{"id":7325,"date":"2010-03-09T17:39:59","date_gmt":"2010-03-09T17:39:59","guid":{"rendered":"http:\/\/www.becodigital.com.br\/wordpress\/index.php\/numero-de-mulheres-que-trabalham-em-ocupacoes-precarias-cai-nos-ultimos-anos\/"},"modified":"2010-03-09T17:39:59","modified_gmt":"2010-03-09T17:39:59","slug":"numero-de-mulheres-que-trabalham-em-ocupacoes-precarias-cai-nos-ultimos-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/?p=7325","title":{"rendered":"N\u00famero de mulheres que trabalham em ocupa\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias cai nos \u00faltimos anos"},"content":{"rendered":"<p class=\"caps\"><P>Entre 1998 e 2008 o n\u00famero de mulheres que trabalhavam em ocupa\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias passou de 48,3% para 42,1%, enquanto o n\u00famero de homens que desempenhavam as mesmas passou de 31,2% para 26,2%, segundo estudo do Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea) divulgado nesta segunda-feira (8). <\/P><br \/>\n<P>O Ipea considera ocupa\u00e7\u00e3o prec\u00e1ria aquela com renda inadequada, que est\u00e1 na informalidade ou n\u00e3o \u00e9 remunerada. <\/P><br \/>\n<P>No que diz respeito aos sal\u00e1rios, os dados mostram que as mulheres ganhavam R$ 612,18 em 2002 e os homens, R$ 978,18. Seis anos depois, as mulheres passaram a ganhar R$ 700,88 e os homens, R$ 1070,07. Na compara\u00e7\u00e3o entre os dois grupos, a renda das mulheres aumentou R$ 88 e dos homens, R$ 91,89. <\/P><br \/>\n<P>Segundo o estudo, apesar das diferen\u00e7as salariais houve ligeira aproxima\u00e7\u00e3o entre a renda de homens e mulheres. Em 2002 elas recebiam 62,6% da renda masculina e em 2008 passaram a receber 65,5%. A pesquisa alerta que apesar da ligeira aproxima\u00e7\u00e3o salarial, \u00e9 preciso investir em a\u00e7\u00f5es espec\u00edficas para enfrenta as desigualdades de g\u00eanero. <\/P><br \/>\n<P>&#8216;A gente pode falar de avan\u00e7os, porque as mulheres est\u00e3o cada vez mais no mercado de trabalho, mais na pol\u00edtica.&nbsp; Houve avan\u00e7os, mas t\u00edmidos&#8217;, afirmou a coordenadora da pesquisa, Nat\u00e1lia Foutoura. <\/P><br \/>\n<P>O estudo explica que a diferen\u00e7a de renda entre os dois grupos se explica pela menor jornada de trabalho das mulheres, pela ocupa\u00e7\u00e3o de postos de trabalho de m\u00e1 qualidade e pelas barreiras para a ascens\u00e3o profissional das mulheres nos ambientes de trabalho. <\/P><br \/>\n<P>De acordo com a pesquisa, as mulheres t\u00eam mais anos de estudo do que os homens. Em 1998, as trabalhadoras com 15 anos de idade ou mais tinham em m\u00e9dia seis naos de estudo, enquanto os homens na mesma faixa et\u00e1ria, haviam estudado por 5,8 anos em m\u00e9dia. <\/P><br \/>\n<P>Em 2008 o tempo de estudo nos dois grupos aumentou, mas as mulheres continuaram tendo mais anos de estudo. Entre as jovens de 15 a 17 anos, 56,8% frequentavam o ensino m\u00e9dio, enquanto entre os jovens de mesma idade, esse percentual era de 44,4%. <\/P><br \/>\n<P>A mesma realidade se repete no ensino superior. Em 2008, das mulheres entre 18 e 24 anos, 15,7% frequentavam o ensino superior, enquanto o percentual de homens na mesma faixa et\u00e1ria era de 11,8%. <\/P><br \/>\n<P>As mulheres tamb\u00e9m trabalham mais horas nos afazeres dom\u00e9sticos do que os homens. Pela pesquisa, em 2001, as mulheres se dedicavam por 29 horas aos trabalhos da casa e os homens 10,9 horas. Isso representa uma diferen\u00e7a de 18,1 horas. <\/P><br \/>\n<P>Em 2008, as horas dedicadas as tarefas dom\u00e9sticas reduziram em ambos os grupos, mas as mulheres continuaram trabalhando mais horas que os homens. Elas dedicavam 23,9 horas aos trabalhos dom\u00e9sticos e eles 9,7 horas. Nesse caso a diferen\u00e7a entre homens e mulheres \u00e9 de 14,2 horas. <BR><\/P><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre 1998 e 2008 o n\u00famero de mulheres que trabalhavam em ocupa\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias passou de 48,3% para 42,1%, enquanto o n\u00famero de homens que desempenhavam as mesmas passou de 31,2%<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0},"categories":[40],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7325"}],"collection":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=7325"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7325\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=7325"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=7325"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=7325"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}