{"id":7474,"date":"2010-06-07T17:17:08","date_gmt":"2010-06-07T17:17:08","guid":{"rendered":"http:\/\/www.becodigital.com.br\/wordpress\/index.php\/confira-entrevista-de-artur-henrique-sobre-o-movimento-sindical-e-o-meio-ambiente\/"},"modified":"2010-06-07T17:17:08","modified_gmt":"2010-06-07T17:17:08","slug":"confira-entrevista-de-artur-henrique-sobre-o-movimento-sindical-e-o-meio-ambiente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/?p=7474","title":{"rendered":"Confira entrevista de Artur Henrique sobre o movimento sindical e o meio ambiente"},"content":{"rendered":"<p class=\"caps\"><P><STRONG>Artur Henrique defende constru\u00e7\u00e3o de hidrel\u00e9tricas. &#8216;Prote\u00e7\u00e3o ambiental tem de combinar com elimina\u00e7\u00e3o da pobreza&#8217;<\/STRONG> <\/P><br \/>\n<P><EM>Como viabilizar a sustentabilidade em um pa\u00eds que a cada dia mais busca se desenvolver e romper com as desigualdades sociais e regionais?<\/EM> <\/P><br \/>\n<P>ARTUR: N\u00f3s temos uma vis\u00e3o de que \u00e9 plenamente poss\u00edvel crescimento e desenvolvimento, distribuindo renda, garantindo inclus\u00e3o social e tendo como principal trip\u00e9 desse modelo de desenvolvimento a sustentabilidade econ\u00f4mica, social e ambiental. N\u00f3s n\u00e3o somos daqueles que consideram imposs\u00edvel crescer sem destruir os recursos naturais. Mas tamb\u00e9m n\u00e3o achamos que o crescimento tem que ser realizado a qualquer custo, destruindo o meio ambiente, agravando a j\u00e1 preocupante situa\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica na terra como fazem alguns pa\u00edses e alguns governos que n\u00e3o colocam como prioridade esse necess\u00e1rio equil\u00edbrio entre crescimento econ\u00f4mico e desenvolvimento sustent\u00e1vel, e para n\u00f3s esse tema tem que ter as tr\u00eas pernas com a mesma prioridade. <\/P><br \/>\n<P><EM>\u00c9 poss\u00edvel que os tr\u00eas aspectos recebam a mesma prioridade?<\/EM> <\/P><br \/>\n<P>&nbsp;Presidente da CUT (foto Dino Santos)ARTUR: Claro, o Brasil n\u00e3o pode s\u00f3 crescer 8 ou 9 por cento do PIB e n\u00e3o olhar se este crescimento est\u00e1 garantindo inclus\u00e3o social, aumento da distribui\u00e7\u00e3o de renda, diminui\u00e7\u00e3o da pobreza, das desigualdades sociais, valoriza\u00e7\u00e3o do trabalho e se n\u00e3o olhar para a quest\u00e3o ambiental. \u00c9 preciso olhar para as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, a necessidade de diminuir as emiss\u00f5es de C02, de se garantir mudan\u00e7as no modo de produ\u00e7\u00e3o e altera\u00e7\u00e3o nos padr\u00f5es de consumo. Portanto, n\u00f3s n\u00e3o estamos falando somente de crescimento econ\u00f4mico. O Brasil j\u00e1 cresceu na d\u00e9cada de 70 at\u00e9 10 por cento, mas n\u00e3o tinha distribui\u00e7\u00e3o de renda nem liberdade democr\u00e1tica. Hoje voc\u00ea tem um governo que demonstra ser poss\u00edvel ter crescimento econ\u00f4mico aliado com um projeto de desenvolvimento que tem como um dos principais t\u00f3picos a quest\u00e3o da inclus\u00e3o social. O governo Lula tirou 30 milh\u00f5es de pessoas da mis\u00e9ria absoluta e da pobreza. Ent\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel crescer distribuindo renda fazendo inclus\u00e3o social, implementando pol\u00edticas publicas e sociais e tendo preocupa\u00e7\u00e3o com a agenda ambiental que \u00e9 fundamental para o Brasil, o continente e o planeta como um todo.<\/P><br \/>\n<P><EM>Onde est\u00e3o os maiores desafios para a sustentabilidade no Brasil?