A mídia esconde a real situação econômica do Brasil, aponta economista na Colegiada do Sinergia CUT

A mídia esconde a real situação econômica do Brasil, aponta economista na Colegiada do Sinergia CUT
28 abril 10:33 2014 Débora Piloni

Coordenadora do Dieese faz balanço do cenário e aponta as contradições do que é divulgado pela mídia e das reais informações que, segundo ela, são otimistas

“Falar sobre a conjuntura econômica do Brasil neste ano, do ponto de vista dos trabalhadores, é um grande desafio. O cenário divulgado pela mídia é carregado de muita incerteza, mas as informações reais são otimistas”. Foi assim que a Coordenadora Executiva do Escritório Nacional do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), Patrícia Pelatiere iniciou sua palestra na última sexta-feira (25), durante a 1ª Reunião da Direção Colegiada do Sinergia CUT gestão 2014/2017. O tema proposto era “Desafios da Classe Trabalhadora”.

Segundo a economista, o cenário recente é carregado de muita incerteza, o que gera um pessimismo muito além do que as informações revelam.

Não foram poucos os exemplos citados durante a exposição: os resultados do PIB de 2013 (2,3%) ficou acima das expectativas da maioria dos analistas; o consumo das famílias subiu, pelo décimo ano seguido; foram criadas no ano passado mais de 730 mil vagas formais no mercado de trabalho; o lucro das empresas de capital aberto registraram aumento; entre outros pontos positivos.

Então, por que tanto pessimismo e tanta incerteza com relação ao cenário econômico brasileiro se há tantos índices positivos? Patrícia Pelatiere levantou algumas possibilidades:

“A mídia tem superdimensionado o rebaixamento do Brasil pela Standard & Poors, uma agência com credibilidade questionável. Além disso, tem havido uma grande divulgação de um suposto descontrole inflacionário, sendo que nenhum indicador aponta isto. Tanto o consumo das famílias como da administração pública cresceram abaixo do PIB. E a inflação do início de 2014, considerando o acumulado de 12 meses, é inferior aos patamares verificados em 2013”.

O que fazer, então, para rebater as desinformações? Segundo a economista, para reverter esse cenário pessimista é necessário colocar novamente na pauta, em questão de curto prazo, a disputa sobre a política de juros; definir uma política industrial que recomponha efetivamente o setor produtivo; qualificar o emprego e principalmente, garantir a manutenção da política de valorização do salário mínimo, que tem sido frontalmente atacada nesse início de ano e que tem impacto direto sobre os rendimentos médios, massa salarial, beneficiando um grande contingente de brasileiros.

Acesse aqui o conteúdo da palestra de Patrícia Pelatiere, disponibilizado pela economista

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