{"id":7611,"date":"2010-08-28T10:54:52","date_gmt":"2010-08-28T10:54:52","guid":{"rendered":"http:\/\/www.becodigital.com.br\/wordpress\/index.php\/democracia-e-desenvolvimento-sustentavel-em-debate\/"},"modified":"2010-08-28T10:54:52","modified_gmt":"2010-08-28T10:54:52","slug":"democracia-e-desenvolvimento-sustentavel-em-debate","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/?p=7611","title":{"rendered":"Democracia e desenvolvimento sustent\u00e1vel em debate"},"content":{"rendered":"<p class=\"caps\"><P><STRONG>Vicente Andreu, presidente da ANA, e Artur Henrique, presidente da CUT, participam da primeira mesa de debates do 4\u00ba Congresso<\/STRONG><\/P><br \/>\n<P>Ap\u00f3s a aprova\u00e7\u00e3o do Regimento Interno do 4\u00b0 Congresso do Sinergia CUT, na manh\u00e3 desta sexta-feira (27), ocorreu a primeira mesa que tratou do tema: \u201cDesenvolvimento sustent\u00e1vel e includente: perspectivas para a energia e a democracia\u201d com a participa\u00e7\u00e3o de Vicente Andreu Guillo, presidente da Ag\u00eancia Nacional da \u00c1gua (ANA) e de Artur Henrique da Silva Santos, presidente Nacional da Central \u00danica dos Trabalhadores (CUT), ambos dirigentes do Sinergia CUT.<\/P><br \/>\n<P>Vicente Andreu Gillo explicou que o Brasil tem poucos anos de experi\u00eancia em pol\u00edticas de uso da energia e dos recursos h\u00eddricos. Explicou que as ag\u00eancias reguladoras nacionais concebidas durante o governo de Fernando Henrique Cardoso nasceram segundo uma concep\u00e7\u00e3o de esvaziamento do papel do Estado. \u201cAssim, o importante papel do Estado para regular as diversas \u00e1reas foi transferido para essas ag\u00eancias. Essas institui\u00e7\u00f5es, no entanto, trabalhavam para eliminar os riscos para os investidores e garantir-lhes rendas est\u00e1veis, em detrimento do interesse da Na\u00e7\u00e3o\u201d, disse.<\/P><br \/>\n<P>Destacou ainda que o governo Lula se esfor\u00e7ou para mudar essa concep\u00e7\u00e3o, aproveitando a oportunidade de indicar como dirigentes dessas institui\u00e7\u00f5es, quadros que t\u00eam n\u00e3o s\u00f3 a compet\u00eancia t\u00e9cnica, mas tamb\u00e9m o compromisso com o desenvolvimento sustent\u00e1vel. \u201cEntretanto, as mudan\u00e7as s\u00f3 n\u00e3o foram maiores, porque ainda se enfrenta a resist\u00eancia dos empres\u00e1rios e a vis\u00e3o corporativa que ainda resiste \u00e0s transforma\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para que as ag\u00eancias sejam a express\u00e3o da sociedade\u201d, explicou.<\/P><br \/>\n<P><STRONG>Energia e meio ambiente<\/STRONG><BR>Sobre a interface da ANA com o setor el\u00e9trico, Vicente Andreu afirmou que a ag\u00eancia atua para garantir o chamado uso m\u00faltiplo da \u00e1gua para os mananciais sob responsabilidade da Uni\u00e3o, quando da constru\u00e7\u00e3o das usinas hidrel\u00e9tricas. Conforme explicou, o maior esfor\u00e7o tem sido para mudar a concep\u00e7\u00e3o desses empreendimentos, melhorando a rela\u00e7\u00e3o entre o custo ambiental e o benef\u00edcio que eles trar\u00e3o \u00e0 sociedade.<\/P><br \/>\n<P>Segundo o debatedor, essa preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 coisa recente no Brasil. \u201cAnteriormente, por imperar a l\u00f3gica capitalista de redu\u00e7\u00e3o de riscos e potencializa\u00e7\u00e3o dos lucros, v\u00e1rios erros foram cometidos que resultaram na constru\u00e7\u00e3o de hidrel\u00e9tricas como a de Balbina, por exemplo, em que a capacidade de gera\u00e7\u00e3o \u00e9 desproporcional ao custo ambiental gerado pelo lago\u201d. Informou que a ANA vem propondo solu\u00e7\u00f5es diferenciadas, como o leil\u00e3o da bacia como um todo, o que permitiria congrolar var\u00edaveis importantes como os impactos ambientais e ganhos para a popula\u00e7\u00e3o afetada, inclusive para a revers\u00e3o ambiental dos casos problem\u00e1ticos j\u00e1 existentes. Mas h\u00e1 muita resist\u00eancia: \u201c\u00c9 muito dif\u00edcil lidar com os empres\u00e1rios do setor el\u00e9trico, Eles n\u00e3o ligam para quest\u00f5es como a navegabilidade, a agricultura&nbsp; e as popula\u00e7\u00f5es locais. Se o modelo deu certo e eles querem manter essa forma de trabalhar\u201d, afirmou.