{"id":7330,"date":"2010-03-10T17:37:24","date_gmt":"2010-03-10T17:37:24","guid":{"rendered":"http:\/\/www.becodigital.com.br\/wordpress\/index.php\/dieese-cut-pesquisa-aponta-diferenca-%e2%80%9cabissal%e2%80%9d-de-remuneracao-entre-homens-e-mulheres\/"},"modified":"2010-03-10T17:37:24","modified_gmt":"2010-03-10T17:37:24","slug":"dieese-cut-pesquisa-aponta-diferenca-abissal-de-remuneracao-entre-homens-e-mulheres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/?p=7330","title":{"rendered":"Dieese CUT: Pesquisa aponta diferen\u00e7a \u201cabissal\u201d de remunera\u00e7\u00e3o entre homens e mulheres"},"content":{"rendered":"<p class=\"caps\"><P>O estudo Mulheres no Mercado de Trabalho, realizado pela Subse\u00e7\u00e3o Dieese da CUT Nacional, aponta que a igualdade de remunera\u00e7\u00e3o ainda est\u00e1 muito distante no mercado de trabalho brasileiro, penalizando o lado feminino, que conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (PNAD) de 2008 representa 51,7% da Popula\u00e7\u00e3o em Idade Ativa e 42,3% das pessoas ocupadas. Ou seja, a maioria vira minoria no mercado de trabalho. <\/P><br \/>\n<P>Apesar das diversas legisla\u00e7\u00f5es existentes, que garantem a isonomia salarial, \u201cas desigualdades salariais entre homens e mulheres s\u00e3o generalizadas e bastante grandes\u201d. \u201cExistem argumentos de toda ordem: como diferen\u00e7as de escolaridade, qualifica\u00e7\u00e3o profissional, tempo de servi\u00e7o, idade, entre outros, que justificariam essas desigualdades, mas olhando para os dados, mesmo com idades iguais, forma\u00e7\u00f5es iguais, tempo de trabalho igual, as mulheres recebem menos. Essas justificativas procuram desviar o foco, de que o real motivo para a desigualdade est\u00e1 fundado no preconceito de g\u00eanero\u201d, aponta o estudo. <\/P><br \/>\n<P>Assim, do total de mulheres empregadas em 2009, a maioria est\u00e1 concentrada no setor de servi\u00e7os, onde a remunera\u00e7\u00e3o \u00e9 mais baixa e o trabalho \u00e9 mais precarizado. De acordo com os dados da Pesquisa Emprego e Desemprego (PED), em segunda posi\u00e7\u00e3o est\u00e3o as atividades com\u00e9rcio e servi\u00e7os dom\u00e9sticos. \u201cA regi\u00e3o metropolitana de S\u00e3o Paulo, centro din\u00e2mico da economia brasileira, tem proporcionalmente mais mulheres na atividade de servi\u00e7os dom\u00e9sticos (17,1%) do que no com\u00e9rcio (15%). Situa\u00e7\u00e3o inversa ocorre na regi\u00e3o metropolitana de Recife, com 18,3% das mulheres na atividade dom\u00e9stica e 19,8% no com\u00e9rcio\u201d. <\/P><br \/>\n<P>O levantamento demonstra ainda que a maior propor\u00e7\u00e3o de mulheres ocupadas na ind\u00fastria est\u00e1 localizada na regi\u00e3o metropolitana de Fortaleza, que concentra 18,5% das mulheres ocupadas, contra 13,5% de S\u00e3o Paulo. <\/P><br \/>\n<P><STRONG>PIOR REMUNERA\u00c7\u00c3O \u2013<\/STRONG> De acordo com o levantamento, \u00e9 na regi\u00e3o metropolitana de Porto Alegre e Salvador que a remunera\u00e7\u00e3o feminina mais se aproxima da dos homens. No geral, as mulheres da capital ga\u00facha ganham 82,9% da remunera\u00e7\u00e3o masculina, o que significa 17,1% a menos e na capital baiana 79,8%, ou 17,5% a menos. A maior diferen\u00e7a ocorre na regi\u00e3o de Fortaleza, onde a remunera\u00e7\u00e3o feminina \u00e9 23% inferior a dos homens. Em S\u00e3o Paulo, \u00e9 20,2% menor. <\/P><br \/>\n<P>O estudo revela que as diferen\u00e7as salariais s\u00e3o realmente \u201cabissais\u201d, com as mulheres chegando a receber 62,6% a menos que os homens nos cargos de diretoras administrativas e financeiras. Mas tamb\u00e9m s\u00e3o bastante relevantes para outras ocupa\u00e7\u00f5es como recepcionistas e cozinheiras, tidas como \u2018tipicamente femininas\u2019: as mulheres recebem menos 16,1% e menos 25,1% respectivamente. <\/P><br \/>\n<P><STRONG>MAIOR DESEMPREGO &#8211;<\/STRONG> A pesquisa revela tamb\u00e9m o que se deduz intuitivamente: \u201cde modo geral, a taxa de desemprego para as mulheres \u00e9 mais alta. O fato se repete nas seis regi\u00f5es metropolitanas avaliadas pela PED e no Distrito Federal ao longo de 2009. <\/P><br \/>\n<P>A equipe t\u00e9cnica respons\u00e1vel pelo estudo \u00e9 composta por Adriana Marcia Marcolino, Ana Maria Belavenuto e Freitas e Patr\u00edcia Toledo Pelatieri, contando com apoio t\u00e9cnico de David Roberto de Oliveira. Vale a pena conferir. <BR><\/P><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O estudo Mulheres no Mercado de Trabalho, realizado pela Subse\u00e7\u00e3o Dieese da CUT Nacional, aponta que a igualdade de remunera\u00e7\u00e3o ainda est\u00e1 muito distante no mercado de trabalho brasileiro, penalizando<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0},"categories":[40],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7330"}],"collection":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=7330"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7330\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=7330"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=7330"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=7330"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}