{"id":7876,"date":"2010-12-14T11:14:11","date_gmt":"2010-12-14T11:14:11","guid":{"rendered":"http:\/\/www.becodigital.com.br\/wordpress\/index.php\/cut-homenageia-quem-combateu-a-ditadura-e-lanca-premio\/"},"modified":"2010-12-14T11:14:11","modified_gmt":"2010-12-14T11:14:11","slug":"cut-homenageia-quem-combateu-a-ditadura-e-lanca-premio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/?p=7876","title":{"rendered":"CUT homenageia quem combateu a ditadura e lan\u00e7a pr\u00eamio"},"content":{"rendered":"<p class=\"caps\"><P><STRONG><EM>Premia\u00e7\u00e3o \u00e9 intitulada &#8216;CUT: Democracia e Liberdade Sempre&#8217;<BR><\/EM><\/STRONG><\/P><br \/>\n<P>Casa cheia, m\u00fasica de primeira, emo\u00e7\u00e3o e falas pol\u00edticas de impacto, tudo numa atmosfera de orgulho por fazer parte da luta por justi\u00e7a social.<\/P><br \/>\n<P>A noite de ontem, 13, na sede da ABI (Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Imprensa), Rio de Janeiro, s\u00f3 recebeu elogios por parte de quem passou por l\u00e1. A CUT realizou o ato \u201cDemocracia e Liberdade Sempre\u201d, em que homenageou diversos brasileiros e brasileiras que lutaram contra a ditadura militar, nos anos 1960 e 70, e reafirmou a import\u00e2ncia de rememorar aquele per\u00edodo a partir do olhar dos militantes sociais.<\/P><br \/>\n<P>O ato foi aberto pela apresenta\u00e7\u00e3o do pianista e compositor Wagner Tiso e do violoncelista M\u00e1rcio Malard, que executaram m\u00fasicas como \u201cBrasileirinho\u201d e \u201cTrenzinho Caipira\u201d.<\/P><br \/>\n<P>O mestre de cerim\u00f4nias da noite, o dirigente executivo da CUT Adeilson Telles, afirmou que o ato reunia companheiros e companheiros \u201ccom a mesma coragem, sonhos libert\u00e1rios e utopia na alma daqueles que combateram o AI-5\u201d porque, segundo ele \u201ca luta pela liberdade e democracia precisa seguir avan\u00e7ando como o Brasil seguir\u00e1 mudando para que todos vivam com qualidade e dignidade\u201d.<\/P><br \/>\n<P>A iniciativa de realizar o ato de ontem teve como primeiro motivo a recente onda de criminaliza\u00e7\u00e3o, puxada pela campanha eleitoral do candidato derrotado \u00e0 Presid\u00eancia, daqueles que combateram a ditadura. O discurso da\u00ed surgido, e alimentado pela m\u00eddia tradicional, tenta \u201cdesconstruir a hist\u00f3ria e ocultar a verdade das novas gera\u00e7\u00f5es, que n\u00e3o viveram aquele per\u00edodo\u201d, conforme lembrou \u00e0 plateia o presidente da CUT, Artur Henrique.<\/P><br \/>\n<P>A organiza\u00e7\u00e3o do ato, cuja prepara\u00e7\u00e3o tomou menos de um m\u00eas, optou tamb\u00e9m por transformar a data no lan\u00e7amento do pr\u00eamio \u201cCUT- Democracia e Liberdade Sempre\u201d, que a partir da pr\u00f3xima edi\u00e7\u00e3o ser\u00e1 entregue a um brasileiro ou brasileira que se destaque nas lutas sociais, e que ser\u00e3o escolhidos por indica\u00e7\u00e3o popular, com a media\u00e7\u00e3o de um comiss\u00e3o nacional.<\/P><br \/>\n<P>Este ano, o pr\u00eamio foi entregue a 13 convidados \u2013 entre os quais duas organiza\u00e7\u00f5es, o MST e a UNE. O dia 13 de dezembro foi escolhido por marcar a data em que a ditadura militar baixou o AI-5.