu a primeira reunião entre sindicatos e empresa referente ao Acordo Coletivo de Trabalho.
Detalhe: há mais de dois meses, a estatal está sem presidente efetivo, uma vez que, em abril passado, o ex-presidente Mauro Arce deixou a Cesp para assumir a Secretaria de Saneamento e Recursos Hídricos do Estado de São Paulo. No comando permanece o interino, que não se vê com autonomia para realizar negociações de fato.
“O governo Alckmin não é capaz de apresentar uma política de energia para o estado de SP, distribui R$ 1 bilhão em dividendos aos acionistas e trata a Cesp com grande descaso”, lamenta a direção do Sinergia CUT.
E, para o Sindicato, “a cada ano que passa, a estatal torna a mesa mais fragilizada, sem poder de negociação, o que prejudica em cheio o Acordo Coletivo dos trabalhadores.
Isso pôde ser constatado na primeira rodada, quando a empresa apresentou uma proposta bem aquém das reivindicações da categoria. Resultado? A proposta foi rejeitada. Confira abaixo os principais itens:
* Vigência: 01 ano * Reajuste de salários e benefícios: 5,36% (Fipe) * PRR: nos moldes do Decreto do Governador, ou seja, 1 salário * Gerenciamento de Pessoal: aumento da rotatividade de 2,5% para 5%. Exclui dos 5% os seguintes casos: • Aposentados pelo INSS ou em condições de se aposentar, pelo INSS e pela Fundação CESP • Aposentados 4819 • Admitidos após 31/05/2014 • Trabalhadores abrangidos por extinção de área
O que se quer negociar Depois de rejeitar a proposta, o Sinergia CUT, junto com as demais entidades sindicais presentes, apresentaram alguns do itens prioritários para se discutir nesta Campanha Salarial:
* Vigência: 4 anos (2 + 2), em virtude do vencimento das concessões de Jupiá e Ilha Solteira, não renovadas pela Cesp * Reajuste de Salários e benefícios: 8,7%, o mesmo concedido aos trabalhadores metroviários * Reajuste de Benefícios de Alimentação: pelo índice de reajuste de alimentos do Dieese * PRR: a ser negociada até novembro/14, e não imposta * Gerenciamento de Pessoal: zerar o percentual, ou seja, 100% de garantia de emprego.
Além disso, o Sinergia CUT também quer discutir outros pontos como: * Rateio de AMH: redução da participação dos trabalhadores * Contribuição CD: aumentar de 2,5% para 5% a participação da empresa no plano CD * Complementação Salarial: modificação na atual cláusula de Auxílio Doença, para que a empresa volte a complementar o pagamento dos trabalhadores afastados.
Uma próxima rodada foi marcada para amanhã (27 de junho).
A EMPRESA NÃO DÁ NADA, A GENTE QUE CONQUISTA!