Sindicato municipal de Rio Preto desrespeita trabalhadores e desafia Justiça. Assembleia do Sinergia CUT reforça apoio dos energéticos e ganha audiência por WO
Quem não tem competência não se estabelece, diz um sábio ditado popular. Principalmente quando o assunto é a defesa dos direitos dos trabalhadores e a organização da categoria nos locais de trabalho. É o que está acontecendo na cidade de São José do Rio Preto onde uma entidade municipal, que diz representar os eletricitários da CPFL Paulista, nada faz quando o que está em jogo é a legitimidade da luta da categoria.
Antes de mais nada, vale relembrar um pouco da história da tal entidade municipal, criada no final dos anos 80, com uma mãozinha da empresa. Durante todos esses anos, os eletricitários de Rio Preto sabem que a tal entidade existe no papel. Só não sabem para que e para quem.
Desrespeito aos trabalhadores A tal entidade municipal não faz assembleias, reuniões ou qualquer consulta aos trabalhadores. Pouco aparece na empresa e nada faz para garantir direitos, muito menos ampliar conquistas. Parece não saber o que significa transparência, democracia e respeito à opinião da categoria.
Para a direção do Sinergia CUT, segue a linha de um sindicalismo ultrapassado que dificilmente sobreviverá depois do fim do imposto sindical. “Parece que é um sindicato formal, que sobrevive de taxas compulsórias. Já foi próximo da CGT e parece que agora está filiado à Força Sindical. Nem os companheiros de Rio Preto têm informação sobre a prática sindical da entidade”, destacam os dirigentes do Sinergia CUT.
Desrespeito à Justiça do Trabalho Pois bem. Foi essa mesma entidade que entrou na Justiça do Trabalho com um processo para tentar impedir a ação sindical do Sindicato dos Eletricitários de Campinas (STIEEC) na cidade de São José do Rio Preto. A notificação judicial chegou ao conhecimento do Sindicato no último dia 20, com uma convocação para audiência na tarde da última quinta-feira (26).
No dia e hora marcados, dirigentes do Sinergia CUT e do STIEEC compareceram à 4a Vara do Trabalho de São José do Rio Preto. Extamente às 13h16, o juiz Renato Ferreira Franco abriu a audiência e… Surpresa: a tal entidade municipal, autora do processo, não compareceu, em flagrante desrespeito também à Justiça.
Diante da ausência, o juiz decidiu arquivar o processo e determinou que as custas de R$ 480 devem ser pagas pela tal entidade municipal, sob pena de execução. A entidade ausente será intimada da sentença.
Democracia e respeito é isso
Antes da audiência judicial, o Sindicato realizou uma assembleia com mais de 30 trabalhadores da EA1, em Rio Preto. Logo cedo, a categoria foi informada sobre todo o conflito criado pela tal entidade municipal e da defesa que seria encaminhada pelo STIEEC para garantir democracia, liberdade e autonomia.
O apoio da categoria foi imediato e um abaixo-assinado em defesa do STIEEC deve ser asssinado por todos, garantindo também a legitimidade e o respeito à decisão dos eletricitários. Até porque patrão é patrão em qualquer canto. Sindicatos é que são diferentes!
Confira a ata da audiência aqui