{"id":7801,"date":"2010-11-18T11:04:46","date_gmt":"2010-11-18T11:04:46","guid":{"rendered":"http:\/\/www.becodigital.com.br\/wordpress\/index.php\/ipea-98-das-criancas-de-7-a-14-anos-estao-na-escola\/"},"modified":"2010-11-18T11:04:46","modified_gmt":"2010-11-18T11:04:46","slug":"ipea-98-das-criancas-de-7-a-14-anos-estao-na-escola","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/?p=7801","title":{"rendered":"Ipea: 98% das crian\u00e7as de 7 a 14 anos est\u00e3o na escola"},"content":{"rendered":"<p class=\"caps\"><P>O Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea) divulgou nesta quinta-feira an\u00e1lise dos dados da situa\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o brasileira. <\/P><br \/>\n<P>De acordo com o Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlio (PNAD) 2009, no ensino fundamental o maior desafio \u00e9 a melhoria da qualidade do ensino e a regulariza\u00e7\u00e3o do fluxo escolar. Os dados ainda mostram que o Brasil n\u00e3o universalizou o ensino m\u00e9dio. Al\u00e9m disso, a capacidade instalada atual para oferta pode ser insuficiente para incorporar. <\/P><br \/>\n<P>Portanto, \u00e9 necess\u00e1rio que haja melhorias e expans\u00e3o de capacidade f\u00edsica instalada para garantir acesso e perman\u00eancia. <\/P><br \/>\n<P>Na educa\u00e7\u00e3o superior, os desafios s\u00e3o maiores, principalmente devido \u00e0 baixa frequ\u00eancia e \u00e0s disparidades e desigualdades existentes. Primeiro, \u00e9 necess\u00e1rio realizar pol\u00edticas de alfabetiza\u00e7\u00e3o e acelerar o ac\u00famulo de escolariza\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o, o que implica a amplia\u00e7\u00e3o do acesso e da perman\u00eancia nas escolas em todos os n\u00edveis e modalidades. <\/P><br \/>\n<P><STRONG>Crian\u00e7as de 0 a 3 anos<BR><\/STRONG>Segundo o Ipea, o acesso \u00e0 escola das crian\u00e7as entre 0 e 3 anos \u00e9 muito baixo e desigual no Brasil. De acordo com a previs\u00e3o do Plano Nacional de Educa\u00e7\u00e3o (PNE), em 2006, a taxa deveria ser de 30%, mas foi de 15,4%. Em 2009, essa taca cresceu para 18,4%. Entretanto, essa faixa et\u00e1ria apresentou, nesse per\u00edodo, uma das maiores taxas de incremento anuais (0,81 ponto percentual ao ano desde 1995). <\/P><br \/>\n<P>As maiores desigualdades s\u00e3o entre crian\u00e7as de 0 a 3 anos, quando comparadas segundo a localiza\u00e7\u00e3o de seus domic\u00edlios ou de acordo com a renda das fam\u00edlias. Entre as crian\u00e7as da zona urbana, 20,2% frequentavam creche em 2009. No entanto, na zona rural essa taxa era de 8,8%. J\u00e1 crian\u00e7as com renda mais baixa, apenas 11,8% frequentavam creche, enquanto as de renda mais elevada essa taxa era de 34,9%. <\/P><br \/>\n<P>A diferen\u00e7a de acesso \u00e0 escola tamb\u00e9m se d\u00e1 entre as regi\u00f5es brasileiras, principalmente entre o Sul e Norte. No Sul, 24,1% das crian\u00e7as frequentavam creches no ano passado e no Norte apenas 8,2%. Entre crian\u00e7as brancas e as pretas ou pardas h\u00e1 tamb\u00e9m uma desigualdade, embora em menor grau: 19,9% contra 16,6%. O Ipea observou que essas desigualdades v\u00eam se mantendo ao longo do tempo. <\/P><br \/>\n<P><STRONG>Crian\u00e7as de 4 a 6 anos<BR><\/STRONG>J\u00e1 entre crian\u00e7as de 4 a 6 anos, a situa\u00e7\u00e3o do acesso \u00e0 escola \u00e9 bem melhor, embora ainda existam desigualdades. Em 2009, 81,3% das crian\u00e7as dessa faixa et\u00e1ria frequentavam a escola. Nessa faixa et\u00e1ria tamb\u00e9m se observou a maior taxa de incremento, cerca de 1,7 ponto percentual ao ano, representando um crescimento de 27,2 pontos percentuais em 17 anos. <\/P><br \/>\n<P>Contudo, as desigualdades permanecem. Entre crian\u00e7as com renda mais elevada, a taxa de frequ\u00eancia \u00e9 de 93,6% e as de renda mais pobre \u00e9 de 75,2%. A diferen\u00e7a regional tamb\u00e9m \u00e9 outro fator observado. Na regi\u00e3o Nordeste 85,8% das crian\u00e7as est\u00e1 na escola, enquanto na Sul a taxa \u00e9 de 71%, resultado de pol\u00edticas e programas federais que priorizam o Nordeste na expans\u00e3o de vagas. <\/P><br \/>\n<P>Entre habitantes da zona urbana e rural a diferen\u00e7a \u00e9 um pouco menor: 83,1% para a zona urbana e 