{"id":7369,"date":"2010-03-26T16:11:58","date_gmt":"2010-03-26T16:11:58","guid":{"rendered":"http:\/\/www.becodigital.com.br\/wordpress\/index.php\/terceirizacao-e-morte\/"},"modified":"2010-03-26T16:11:58","modified_gmt":"2010-03-26T16:11:58","slug":"terceirizacao-e-morte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/?p=7369","title":{"rendered":"Terceiriza\u00e7\u00e3o e morte"},"content":{"rendered":"<p class=\"caps\"><P align=left><STRONG>Estudo do Dieese&nbsp;relaciona a terceiriza\u00e7\u00e3o com as mortes no trabalho no setor el\u00e9trico.&nbsp;O \u00f3rg\u00e3o aponta&nbsp;que a taxa de mortalidade entre os trabalhadores terceirizados chega a ser tr\u00eas vez mais que entre os do quadro pr\u00f3prio<BR><\/STRONG>&nbsp;<BR>Um estudo elaborado pelo DIEESE \u2013 Departamento Intersindical de Estat\u00edstica e Estudos Socioecon\u00f4micos &#8211; aponta que mais da metade da for\u00e7a de trabalho do setor el\u00e9trico do pa\u00eds \u00e9 terceirizada, sendo que a incid\u00eancia de mortes no trabalho para os terceirizados chega a ser quatro vezes e meia maior do que para os trabalhadores pr\u00f3prios. O relat\u00f3rio do DIEESE tomou como base os dados da Funda\u00e7\u00e3o Coge, uma entidade que re\u00fane 64 empresas respons\u00e1veis por 90% da energia produzida no pa\u00eds. De acordo com o Estudos e Pesquisas n\u00ba 50 \u201cTerceiriza\u00e7\u00e3o e morte no trabalho: um olhar sobre o setor el\u00e9trico brasileiro\u201d, o segmento contava, em 2008, com 227,8 mil trabalhadores, dos quais 126,3 mil eram terceirizados.<\/P><br \/>\n<P>Segundo este dado, \u00e9 poss\u00edvel observar que o n\u00edvel de terceiriza\u00e7\u00e3o no setor el\u00e9trico brasileiro naquele ano estava na casa de 55,5% da for\u00e7a trabalho. No entanto, para obter uma avalia\u00e7\u00e3o mais precisa do n\u00edvel de terceiriza\u00e7\u00e3o no setor el\u00e9trico, o DIEESE descartou as informa\u00e7\u00f5es das empresas que n\u00e3o divulgaram dados da m\u00e3o de obra terceirizada.<\/P><br \/>\n<P>Com base neste crit\u00e9rio, chegou-se a um \u00edndice de terceiriza\u00e7\u00e3o no setor el\u00e9trico da ordem de 58,3% da for\u00e7a de trabalho em 2008. Quando analisadas apenas as distribuidoras, o contingente de trabalhadores terceirizados foi superior, na casa dos 59,9%, enquanto que em empresas que desempenhavam atividades de gera\u00e7\u00e3o, transmiss\u00e3o e outras, o \u00edndice de terceiriza\u00e7\u00e3o foi mais baixo (52,6%), mas ainda superior \u00e0 metade da for\u00e7a de trabalho. <\/P><br \/>\n<P>Partindo para uma an\u00e1lise regionalizada, destacam-se as regi\u00f5es Nordeste e Sul que, respectivamente, revelaram o maior e o menor n\u00edvel de terceiriza\u00e7\u00e3o entre as regi\u00f5es brasileiras. O alto n\u00edvel de terceiriza\u00e7\u00e3o do Nordeste \u00e9 resultado do fato de importantes distribuidoras da regi\u00e3o possu\u00edrem mais de 70% da for\u00e7a de trabalho terceirizada. Por sua vez, o Sul \u00e9 um caso \u00e0 parte, visto que foi a \u00fanica regi\u00e3o que apresentou um n\u00famero de trabalhadores pr\u00f3prios superior ao de terceirizados.<\/P><br \/>\n<P>Quando se agrupam as empresas do setor por tipo de controle acion\u00e1rio, verifica-se que, nas empresas com controle p\u00fablico, o n\u00edvel de terceiriza\u00e7\u00e3o \u00e9, de modo geral, inferior ao das empresas com controle privado \u2013 respectivamente de 50,2% nas p\u00fablicas e de 64,7% nas privadas.