<\/P><br \/>\n<P>A mesa do ato foi composta por Vladimir Palmeira, l\u00edder estudantil durante a ditadura, por Fernanda Carisio, ex-presidente do Sindicato dos Banc\u00e1rios do Rio e militante perseguida pela ditadura, pelo professor universit\u00e1rio e cientista pol\u00edtico Wanderley Guilherme dos Santos, por Z\u00e9 Dirceu, ex-ministro e l\u00edder estudantil na d\u00e9cada de 60, pelo ator e militante S\u00e9rgio Mamberti, pelo coordenador do Projeto pelo direito \u00e0 mem\u00f3ria da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, Maurice Politi, e pelos presidentes da CUT Nacional, Artur Henrique, e da CUT Rio, Darby Igayara.<\/P><br \/>\n<P>Palmeira, durante sua fala, defendeu a concep\u00e7\u00e3o sindical da CUT como ferramenta de transforma\u00e7\u00e3o. \u201cSindicato que s\u00f3 luta pelos direitos imediatos da categoria est\u00e1 enganando os trabalhadores. Sindicato tem de fazer pol\u00edtica, porque precisamos lutar por uma sociedade solid\u00e1ria e socialista\u201d, disse.<\/P><br \/>\n<P>O ex-deputado tamb\u00e9m discorreu sobre a mudan\u00e7a de tratamento que os meios de comunica\u00e7\u00e3o t\u00eam prestado \u00e0 gera\u00e7\u00e3o que lutou contra a ditadura. \u201cAt\u00e9 a \u00e9poca em que o Fernando Henrique era presidente, quem combateu a ditadura era chamado de democrata. Depois que n\u00f3s ganhamos, o tratamento passou a ser de \u2018terrorista\u2019, \u2018ladr\u00e3o de banco\u2019, \u2018assassino\u2019 e outras coisas. Sabem por qu\u00ea? Porque eles nos queriam coadjuvantes. Mas para azar deles, n\u00f3s vencemos e vamos continuar vencendo\u201d, disse.<\/P><br \/>\n<P>Mamberti lembrou que a \u201ccultura \u00e9 revolucion\u00e1ria por defini\u00e7\u00e3o\u201d e que se configura num espa\u00e7o privilegiado para a milit\u00e2ncia pol\u00edtica, que precisa ser ocupado. Maurice Politi fez um breve retrospecto das atividades realizadas pela SNDH e anunciou o lan\u00e7amento do quinto livro da s\u00e9rie \u201cDireito \u00e0 Mem\u00f3ria\u201d, intitulado \u201cH\u00e1beas Corpus\u201d, com a hist\u00f3ria de 150 brasileiros ainda desaparecidos.<\/P><br \/>\n<P>Fernanda Carisio afirmou que a import\u00e2ncia do ato promovido pela CUT \u00e9 informar as novas gera\u00e7\u00f5es que, sem conhecimento do que foi o per\u00edodo da ditadura, desconhecem a luta que se d\u00e1 para que as coisas sejam como s\u00e3o atualmente e portanto \u201cs\u00e3o presas f\u00e1ceis da manipula\u00e7\u00e3o\u201d. Para ela, a \u201crevolu\u00e7\u00e3o que a gente quer s\u00f3 vai avan\u00e7ar com a divulga\u00e7\u00e3o de uma cultura de que \u00e9 preciso lutar. Para isso, temos de fazer comunica\u00e7\u00e3o, construir os nossos ve\u00edculos. O outro lado est\u00e1 entrincheirado\u201d, alertou.<\/P><br \/>\n<P>O professor Wanderley afirmou que \u201ca ditadura pode muitas coisas, mas n\u00e3o pode tantas outras. O povo n\u00e3o se envergonha de ser povo, mas o poder ditatorial se envergonha de ser poder. Por isso n\u00f3s podemos estar aqui para homenagear nossos mortos e nossos vivos, mas a ditadura n\u00e3o, porque se esconde\u201d.<\/P><br \/>\n<P>Z\u00e9 Dirceu insistiu no conceito de que \u201cquem pegou em armas\u201d n\u00e3o foi a sua gera\u00e7\u00e3o, mas o governo militar. E que, mesmo durante o per\u00edodo da ditadura, o povo a derrotou nas urnas por mais de uma ocasi\u00e3o, como nas elei\u00e7\u00f5es de 1966 e de 1974. Na primeira, o ent\u00e3o MDB, de oposi\u00e7\u00e3o, elegeu 132 deputados (contra 277 da Arena, que tinha a m\u00e1quina do governo nas m\u00e3os) e na segunda, o MDB elegeu 16 senadores contra apenas 6 patrocinados pela ditadura.