{"id":7789,"date":"2010-11-16T13:12:09","date_gmt":"2010-11-16T13:12:09","guid":{"rendered":"http:\/\/www.becodigital.com.br\/wordpress\/index.php\/trabalho-e-necessidade-de-qualificacao-levam-mulheres-a-adiar-a-maternidade-diz-ibge\/"},"modified":"2010-11-16T13:12:09","modified_gmt":"2010-11-16T13:12:09","slug":"trabalho-e-necessidade-de-qualificacao-levam-mulheres-a-adiar-a-maternidade-diz-ibge","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/?p=7789","title":{"rendered":"Trabalho e necessidade de qualifica\u00e7\u00e3o levam mulheres a adiar a maternidade, diz IBGE"},"content":{"rendered":"<p class=\"caps\"><P>As brasileiras est\u00e3o tendo filhos cada vez mais tarde. Embora a faixa entre 20 e 24 anos ainda concentre o maior percentual de nascimentos, ele caiu de 30,5% em 1999 para 28,3% em 2009. Por outro lado, os grupos et\u00e1rios acima de 25 anos tiveram aumento na propor\u00e7\u00e3o, principalmente na faixa de 30 a 35 anos, que passou de 14,8% para 16,8% em uma d\u00e9cada. J\u00e1 entre as mais novas, com idades entre 15 e 19 anos, os registros de nascimento ca\u00edram de 20,8% para 18,2% no mesmo per\u00edodo.<\/P><br \/>\n<P>A constata\u00e7\u00e3o faz parte da pesquisa Estat\u00edsticas do Registro Civil de 2009, divulgada nesta sexta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/P><br \/>\n<P>O mapa revelado pelo estudo, no entanto, encontra disparidades entre os estados. No Sul e no Sudeste, estados como S\u00e3o Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, al\u00e9m do Distrito Federal, a faixa et\u00e1ria de 25 a 29 anos j\u00e1 lidera a propor\u00e7\u00e3o de nascimentos. Al\u00e9m disso, h\u00e1 uma concentra\u00e7\u00e3o maior de nascimentos no grupo de 30 a 34 anos do que os relativos \u00e0s adolescentes.<\/P><br \/>\n<P>Para o gerente da Pesquisa do Registro Civil do IBGE, Adalton Bastos, esse movimento est\u00e1 diretamente ligado \u00e0 entrada da mulher no mercado de trabalho e \u00e0 crescente necessidade de qualifica\u00e7\u00e3o, especialmente nas regi\u00f5es onde o n\u00edvel de escolaridade e a renda s\u00e3o mais elevados.<\/P><br \/>\n<P>\u201cCom certeza tem liga\u00e7\u00e3o com o mercado de trabalho, porque as mulheres, principalmente nas regi\u00f5es Sul e Sudeste, precisam se qualificar mais para ocupar um posto de trabalho e acabam transferindo as uni\u00f5es e a maternidade mais para frente. Os n\u00fameros mostram que h\u00e1 no pa\u00eds uma tend\u00eancia de deslocamento da maternidade para as idades mais avan\u00e7adas\u201d, afirmou.<\/P><br \/>\n<P>\u00c9 o caso da empres\u00e1ria carioca M\u00e1rcia Bittencourt. Gr\u00e1vida do primeiro filho aos 33 anos, ela conta que preferiu ampliar sua qualifica\u00e7\u00e3o e tocar seus neg\u00f3cios antes de decidir aumentar a fam\u00edlia.<\/P><br \/>\n<P>\u201cNum mercado t\u00e3o competitivo como o de eventos, em que atuo, \u00e9 preciso ter muita dedica\u00e7\u00e3o. Por isso, preferi me qualificar e garantir uma maior estabilidade na minha empresa para s\u00f3 depois engravidar. E hoje eu vejo que valeu a pena, foi na hora certa\u201d, afirmou.<\/P><br \/>\n<P>Por outro lado, no Maranh\u00e3o e no Par\u00e1 a propor\u00e7\u00e3o de nascimentos no grupo et\u00e1rio de 20 a 24 anos e de 15 a 19 anos foram os mais elevados. No primeiro estado, 35,5% dos nascimentos registrados diziam respeito a m\u00e3es com idade entre 20 e 24 anos, e 23,9% a adolescentes. No Par\u00e1, o primeiro grupo respondia por 33,7% dos nascimentos e o segundo, por 24,3%.<\/P><br \/>\n<P>No Rio de Janeiro, em Minas Gerais e no Esp\u00edrito Santo, a realidade tamb\u00e9m era diversa da m\u00e9dia nacional, tendo o grupo de mulheres com idades entre 30 e 34 anos registrado mais nascimentos do que o das adolescentes (de 15 a 19 anos). Mas a faixa que mais registrou nascimentos foi a de 20 a 24 anos, tendo sido de 26,1% no Rio de Janeiro; de 26,7% em Minas Gerais e de 28% no Esp\u00edrito Santo.<\/P><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As brasileiras est\u00e3o tendo filhos cada vez mais tarde. 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