{"id":7780,"date":"2010-11-09T16:17:44","date_gmt":"2010-11-09T16:17:44","guid":{"rendered":"http:\/\/www.becodigital.com.br\/wordpress\/index.php\/inflacao-oficial-acelera-e-ja-supera-resultado-acumulado-em-2009\/"},"modified":"2010-11-09T16:17:44","modified_gmt":"2010-11-09T16:17:44","slug":"inflacao-oficial-acelera-e-ja-supera-resultado-acumulado-em-2009","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/?p=7780","title":{"rendered":"Infla\u00e7\u00e3o oficial acelera e j\u00e1 supera resultado acumulado em 2009"},"content":{"rendered":"<p class=\"caps\"><P>A infla\u00e7\u00e3o medida pelo \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA) acelerou para 0,75% em outubro, ante 0,45% em setembro. Com esse resultado, a infla\u00e7\u00e3o acumulada no ano em dez meses \u00e9 de 4,38%, superando o resultado de 4,31% registrado no ano passado em 12 meses.<\/P><br \/>\n<P>Essa \u00e9 a maior varia\u00e7\u00e3o para o m\u00eas de outubro desde 2005, quando tamb\u00e9m se registrou a mesma taxa (0,75%), e a maior taxa desde fevereiro deste ano (0,78%). Os dados foram divulgados nesta ter\u00e7a-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<BR>Em doze meses, o IPCA registra varia\u00e7\u00e3o de 5,20%, ante alta de 4,70% nos doze meses imediatamente anteriores.<\/P><br \/>\n<P>Segundo os analistas que acompanham o desempenho dos pre\u00e7os no Brasil, a infla\u00e7\u00e3o oficial veio bem acima do teto das proje\u00e7\u00f5es que indicavam uma alta de 0,70% no IPCA para outubro e joga press\u00e3o sobre o Banco Central que adotou um discurso de que a taxa de infla\u00e7\u00e3o estaria convergindo para o centro da meta de 4,5% em 2010, ap\u00f3s as sucessivas eleva\u00e7\u00f5es na taxa Selic a partir do segundo trimestre.<\/P><br \/>\n<P>&#8220;Haver\u00e1 uma maior press\u00e3o nos pre\u00e7os logo no in\u00edcio do ano em virtude da eleva\u00e7\u00e3o das mensalidades escolares acima da infla\u00e7\u00e3o, da alta da tarifa de \u00f4nibus na cidade de S\u00e3o Paulo, entre outros itens. Se o governo n\u00e3o planeja subir taxa de juros pela quest\u00e3o do c\u00e2mbio, estamos perdendo um instrumento para controlar a evolu\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os e da infla\u00e7\u00e3o&#8221;, afirma o economista Andr\u00e9 Perfeito, da Gradual Investimentos.<\/P><br \/>\n<P>Na avalia\u00e7\u00e3o dos analistas, a situa\u00e7\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o foi pior devido ao fraco desempenho das economias dos pa\u00edses desenvolvidos que est\u00e3o lutando para gerar mais consumo e elevar suas taxa de infla\u00e7\u00e3o para tentar estimular a economia.<\/P><br \/>\n<P>O grupo de produtos aliment\u00edcios registrou avan\u00e7o de 1,89% para outubro, ante varia\u00e7\u00e3o de 1,08% em setembro, e contribuiu para 0,43 ponto percentual (57%) do IPCA. Essa \u00e1 maior alta mensal para o grupo desde junho de 2008, quando foi registrada taxa de 2,11%.<BR>Com o real valorizado, o Brasil est\u00e1 na verdade importando defla\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses desenvolvidos, principalmente no setor de <a href=\"http:\/\/www.atoledo.com\/\">atoledo<\/a>  bens dur\u00e1veis, segundo o economista F\u00e1bio Rom\u00e3o, da consultoria LCA. &#8221; A alta da infla\u00e7\u00e3o est\u00e1 muito relacionada com a acelera\u00e7\u00e3o nos pre\u00e7os dos alimentos. Mas isto est\u00e1 relacionado diretamente com um choque de oferta e adversidades clim\u00e1ticas. Esse ciclo de press\u00e3o deve come\u00e7ar a ceder j\u00e1 no m\u00eas de novembro&#8221;, diz Rom\u00e3o. O analista projeta para uma alta de 0,60% para o IPCA de novembro, com um recuo nos pre\u00e7os dos alimentos.<\/P><br \/>\n<P>Em outubro, as principais influ\u00eancias para o resultado vieram dos pre\u00e7os do feij\u00e3o carioca (31,42%) e das carnes (3,48%). Esse \u00faltimo item deu a maior contribui\u00e7\u00e3o individual (0,08 ponto porcentual) para o IPCA de outubro.<\/P><br \/>\n<P>Os produtos n\u00e3o aliment\u00edcios registraram alta de 0,41% em outubro, ante 0,27% no m\u00eas anterior. A maior press\u00e3o para o avan\u00e7o do grupo veio dos pre\u00e7os de combust\u00edveis, que verificou alta de 1,56%, contribuindo com 0,07 ponto porcentual na taxa mensal do IPCA. O litro do etanol foi reajustado em 7,41%, e o pre\u00e7o da gasolina subiu 1,13% no m\u00eas.<\/P><br \/>\n<P>O c\u00e1lculo da infla\u00e7\u00e3o pelo IPCA refere-se \u00e0s fam\u00edlias com rendimento mensal de 1 a 40 sal\u00e1rios m\u00ednimos e abrange nove regi\u00f5es metropolitanas do Brasil (S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Salvador, Recife, Fortaleza e Bel\u00e9m, Goi\u00e2nia e&nbsp; Distrito Federal).<\/P><br \/>\n<P><STRONG>INPC<\/STRONG><\/P><br \/>\n<P>O \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor (INPC) subiu para 0,92% em outubro, ante varia\u00e7\u00e3o de 0,54% em setembro. No acumulado do ano at\u00e9 outubro, a infla\u00e7\u00e3o pelo \u00edndice est\u00e1 em 4,75%, acima da taxa de 3,48% relativa a igual per\u00edodo de 2009. Em doze meses, o \u00edndice acumula alta de 5,39%, ante varia\u00e7\u00e3o de 4,68% registrada nos doze meses imediatamente anteriores.<\/P><br \/>\n<P>A alta nos pre\u00e7os de produtos aliment\u00edcios foi de 2,21%, acima da taxa de 1,20% registrada em setembro. No caso dos n\u00e3o aliment\u00edcios, a varia\u00e7\u00e3o passou de 0,26% para 0,37%.<BR><\/P><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A infla\u00e7\u00e3o medida pelo \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA) acelerou para 0,75% em outubro, ante 0,45% em setembro. 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