Dirigentes do Sinergia CUT participam da Oficina da Campanha Salarial 2012

Dirigentes do Sinergia CUT participam da Oficina da Campanha Salarial 2012
28 fevereiro 12:20 2012 Cecília Gomes

Desafios foram apontados em mesa de debates nesta terça (28). Confira os detalhes

O Sinergia CUT realiza nesta terça (28) e quarta (29) a Oficina de Campanha Salarial, para traçar a melhor estratégia para as negociações com as empresas do setor Energético. Reunidos no Hotel Nacional Inn, em Campinas, dirigentes sindicais acompanharam nesta manhã a mesa de debates “Cenário econômico, conjuntura nacional, internacional e expectativas para 2012″, mediada pelo diretor da área de Novas Tecnologias Paulo Robin.
O diretor técnico do Dieese Sérgio Mendonça alertou que este ano há uma grande incerteza em relação às previsões no meio econômico devido à duradoura crise da economia dos Estados Unidos e agora dos países europeus. Segundo o técnico, caso nenhum evento extremo ocorra neste ano, como por exemplo a saída da Grécia e Portugal do Euro, o Brasil poderá manter um quadro econômico positivo com crescimento em torno de 3,4%. Com a queda da inflação, o Banco Central pode reduzir a taxa de juros, o que proporcionaria ao Brasil um crescimento econômico espetacular. Atualmente, o Brasil vive um momento de geração empregos formais, com proteção social. É a 6ª economia mundial e, no entanto, é o 10º país com maior desigualdade social. “O desafio do movimento sindical é lutar por uma agenda para combater a desigualdade e enfrentar a necessidade de distribuição de renda, com empregos de qualidade. A unidade do movimento sindical no enfrentamento de questões como a rotatividade, as terceirizações por exemplo, é o motor para o crescimento. Se não houver intervenção isso não ocorrerá”, alerta o diretor do Dieese.
Outro ponto destacado é aproveitar as oportunidades e convergência de pautas com o empresariado. “Hoje, as empresas sabem que se não haverá aumento de produtividade se não houver melhoria na qualificação profissional. Este é um exemplo de convergência de interesses, que deve ser aproveitado em favor da classe trabalhadora, melhorando a educação no País.”, explica Mendonça.
Em seguida, o professor Doutor do Instituto de Economia da Unicamp José Bonifácio S. Amaral Filho apresentou um panorama histórico do setor de energia, destacando o momento atual, marcado por consolidação de empresas e grupos empresariais que apresentam aos trabalhadores grandes desafios, como o que o professor denomina de “terceirização intragrupo”, que merece especial atenção das agências reguladoras como Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e Arsesp (Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo) .”O papel das agências reguladoras é crucial para fazer este setor operar, para transferir ganhos de produtividade para os consumidores, de maneira responsável”, destaca o professor.

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