{"id":8541,"date":"2011-02-28T10:45:47","date_gmt":"2011-02-28T10:45:47","guid":{"rendered":"http:\/\/www.becodigital.com.br\/wordpress\/?p=8541"},"modified":"2011-02-28T10:45:47","modified_gmt":"2011-02-28T10:45:47","slug":"fundos-acordo-abre-caminho-para-supereletrica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/?p=8541","title":{"rendered":"Fundos: Acordo abre caminho para superel\u00e9trica"},"content":{"rendered":"<p class=\"caps\">Com aval do governo, Camargo Corr\u00eaa acertou com a Previ e o Banco do Brasil fus\u00e3o da Neoenergia com a CPFL. Para fechar o<br \/>\ncontrato, ainda \u00e9 preciso dobrar a resist\u00eancia da Iberdrola, que reluta em aceitar o comando da Camargo<\/p>\n<p>A construtora Camargo Corr\u00eaa chegou a um acordo com a Previ e o Banco do Brasil para fundir a CPFL com a Neoenergia, o que representa o primeiro passo concreto para a forma\u00e7\u00e3o da superel\u00e9trica nacional na \u00e1rea de distribui\u00e7\u00e3o de energia.<\/p>\n<p>Os termos da uni\u00e3o entre as duas empresas s\u00f3 n\u00e3o foram conclu\u00eddos porque a espanhola Iberdrola, acionista e operadora da Neoenergia, n\u00e3o aceitou que a empreiteira consolide sob o seu comando a cadeia de controle da nova companhia. A construtora dirige a CPFL.<\/p>\n<p>Entre o final do ano passado e janeiro deste ano, as quatro partes tiveram tr\u00eas reuni\u00f5es. Diante do impasse com os espanh\u00f3is, ficou acertado um encontro nas pr\u00f3ximas semanas para que tanto a Camargo Corr\u00eaa quanto a Iberdrola apresentem novas condi\u00e7\u00f5es para tentar chegar a um acordo.<\/p>\n<p>Juntas, Neoenergia e CPFL atendem a mais de 15 milh\u00f5es de unidades consumidoras (cerca de um quarto de todo o mercado do pa\u00eds por esse crit\u00e9rio), atingindo mais de 1.300 munic\u00edpios em sete Estados, fora empreendimentos em gera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Com o aval do Planalto, a Previ (fundo de pens\u00e3o dos funcion\u00e1rios do Banco do Brasil) e o BB j\u00e1 fecharam apoio \u00e0 construtora.<br \/>\nO modelo ser\u00e1 a troca de a\u00e7\u00f5es entre a Neoenergia e a CPFL -sob a qual dever\u00e1 ser consolidada toda a opera\u00e7\u00e3o (uma vez contornado o problema com os espanh\u00f3is).<\/p>\n<p>Na Neoenergia, a Previ tem 49% de todo o capital, fora 12% do Banco do Brasil de Investimentos. Na CPFL, o fundo de pens\u00e3o dos funcion\u00e1rios do banco tem 31% do capital votante. Previ e BB aceitaram ser s\u00f3cios capitalistas da nova empresa.<\/p>\n<p>Conforme a Folha antecipou em janeiro do ano passado, o governo Lula apoiou os planos da Camargo Corr\u00eaa de se tornar a maior distribuidora de energia do pa\u00eds. A presidente Dilma Rousseff manteve o projeto.<\/p>\n<p>A uni\u00e3o da CPFL com a Neoenergia seria a primeira etapa. Num segundo momento, o BNDES financiaria a nova companhia a comprar outra distribuidora, provavelmente a AES, que opera em SP e no RS. At\u00e9 meados do ano passado, a Iberdrola n\u00e3o era um problema para a fus\u00e3o das empresas.<\/p>\n<p>Com a crise financeira internacional, os espanh\u00f3is passaram o ano de 2009 descapitalizados. No final de 2010, aparentemente se recuperaram.<\/p>\n<p>Pelo acordo de acionistas da Neoenergia, a Iberdrola tem a prefer\u00eancia na compra da participa\u00e7\u00e3o da Previ e do BB. Antes de trocar a\u00e7\u00f5es com a CPFL, o fundo de pens\u00e3o e o banco teriam que oferecer seus pap\u00e9is aos espanh\u00f3is.