<\/EM> <\/P><br \/>\n<P>ARTUR: Eu acho que os desafios s\u00e3o em v\u00e1rias \u00e1reas. A primeira \u00e9 o planejamento. Qualquer planejamento de desenvolvimento tem que ser de curto, m\u00e9dio e longo prazo e ele tem que superar governos, per\u00edodos de mandato. Tem que ser fruto de uma constru\u00e7\u00e3o coletiva, do di\u00e1logo entre os atores sociais: governos, trabalhadores, empres\u00e1rios, organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil que devem participar para que se estabele\u00e7am prioridades, mecanismos que atendam \u00e0s principais diretrizes que n\u00f3s defendemos.&nbsp;&nbsp;&nbsp; O segundo grande desafio \u00e9 como \u00e9 que se estabelece um projeto de desenvolvimento de longo prazo que leve em conta a necessidade de se atingir determinadas metas que s\u00e3o importantes para o conjunto da sociedade. Por exemplo: quando n\u00f3s falamos de uma meta de crescimento, meta de gera\u00e7\u00e3o de emprego decente, mais e melhores empregos, diminui\u00e7\u00e3o das desigualdades sociais e regionais, isso faz parte da constru\u00e7\u00e3o do planejamento, do que n\u00f3s queremos atingir. Mas para atingir essas metas n\u00f3s precisamos garantir empregos decentes para tantos milh\u00f5es de trabalhadores e trabalhadoras, implementar determinadas pol\u00edticas publicas que garantam que atinjamos essas metas e que levem em conta a vis\u00e3o dos atores sociais.<\/P><br \/>\n<P><EM>Mas n\u00e3o ocorrem interesses conflitantes entre esses atores?<\/EM> <\/P><br \/>\n<P>ARTUR: Ocorrem e n\u00e3o se leva em considera\u00e7\u00e3o o conjunto da sociedade, mas sim, um determinado interesse contr\u00e1rio e acaba se criando uma discuss\u00e3o absolutamente dif\u00edcil de se construir um consenso, porque \u00e0s vezes o interesse de uma determinada popula\u00e7\u00e3o, ou organiza\u00e7\u00e3o social ou setor econ\u00f4mico acaba se sobrepondo ao interesse coletivo. <\/P><br \/>\n<P><EM>Por exemplo?<\/EM><\/P><br \/>\n<P>ARTUR: O debate sobre pol\u00edtica energ\u00e9tica no Brasil. A partir do momento em que se leva energia el\u00e9trica atrav\u00e9s de um programa como Luz para Todos a uma fam\u00edlia que come\u00e7a a ter renda &#8211; seja pelo aumento do Sal\u00e1rio M\u00ednimo, Bolsa Fam\u00edlia ou da aposentadoria &#8211; e, portanto, pode agora consumir, n\u00e3o tem como pedir que n\u00e3o tenha na sua casa uma geladeira, porque vai consumir energia el\u00e9trica e isso n\u00e3o \u00e9 bom para o meio ambiente.&nbsp;&nbsp; <\/P><br \/>\n<P>SNMA: Sim, s\u00f3 que num assunto como a instala\u00e7\u00e3o de uma hidrel\u00e9trica, o impacto \u00e9 muito maior&#8230;<\/P><br \/>\n<P>ARTUR: Mas ao voc\u00ea botar em opera\u00e7\u00e3o termoel\u00e9tricas a \u00f3leo diesel que s\u00e3o altamente poluidoras e destruidoras do meio ambiente para rodar e produzir energia el\u00e9trica o impacto \u00e9 ainda maior. E isso absolutamente ningu\u00e9m fala, ou se fala, \u00e9 com menos \u00eanfase do que de grandes projetos de usinas hidrel\u00e9tricas. O Brasil tem do ponto de vista da sua matriz energ\u00e9tica e da sua pol\u00edtica energ\u00e9tica uma enorme diferen\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o a outros pa\u00edses por ser uma matriz altamente renov\u00e1vel e limpa. Produz energia el\u00e9trica a partir de fontes diversas e deve continuar sendo assim. Tem alto potencial hidrel\u00e9trico, portanto o que n\u00f3s temos que debater \u00e9 se os projetos de grandes usinas ainda cabem ou se t\u00eam que ser reformulados. Se n\u00f3s temos que investir em ci\u00eancia e tecnologia que produza mais energia com mesmo impacto. \u00c9 l\u00f3gico que \u00e9 preciso investir em pequenas centrais hidrel\u00e9tricas. Agora, as pessoas que falam que a sa\u00edda \u00e9 a energia e\u00f3lica s\u00f3, a energia solar s\u00f3, pequenas centrais hidrel\u00e9tricas s\u00f3, ou n\u00e3o conhecem o Brasil, ou n\u00e3o conhecem o setor energ\u00e9tico ou n\u00e3o sabem do que est\u00e3o falando.