<\/P><br \/>\n<P>Vicente Andreu finalizou propondo aos delegados ao 4\u00b0 Congresso do Sinnergia CUT: \u201cA <a href=\"http:\/\/casinovern.com\">casinovern.com<\/a>  todos n\u00f3s, que pensamos energia de outra forma, que lutamos para que prevale\u00e7a o interesse da sociedade, quero propor que, ao discutirmos energia, discutamos tamb\u00e9m a quest\u00e3o ambiental\u201d. <BR><STRONG>Plataforma da Classe Trabalhadora<\/STRONG><BR>Artur Henrique iniciou sua interven\u00e7\u00e3o esclarecendo que o debate sobre preserva\u00e7\u00e3o ambiental j\u00e1 faz parte da agenda sindical da CUT e est\u00e1 inserido no conjunto de aspectos do modelo de desenvolvimento defendido pela Central e seus sindicatos filiados.<\/P><br \/>\n<P>Explicou que antes havia dois modelos que orientavam a pol\u00edtica econ\u00f4mica do mundo. \u201cCom a queda do muro de Berlim, prevaleceu o capitalismo e o neoliberalismo, que se expandiu at\u00e9 a crise de 2008, quando um novo modelo de desenvolvimento voltou a ser buscado em todo mundo. Por\u00e9m, ele deve ser adequado para cada pa\u00eds, porque cada um tem a sua realidade\u201d, disse.<\/P><br \/>\n<P>Segundo Artur Henrique, os trabalhadores brasileiros j\u00e1 definiram que tipo de desenvolvimento \u00e9 melhor. \u201cN\u00f3s n\u00e3o falamos em crescimento, falamos em desenvolvimento porque o Brasil j\u00e1 experimentou crescimento entre 10 e 12%, mas sem democracia e distribui\u00e7\u00e3o de renda. A China tem crescimento, mas os trabalhadores vivem em condi\u00e7\u00f5es de precariedade. O desenvolvimento que defendemos est\u00e1 expresso na Plataforma da CUT para as elei\u00e7\u00f5es 2010, que entregamos a todos os candidatos\u201d.<\/P><br \/>\n<P>Artur esclareceu que, para avaliar o desenvolvimento de um pa\u00eds, al\u00e9m de se considerar os indicadores econ\u00f4micos e o PIB, \u00e9 preciso acrescentar indicadores de felicidade do povo. \u201c\u00c9 o que j\u00e1 est\u00e3o chamando de FIB, Felicidade Interna Bruta para aferir a satisfa\u00e7\u00e3o das pessoas, porque \u00e9 preciso saber se as pessoas t\u00eam poder aquisitivo para consumir, se t\u00eam acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, \u00e0 sa\u00fade de qualidade, por exemplo. Em suma, se elas s\u00e3o felizes\u201d.<\/P><br \/>\n<P>Segundo o presidente da CUT, para os trabalhadores o desenvolvimento tem tr\u00eas pilares: o econ\u00f4mico, o humano e o ambiental. \u201cO desenvolvimento que queremos \u00e9 um modelo includente, com distribui\u00e7\u00e3o de renda, valoriza\u00e7\u00e3o do trabalho e respeito ao meio ambiente\u201d, explicou.<\/P><br \/>\n<P>Sobre o setor energ\u00e9tico, Artur lembrou que muitas das guerras no mundo ocorrem por \u00e1gua e energia. No caso do Brasil, ele lembrou que o desenvolvimento deve ser sustent\u00e1vel, porque a sociedade tem esse direito. \u201cN\u00e3o somos uma Noruega que j\u00e1 resolveu muitos dos seus problemas. Temos crian\u00e7as assassinadas, falta de moradias e muitos problemas a serem resolvidos com o desenvolvimento sustent\u00e1vel, que significa crescer com equil\u00edbrio\u201d.<\/P><br \/>\n<P>Finalizou destacando a import\u00e2ncia de os trabalhadores apresentarem propostas: \u201cEstamos apresentando em nossa Plataforma o que a classe trabalhadora defende, incluindo a valoriza\u00e7\u00e3o do trabalho com a cria\u00e7\u00e3o de empregos, o fim da rotatividade, o fim da informalidade e da precariza\u00e7\u00e3o, distribui\u00e7\u00e3o de renda, democracia e fortalecimento do papel do Estado. E vamos continuar debatendo com os trabalhadores e a sociedade, principalmente para fortalecer a nossa pr\u00f3pria organiza\u00e7\u00e3o de base nos locais de trabalho\u201d.<BR><\/P><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vicente Andreu, presidente da ANA, e Artur Henrique, presidente da CUT, participam da primeira mesa de debates do 4\u00ba Congresso Ap\u00f3s a aprova\u00e7\u00e3o do Regimento Interno do 4\u00b0 Congresso do<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0},"categories":[40],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7611"}],"collection":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=7611"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7611\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=7611"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=7611"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=7611"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}