<\/p>\n<p>Na \u00faltima reuni\u00e3o entre as partes, realizada no m\u00eas passado, os executivos da Iberdrola disseram que, se a Camargo Corr\u00eaa insistisse no formato de assumir sozinha o comando da nova companhia, eles exerceriam a cl\u00e1usula de prefer\u00eancia, inviabilizando a fus\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Concentra\u00e7\u00e3o \u00e9 tend\u00eancia na distribui\u00e7\u00e3o de energia<\/strong><\/p>\n<p>A temporada de fus\u00f5es e aquisi\u00e7\u00f5es entre as companhias el\u00e9tricas est\u00e1 aberta e deve durar at\u00e9 o segundo trimestre, quando est\u00e1 prevista uma nova revis\u00e3o tarif\u00e1ria pela Aneel (Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica).<\/p>\n<p>\u00c9 o que explica a onda de negocia\u00e7\u00f5es em curso entre as distribuidoras de energia. A Aneel ir\u00e1 obrig\u00e1-las a aumentar o repasse de seus ganhos de efici\u00eancia \u00e0s tarifas, reduzindo o pre\u00e7o final.<\/p>\n<p>Resultado: press\u00e3o sobre as margens de lucro, que ficar\u00e3o menores. Segundo as distribuidoras, as margens j\u00e1 vinham sendo reduzidas ap\u00f3s revis\u00f5es tarif\u00e1rias ocorridas anteriormente.<\/p>\n<p>Diante desse cen\u00e1rio, n\u00e3o resta outra alternativa para as empresas a n\u00e3o ser ficar maiores por meio de fus\u00f5es ou aquisi\u00e7\u00f5es. Dessa forma, as el\u00e9tricas acreditam ser poss\u00edvel cortar custos e obter ganhos de escala. Ainda que as margens fiquem menores, com maior volume de receita ser\u00e1 poss\u00edvel garantir retornos satisfat\u00f3rios aos acionistas.<\/p>\n<p>No Brasil, esse movimento segue liderado pela CPFL -que tem a construtora Camargo Corr\u00eaa como s\u00f3cia- e pela Cemig, que tem a Andrade Gutierrez como um dos principais acionistas.<\/p>\n<p>Ambas est\u00e3o envolvidas em negocia\u00e7\u00f5es que, se conclu\u00eddas, levar\u00e3o a uma concentra\u00e7\u00e3o de 42% do mercado de distribui\u00e7\u00e3o no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Um acordo entre a CPFL e a Neoenergia j\u00e1 era esperado e se acelerou ap\u00f3s a compra da Elektro pelos espanh\u00f3is da Iberdrola, em janeiro.<\/p>\n<p>A Elektro tamb\u00e9m interessava \u00e0 CPFL por atuar no interior paulista em \u00e1rea cont\u00edgua, um dos crit\u00e9rios adotados pelas distribuidoras na hora de escolher potenciais alvos. Proximidade geogr\u00e1fica das linhas de transmiss\u00e3o traz sinergias na opera\u00e7\u00e3o (economias de custo).<\/p>\n<p>A Cemig planeja construir um &#8220;cintur\u00e3o&#8221; no Sudeste e distribuir mais energia do que produz Itaipu Binacional, caso consiga comprar a Bandeirantes e a Escelsa, que pertencem aos portugueses da EDP, e a Ampla e a Coelce, controladas pelos espanh\u00f3is da Endesa.<\/p>\n<p>Embora neguem que os ativos estejam \u00e0 venda, EDP e Endesa enfrentam uma situa\u00e7\u00e3o complicada.<\/p>\n<p>Existe uma press\u00e3o dos governos desses pa\u00edses por atrair recursos aos cofres p\u00fablicos para que possam cumprir as metas da Uni\u00e3o Europeia. A venda de suas empresas pode ajudar, e isso favoreceria a Cemig a fechar neg\u00f3cio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com aval do governo, Camargo Corr\u00eaa acertou com a Previ e o Banco do Brasil fus\u00e3o da Neoenergia com a CPFL. 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