<\/P><br \/>\n<P><STRONG>A taxa de mortalidade no setor el\u00e9trico brasileiro<\/STRONG><BR>Em 2008, a taxa de mortalidade da for\u00e7a de trabalho do setor el\u00e9trico foi de 32,9 mortes por grupo de 100 mil trabalhadores. Naquele ano, a an\u00e1lise segmentada da for\u00e7a de trabalho revelou uma taxa de mortalidade 3,21 vezes superior entre os trabalhadores terceirizados em rela\u00e7\u00e3o ao verificado para o quadro pr\u00f3prio. A taxa ficou em 47,5 para os terceirizados contra 14,8 para os trabalhadores do quadro pr\u00f3prio das empresas. Nos tr\u00eas anos analisados pelo DIEESE, os dados demonstram taxas de mortalidade substancialmente mais elevadas para o segmento terceirizado, com varia\u00e7\u00e3o entre 3,21 a 4,55 vezes a do segmento pr\u00f3prio.<\/P><br \/>\n<P>A compara\u00e7\u00e3o entre atividades revelou que as empresas distribuidoras, no geral, apresentam taxas de mortalidade mais elevadas que as geradoras, cumprindo papel preponderante na defini\u00e7\u00e3o da taxa de mortalidade do setor. Observa-se, na an\u00e1lise por atividade, que tamb\u00e9m n\u00e3o h\u00e1 situa\u00e7\u00e3o na qual a taxa de mortalidade do segmento terceirizado seja inferior ao do segmento pr\u00f3prio.<\/P><br \/>\n<P>A an\u00e1lise regionalizada identificou que, nos tr\u00eas anos, as maiores taxas de mortalidade do quadro pr\u00f3prio foram registradas na regi\u00e3o Norte. A maior, de 47,7, foi registrada em 2008. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s taxas de mortalidade dos terceirizados, as maiores correspondem a tr\u00eas d\u00edgitos. Na regi\u00e3o Norte, em 2006, foram 177 mortes por grupo de 100 mil trabalhadores, no Centro-Oeste, em 2007, 115,7, e outra vez no Norte, em 2008, 106,1.<\/P><br \/>\n<P>Entre as conclus\u00f5es do estudo destacam-se o n\u00edvel de terceiriza\u00e7\u00e3o do setor el\u00e9trico, na casa dos 58,3% da for\u00e7a de trabalho, e o resultado obtido com a apura\u00e7\u00e3o das taxas de mortalidade por acidente de trabalho, que se mostraram substancialmente mais elevadas entre os terceirizados do que as apuradas para o segmento pr\u00f3prio. O resultado permitiu concluir que existe maior risco de morte associado ao segmento terceirizado da for\u00e7a de trabalho. <\/P><br \/>\n<P><STRONG>Para ler a \u00edntegra do estudo&nbsp;do Dieese, com detalhamento de dados e tabelas, <A href='http:\/\/www.sinergiaspcut.org.br\/areas\/noticias_arquivos\/20100325\/2010_dieese_pesq_terceirizacao_setor_eletrico.pdf' target=_blank>clique aqui<\/A><\/STRONG><\/P><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo do Dieese&nbsp;relaciona a terceiriza\u00e7\u00e3o com as mortes no trabalho no setor el\u00e9trico.&nbsp;O \u00f3rg\u00e3o aponta&nbsp;que a taxa de mortalidade entre os trabalhadores terceirizados chega a ser tr\u00eas vez mais que<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0},"categories":[40],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7369"}],"collection":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=7369"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7369\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=7369"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=7369"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=7369"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}