73,1% para a rural. H\u00e1 um acesso mais restrito entre crian\u00e7as pretas ou pardas (80,1%) do que entre as brancas (82,6%). <\/P><br \/>\n<P><STRONG>Crian\u00e7as de 7 a 14 anos<BR><\/STRONG>Segundo o Ipea, para essa faixa et\u00e1ria, a universaliza\u00e7\u00e3o do acesso \u00e0 escola \u00e9 um dos grandes avan\u00e7os sociais que vieram da Constitui\u00e7\u00e3o de 1988. A taxa de frequ\u00eancia bruta (fornece o percentual da popula\u00e7\u00e3o por faixa et\u00e1ria que frequenta escola, independentemente do grau de ensino em que est\u00e1 matriculada) era de 86,6% em 1992, e passou para 98% em 2009. Os indicadores de frequ\u00eancia ao ensino fundamental n\u00e3o revelam grandes diferen\u00e7as quando comparados entre regi\u00f5es, localiza\u00e7\u00e3o, g\u00eanero, ra\u00e7a ou renda.<\/P><br \/>\n<P>Segundo o Ipea, tamb\u00e9m houve uma manuten\u00e7\u00e3o da taxa de frequ\u00eancia nos \u00faltimos anos com o fim do ciclo expansionista do ensino fundamental, relacionado com a relativa estabiliza\u00e7\u00e3o do fluxo escolar nessa etapa da educa\u00e7\u00e3o e com a diminui\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o na faixa et\u00e1ria. <\/P><br \/>\n<P>Entretanto, ainda h\u00e1 uma porcentagem de crian\u00e7as e jovens fora da escola. Entre os matriculados, h\u00e1 os que n\u00e3o aprendem ou que progridem lentamente, repetem o ano e acabam abandonando os estudos. Isso se deve \u00e0 qualidade de ensino, \u00e0 gest\u00e3o das escolas e sistemas de ensino, \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de acesso e perman\u00eancia, e \u00e0s desigualdades sociais dos pr\u00f3prios alunos e familiares. <\/P><br \/>\n<P><STRONG>Crian\u00e7as de 15 a 17 anos<BR><\/STRONG>O Ipea observou que nessa faixa et\u00e1ria a taxa de escolariza\u00e7\u00e3o bruta teve um crescimento cont\u00ednuo at\u00e9 2003, depois se manteve constante e aumentou novamente em 2008. O \u00edndice foi de 59,7% em 1992 para 85,2% em 2009, com incremento de 1,53 ponto percentual ao ano. J\u00e1 a taxa de frequ\u00eancia l\u00edquida )fornece percentual da popula\u00e7\u00e3o por faixa et\u00e1ria que frequente escola considerando o grau de ensino da matr\u00edcula) tem apresentado um crescimento ininterrupto ao longo desse per\u00edodo. <\/P><br \/>\n<P>Entretanto, h\u00e1 alguns problemas educacionais nessa faixa et\u00e1ria, pois a frequ\u00eancia l\u00edquida ao ensino m\u00e9dio \u00e9 de apenas 50,9%, ou seja, apenas metade da popula\u00e7\u00e3o. Esse fato se deve as dificuldades observadas no fluxo escolar que tem elevada evas\u00e3o e baixa taxa esperada de conclus\u00e3o. <\/P><br \/>\n<P>A maior diferen\u00e7a no acesso \u00e9 entre regi\u00f5es, principalmente Sudeste (60,5%) e Norte (39,1%). Isso, em parte, se deve \u00e0 maior concentra\u00e7\u00e3o de popula\u00e7\u00e3o rural no Nordeste. Nessa faixa et\u00e1ria, 57,3% da zona urbana frequentam o ensino m\u00e9dio, enquanto na zona rural essa taxa \u00e9 de 35,7%, quase 21,6 pontos percentuais menor. Entre brancos e negros, a diferen\u00e7a \u00e9 de 60,3% para os brancos contra 43,5% dos negros. Considerando a renda, 72,5% com renda mais elevada frequentam escolas. <\/P><br \/>\n<P><STRONG>Jovens entre 18 e 24 anos<BR><\/STRONG>At\u00e9 1999, a taxa de frequ\u00eancia bruta foi cont\u00ednua e manteve-se constante at\u00e9 2003, quando come\u00e7ou a cair. O \u00edndice iniciou a d\u00e9cada de 1990 em 22,6% e chegou a 30,3% em 2009, um crescimento de apenas 0,40 pontos percentual ao ano. Por sua vez, a taxa de frequ\u00eancia l\u00edquida tem apresentado um crescimento ininterrupto ao longo desse per\u00edodo. <\/P><br \/>\n<P>Em 2009, apenas 14,4% dos jovens estavam na educa\u00e7\u00e3o superior, o que representa uma parcela m\u00ednima da popula\u00e7\u00e3o. De acordo com o Ipea, \u00e9 prov\u00e1vel que o aumento da frequ\u00eancia l\u00edquida seja um dos efeitos da pol\u00edtica de amplia\u00e7\u00e3o do acesso ao ensino superior.&nbsp;<BR><\/P><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea) divulgou nesta quinta-feira an\u00e1lise dos dados da situa\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o brasileira. 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