No segundo dia de paralisação, pessoal de Furnas percorre o centro de Campinas apresentando reivindicações dos eletricitários para o ACT 2011
Os trabalhadores de Furnas realizaram uma passeata no centro da cidade de Campinas na manhã desta quinta (21), como parte das atividades em protesto aos rumos que a direção do Sistema Eletrobras tenta impor à Campanha Salarial dos eletricitários de todo o Brasil.
Com faixas e cartazes, a categoria saiu às ruas da cidade de Campinas para explicar à população o motivo da paralisação por 48 horas. “É lamentável que o empenho dos trabalhadores do Sistema Eletrobras não sejam reconhecidos pela direção do Sistema Eletrobras. Somos nós, trabalhadores, que possibilitamos que a energia elétrica chegue em suas casas. Trabalhamos em um serviço essencial e operamos com alto risco.”, afirmou o interlocutor do Sinergia CUT Dalton de Oliveira Silva.
Os trabalhadores distribuíram carta aberta às pessoas que circulavam pelo centro da cidade. O protesto ocorre em todo o Brasil porque de maneira unilateral a direção do Sistema Eletrobras recusa-se a estabelecer um processo de negociação, propondo apenas 6,51% (IPCA) de reajuste salarial, enquanto a reivindicação da categoria é por 11,2%, que garantiria a reposição da perda da massa salarial e ganho real.
O desejo dos sindicatos que negociam com as empresas do Sistema Eletrobras é também discutir outros pontos da pauta de reivindicações da categoria. No caso de Furnas, por exemplo, os trabalhadores querem a distribuição linear de PLR, unificação dos benefícios, com gratificação de férias igual para todos, unificação da jornada de trabalho no Sistema Eletrobras e auxílio educacional.
Vale destacar que a data base dos trabalhadores do Sistema Eletrobras é 1º de maio e os entraves na negociação prejudicam em muito a categoria. Os dirigentes do Sinergia CUT avaliaram positivamente o ato realizado em Campinas por conseguirem informar e obter apoio da população.
Em entrevista à CUT nacional, o presidente do Sinergia CUT Jesus Francisco Garcia comentou a estratégia equivocada do governo federal em recusar os 11,2% reivindicado pelos eletricitários de todo o Brasil.
“O governo está empenhado em manter o superávit primário, e para isso pretende impedir o aumento salarial de seus trabalhadores. Que não conte com a gente para isso. Aumento real de salário é a bandeira principal da CUT neste segundo semestre”., afirma o presidente do Sinergia CUT Jesus Francisco Garcia
O presidente nacional da CUT, o também eletricitário Artur Henrique, confirma: “Essa ideia de que aumento real de salário vai causar inflação é uma balela. Se o objetivo é controlar inflação, vamos atacar as causas reais: lucro, oligopólios, tarifas públicas indexadas, carga tributária regressiva e outras injustiças”.
Confira a avaliação da FNU/CNE sobre a paralisação nacional:
“Os trabalhadores (as) do Sistema Eletrobras entraram nesta quinta-feira, dia 21 de julho, no segundo dia da paralisação nacional aumentando o nível de adesão ao movimento (veja quadro). Os grandes veículos de comunicação noticiaram a mobilização da categoria em todo país, o que demonstra a repercussão da luta realizada até aqui.
A Direção das Empresas e o Governo por enquanto se escondem, preferindo continuar com a estratégia de não reabrir as negociações com os trabalhadores(as), e, além disso, continuam com utilizando o famigerado interdito proibitório para açodar os sindicatos, como foi o caso nos estados do Rio de Janeiro, Rondônia e Piauí.
Essa posição retrógrada de não negociar com o CNE e perseguir as entidades sindicais mostra que para eles os 27 mil trabalhadores (as) são apenas números dentro do Sistema Eletrobras. E que o mais importante é seguir a risca o que manda o Governo: nada de ganho real, avanço nas demais cláusulas do ACT e interlocução com o movimento sindical.
Diante fragilidade das direções das empresas, que estão de joelhos aos interesses do Governo Dilma de colocar na conta dos trabalhadores (as) os cortes orçamentários exigidos pelo mercado e a burguesia nacional, cabe os trabalhadores irem à luta com toda força, reforçando sua mobilização sem ter medo de instrumentos como o interdito proibitório, mostrando a sociedade os riscos que envolvem para o futuro do país o sucateamento do setor elétrico nacional. Nos próximos dias 26 e 27 o CNE estará reunido em Brasília para fazer uma avaliação da paralisação e planejar novas ações para dar continuidade à mobilização dos trabalhadores (as).Temos a convicção de que estamos no caminho certo, pois sem luta não existe vitória!”
CHESF: BAHIA- 95% PERNAMBUCO- 95% PIAUÍ – 98% CEARÁ- 85% SERGIPE- 90% PARAÍBA- 80% ALAGOAS – 100% ELETROBRAS DISTRIBUIÇÃO ACRE– 95% ELETROBRAS DISTRIBUIÇÃO ALAGOAS– 100% ELETROBRAS DISTRIBUIÇÃO PIAUÍ– 95% ELETROBRAS DISTRIBUIÇÃO RONDÔNIA– 95% ELETROBRAS DISTRIBUIÇÃO RORAIMA– 60% ELETROBRAS AMAZONAS ENERGIA– 80%
ELETRONORTE: AMAPÁ-95% MARANHÃO – 95% RONDÔNIA- PARÁ-95% BRASÍLIA- 95% TOCANTINS – 95%
AMAZONAS – 95%
MATO GROSSO – 95%
ACRE – 95%
RORAIMA – 95%
ELETROSUL – 93% dia 20 para 95% dia 21/07
FURNAS: RIO DE JANEIRO – 98% BRASÍLIA (SUBESTAÇÕES) – 95% CAMPINAS – 96,8% FOZ DO IGUAÇU- 100% USINA SERRA DA MESA- 100% IVAIPORÃ- 95% ARARAQUARA- 99% ESTREITO – 95% ITABERÁ / ITAPEVA – 98% VITÓRIA – 98% CGTEE- 95% ELETROBRAS SEDE- CEPEL- 95% ELETROBRAS – Rio de Janeiro – 95% ELETRONUCLEAR- 95%