<\/P><br \/>\n<P>\u201cN\u00f3s sempre ganhamos essa batalha\u201d, disse. E apontou os pr\u00f3ximos desafios: \u201cTemos de fazer uma revolu\u00e7\u00e3o educacional e o aprofundamento da distribui\u00e7\u00e3o de renda\u201d. Na opini\u00e3o de Z\u00e9 Dirceu, essas transforma\u00e7\u00f5es passam pela comunica\u00e7\u00e3o. \u201cE n\u00e3o falo aqui de imprensa alternativa. Tudo o que eles n\u00e3o querem \u00e9 a concorr\u00eancia. Temos de aprender a usar as armas deles\u201d, concluiu.<\/P><br \/>\n<P>O presidente da CUT Nacional iniciou sua fala lembrando do processo eleitoral. \u201cA gente sofreu muito durante a elei\u00e7\u00e3o com aquela tentativa sistem\u00e1tica de desconstru\u00e7\u00e3o da imagem e da hist\u00f3ria de pessoas como o Z\u00e9 e a Dilma. Temos muito orgulho deles e de quem lutou a mesma luta\u201d, afirmou. Artur disse que a luta por liberdade e por democracia tem muitas facetas e, no universo em que atua a CUT, h\u00e1 grandes lacunas ainda. \u201cN\u00f3s queremos democratizar as rela\u00e7\u00f5es de trabalho no Brasil, que s\u00e3o ainda extremamente autorit\u00e1rias\u201d.<\/P><br \/>\n<P>A cerim\u00f4nia seguiu com a leitura do manifesto de lan\u00e7amento do pr\u00eamio \u201cCUT: Democracia e Liberdade Sempre\u201d, por Denise Motta Dau, secret\u00e1ria nacional de Rela\u00e7\u00f5es de Trabalho da CUT.<\/P><br \/>\n<P>No encerramento, foram entregues as homenagens. Entre os premiados, o presidente da CUT Rio Grande do Norte, Jos\u00e9 Rodrigues, que durante a ditadura teve de residir clandestinamente no Rio, por ser procurado pelas for\u00e7as de repress\u00e3o em seu estado natal.&nbsp;<EM>(Isa\u00edas Dalle)<\/EM><\/P><br \/>\n<P><STRONG>Conhe\u00e7a todos os premiados:<\/STRONG><\/P><br \/>\n<UL><br \/>\n<LI>Vladimir Palmeira<\/LI><br \/>\n<LI>Z\u00e9 Dirceu<\/LI><br \/>\n<LI>Wanderley Guilherme dos Santos<\/LI><br \/>\n<LI>Jos\u00e9 Rodrigues<\/LI><br \/>\n<LI>S\u00e9rgio Mamberti<\/LI><br \/>\n<LI>Edmilson Martins de Oliveira, ex-presidente do Sindicato dos Banc\u00e1rios do RJ<\/LI><br \/>\n<LI>Jessie Jane Vieira, professora de Hist\u00f3ria da UFRJ<\/LI><br \/>\n<LI>Joba Alves, representando o MST<\/LI><br \/>\n<LI>Augusto Chagas, representando a UNE<\/LI><br \/>\n<LI>Eleonora Menecucci, professora da Unifesp e companheira de pris\u00e3o de Dilma Rousseff<\/LI><br \/>\n<LI>Wladimir Pomar, l\u00edder comunista<\/LI><br \/>\n<LI>Nilm\u00e1rio Miranda, presidente da Funda\u00e7\u00e3o Perseu Abramo e ex-secret\u00e1rio nacional de Direitos Humanos<\/LI><br \/>\n<LI>Maur\u00edcio Dias, dirigente da revista Carta Capital que representou a publica\u00e7\u00e3o e o jornalista Mino Carta<BR><\/LI><\/UL><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Premia\u00e7\u00e3o \u00e9 intitulada &#8216;CUT: Democracia e Liberdade Sempre&#8217; Casa cheia, m\u00fasica de primeira, emo\u00e7\u00e3o e falas pol\u00edticas de impacto, tudo numa atmosfera de orgulho por fazer parte da luta por<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0},"categories":[40],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7876"}],"collection":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=7876"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7876\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=7876"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=7876"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=7876"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}