<\/P><br \/>\n<P><EM>Mas alguns pa\u00edses est\u00e3o investindo em fontes mais limpas de energia&#8230;<\/EM> <\/P><br \/>\n<P>ARTUR: N\u00e3o adianta achar que vamos colocar ventoinha no Brasil inteiro para gerar energia. N\u00e3o pense que porque ela \u00e9 gerada pelo vento atrav\u00e9s daquelas p\u00e1s enormes que n\u00e3o tem impacto. Tem. No meio ambiente, nos ru\u00eddos, tem v\u00e1rios impactos. O problema \u00e9 a quantidade de energia que eu produzo com aquele monte de cataventos. \u00c9 muito mais impactante do que uma pequena central hidrel\u00e9trica num determinado local. As pessoas olham para aquele catavento e falam: olha que coisa bonita n\u00e3o produz impacto e gera energia el\u00e9trica&#8230; sim, mas quando voc\u00ea coloca 600 cataventos fazendo barulho para gerar energia el\u00e9trica para iluminar uma cidade de 10.000 habitantes, as coisas n\u00e3o ficam t\u00e3o simples assim.<\/P><br \/>\n<P>Estou aqui exagerando do mesmo jeito que alguns exageram do outro lado dizendo que o Brasil poderia, por exemplo, se utilizar de outras fontes de energia el\u00e9trica que n\u00e3o a constru\u00e7\u00e3o de usinas hidrel\u00e9tricas. <\/P><br \/>\n<P><EM>Mas esses questionamentos n\u00e3o partem muitas vezes das pr\u00f3prias popula\u00e7\u00f5es?<\/EM><\/P><br \/>\n<P>ARTUR: Partem, mas o que infelizmente ainda acontece muito no Brasil \u00e9 n\u00e3o ter di\u00e1logo com os atores sociais e fazer um projeto sem construir alternativas, condicionalidades, as chamadas obras compensat\u00f3rias. Ou seja, se h\u00e1 necessidade de construir uma estrada ou de implementar uma determinada obra num determinado local, qualquer obra, qualquer projeto, vai gerar impacto seja ambiental, seja junto a popula\u00e7\u00f5es que residem e trabalham naquele local. <\/P><br \/>\n<P>Portanto, o desafio \u00e9 construir esse di\u00e1logo, mas sabendo que aquela obra tem um benef\u00edcio para o conjunto da sociedade ou, no caso de uma estrada, que&nbsp; ser\u00e1 importante para os dois estados, que ser\u00e3o ligados por ela e que vai trazer desenvolvimento e gerar emprego. <\/P><br \/>\n<P>Agora eu n\u00e3o posso simplesmente desalojar as pessoas ou passar a estrada no meio das casas sem construir alternativas. Isso \u00e9 absolutamente imprescind\u00edvel. <\/P><br \/>\n<P><EM>E a\u00ed entram os interesses individuais de cada ator e muitas vezes o emperramento do projeto&#8230;<\/EM><\/P><br \/>\n<P>ARTUR: O que me parece que \u00e0s vezes acontece \u00e9 ou falta de di\u00e1logo ou mesmo com o di\u00e1logo as pessoas acabam n\u00e3o querendo uma obra ou projeto sob argumentos absolutamente importantes do ponto de vista individual ou para um determinado n\u00famero de pessoas daquela coletividade, sem levar em considera\u00e7\u00e3o outras opini\u00f5es ou outros interesses de um conjunto \u00e0s vezes muito maior do que aquele que est\u00e1 sendo debatido. <\/P><br \/>\n<P>Por exemplo, \u00e0s vezes acontece no pa\u00eds, quando determinadas organiza\u00e7\u00f5es, Tribunal de Contas, Minist\u00e9rio P\u00fablico ou mesmo algumas das organiza\u00e7\u00f5es que a gente est\u00e1 falando aqui entram com a\u00e7\u00f5es judiciais para impedir a realiza\u00e7\u00e3o de uma obra sob o argumento que essa obra tem impactos ambientais. <\/P><br \/>\n<P>V\u00e1rios argumentos, inclusive que podem ser bastante importantes e fundamentados, mas por outro lado o atraso numa determinada obra vai fazer com que o Pa\u00eds tenha que suprir a demanda por aquilo que aquela obra iria