CS 2012: proposta e contraproposta na rodada com a CPFL

CS 2012: proposta e contraproposta na rodada com a CPFL
22 maio 18:45 2012 Lílian Parise, com informações da Secretaria Geral

Durante a quarta reunião, empresa apresenta contraproposta. Sindicato rebate e reforça que quer ampliar direitos

A quarta rodada de negociação entre os representantes da CPFL Energia e dirigentes do Sinergia CUT aconteceu na tarde desta terça-feira (22), sem avanços concretos. Logo no início da reunião, a CPFL apresentou uma proposta que, na avaliação dos sindicalistas, reduziria direitos dos trabalhadores.

A proposta apresentada pela empresa foi a seguinte:

• Requalificação profissional: reduzir a Comissão de Representantes dos trabalhadores, que passariam dos atuais 11 para apenas três, com reuniões trimestrais em vez de mensais.

• Menor aprendiz: incluir no Acordo Coletivo as regras para menores aprendizes, que teriam um salário de R$ 622.

• Quadro Mínimo: a CPFL quer a extinção da cláusula do quadro próprio mínimo

• Contratação de ajudante de eletricista: segundo a empresa, o objetivo das contratações seria o de auxiliar os técnicos na recuperação de energia. O salário dos ajudantes seria de R$ 900.

• Organização Sindical: a CPFL propôs a liberação de um dirigente para cada mil trabalhadores, e mais um por fração de 500. 

A contraproposta apresentada pelo Sinergia CUT foi:

• Requalificação Profissional: aumentar de 1% para 2% da folha a verba destinada à requalificação, com avaliação através de uma comissão formada por dois representantes da CUT, um da Força Sindical, um do Sindicato dos Engenheiros e um do CRE.

• Menor Aprendiz: para o Sindicato, o trabalhador enquadrado como aprendiz não pode exercer nenhuma atividade profissional, mas somente estagio, devendo ter preferência no processo de contratação ao final do mesmo.

• Extinção do quadro mínimo: o Sinergia CUT bateu forte na política de desemprego da empresa e não concorda com a extinção dessa cláusula. O Sindicato também reforçou que a  contraproposta dos trabalhadores aumenta o Quadro Mínimo e acaba com a rotatividade.

• Praticante de eletricista: a contraproposta é que a contratação não seja de ajudante, mas de praticante, com aumento do piso proposto pela empresa e com funções previamente acordadas e discriminadas no Acordo Coletivo. Mais: vencido o prazo de vigência de um ano, o trabalhador deve ser enquadrado como eletricista. 

Outras reivindicações do Sindicato

Além disso, o Sinergia CUT ressaltou outros itens importantes para os trabalhadores nessa “primeira etapa” da negociação:

• Solicitou que a empresa dê retorno às reivindicações sobre a alternância de função, hora extra, uniformes, direito de recusa, contratação de trabalhadores, ferramentas, intrajornada e EPIs.

• Quanto a mérito e promoção, a proposta é aumentar a verba para 2% da folha e estabelecer a obrigatoriedade do feedback aos trabalhadores.

• Foi solicitado à empresa a imediata atualização da Tabela do PCS, o que não ocorre desde 2007.

• Retomada imediata do Programa de Incentivo à Aposentadoria.

• Redução na participação dos trabalhadores na Fundação CESP (AMH), de 30% para 25%, como acontecia no passado, já que os trabalhadores passaram a bancar os 30% com o objetivo de criar um fundo de subsidio ao PES (FURPES). Como a CPFL não cumpriu o acordo com o Sindicato, não é justo que os trabalhadores continuem a pagar os 30% e a empresa mantenha apenas os 70%.

• Reduzir a participação dos trabalhadores para R$ 0,01 no VA/VR.

• Primarização de algumas atividades, entre elas STC e leitura.

• A empresa deverá apresentar ao Sindicato o Projeto Tauron e o projeto de implementação de novas tecnologias. 

Nova rodada de negociação acontece na próxima quinta-feira (24), às 9h. Até lá, o Sinergia CUT realiza assembleias informativas nos locais de trabalho. Fique ligado!

 

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