produzir, adotando outra forma de produ\u00e7\u00e3o de energia com muito mais impacto ambiental, e as pessoas n\u00e3o falam. <\/P><br \/>\n<P>Concretamente ou n\u00e3o fazemos nada e alguns at\u00e9 prop\u00f5e o decrescimento por causa do aquecimento global e dizem: vamos deixar tudo do jeito que est\u00e1. Sim, com pessoas que tem 3 iates parados na porta de casa, 12 aptos, 15 carros, 55 im\u00f3veis enquanto 1 bilh\u00e3o de pessoas no mundo est\u00e3o passando fome. \u00c9 essa situa\u00e7\u00e3o que queremos deixar do jeito que est\u00e1? Eu n\u00e3o quero. Agora n\u00f3s n\u00e3o podemos fazer com que esse 1 bilh\u00e3o que est\u00e1 passando fome passe a ser um consumidor com o mesmo padr\u00e3o de consumo que nos temos, por exemplo, em alguns pa\u00edses da Europa e dos Estados Unidos. Isso para mim \u00e9 o grande desafio. \u00c9 a mudan\u00e7a do modo de produ\u00e7\u00e3o e do modo de consumo. Exemplo maior \u00e9 a quest\u00e3o do autom\u00f3vel: ao inv\u00e9s da gente investir no setor de transporte p\u00fablico. \u00c9 usar estrada e caminh\u00e3o e gastar \u00f3leo diesel quando voc\u00ea tem trem e transporte mar\u00edtimo muito mais barato e menos impactante. \u00c9 isso que eu chamo de planejamento de longo prazo. Agora, vai ter impacto de qualquer jeito. <\/P><br \/>\n<P><EM>E o Brasil ainda descobriu o pr\u00e9-sal, mas vai gerar outros impactos ambientais.<\/EM><\/P><br \/>\n<P>ARTUR: N\u00f3s n\u00e3o podemos por conta da descoberta do pr\u00e9-sal manchar e&nbsp; estragar a nossa matriz energ\u00e9tica. Temos que lutar para que parte dos recursos do pr\u00e9-sal, principalmente do fundo soberano, sejam aplicados para produzir mais ci\u00eancias, mais tecnologias, mais pesquisas, diminuindo os custos da energia solar, da e\u00f3lica, da biomassa e de outros elementos e que tem um amplo campo de crescimento no Brasil.<\/P><br \/>\n<P>A nossa matriz deve ser cada vez mais diversificada para que voc\u00ea tenha menos necessidade &#8211; zero se poss\u00edvel &#8211; de termoel\u00e9trica a carv\u00e3o ou \u00f3leo diesel e reduzindo a necessidade de energia hidrel\u00e9trica de grande porte, no sentido de evitar o que aconteceu neste pa\u00eds com o apag\u00e3o de 2001, uma clara demonstra\u00e7\u00e3o da irresponsabilidade do Fernando Henrique e do PSBD com a falta de planejamento e toda a popula\u00e7\u00e3o sofreu. Empresas demitiram, tiveram que ser fechadas por conta de uma necessidade inadi\u00e1vel de energia el\u00e9trica que n\u00e3o tinha. Eu n\u00e3o quero viver isso no Brasil de novo. <\/P><br \/>\n<P>Portanto, s\u00f3 o planejamento far\u00e1 com que a pol\u00edtica energ\u00e9tica brasileira possa continuar garantindo diversidade da sua matriz energ\u00e9tica, para atender com efici\u00eancia a toda a popula\u00e7\u00e3o brasileira.<\/P><br \/>\n<P align=right><EM>(Entrevista por: V\u00e2nia Viana)<\/EM><\/P><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Artur Henrique defende constru\u00e7\u00e3o de hidrel\u00e9tricas. &#8216;Prote\u00e7\u00e3o ambiental tem de combinar com elimina\u00e7\u00e3o da pobreza&#8217; Como viabilizar a sustentabilidade em um pa\u00eds que a cada dia mais busca se desenvolver<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0},"categories":[40],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7474"}],"collection":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=7474"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7474\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=7474"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=7474"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=7474"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}