{"id":7278,"date":"2010-02-12T19:09:57","date_gmt":"2010-02-12T19:09:57","guid":{"rendered":"http:\/\/www.becodigital.com.br\/wordpress\/index.php\/serra-abandona-a-privatizacao-da-cesp\/"},"modified":"2010-02-12T19:09:57","modified_gmt":"2010-02-12T19:09:57","slug":"serra-abandona-a-privatizacao-da-cesp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/?p=7278","title":{"rendered":"Serra abandona a privatiza\u00e7\u00e3o da Cesp"},"content":{"rendered":"<p class=\"caps\"><P><STRONG>Depois do fracasso de tr\u00eas tentativas de venda, governo de SP decide n\u00e3o vender a CESP. Leia abaixo&nbsp;uma sequ\u00eancia de mat\u00e9rias publicada nesta quinta (11) pelo Jornal Folha de S. Paulo<\/STRONG><\/P><br \/>\n<P>Depois de paralisia de dez anos, governo paulista autoriza empresa a retomar planos de expans\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o de energia. Depois do fracasso de tr\u00eas tentativas de venda, estatal mira modelo da Cemig e pode se expandir fora de SP, diz novo diretor-presidente <BR>&nbsp; <BR>A Cesp (Companhia Energ\u00e9tica de S\u00e3o Paulo), controlada pela Secretaria da Fazenda do governo paulista, abandonou de vez o plano de privatiza\u00e7\u00e3o, sob o qual ficou amarrada durante toda a d\u00e9cada passada.<\/P><br \/>\n<P>O governador Jos\u00e9 Serra \u00e9 pr\u00e9-candidato \u00e0 Presid\u00eancia pelo PSDB, e o PT deve usar a quest\u00e3o das privatiza\u00e7\u00f5es na campanha, como fez em 2006.<\/P><br \/>\n<P>Serra ordenou que a Cesp retome planos de investimento e -ainda que de forma t\u00edmida- siga os passos trilhados pela Cemig, a estatal mineira.<BR>A Cemig \u00e9 hoje uma das companhias que mais investem na expans\u00e3o da capacidade de produ\u00e7\u00e3o. O sinal para a mudan\u00e7a de rumo foi dado pelo governo de S\u00e3o Paulo h\u00e1 tr\u00eas semanas, quando o Conselho de Administra\u00e7\u00e3o da Cesp indicou Vilson Daniel Christofari como novo diretor-presidente. Ele assumiu o posto em 19 de janeiro, no lugar de Guilherme Augusto Cirne de Toledo, homem com longa hist\u00f3ria na Cesp, respons\u00e1vel por todo o plano de privatiza\u00e7\u00e3o da companhia.<\/P><br \/>\n<P>A avalia\u00e7\u00e3o do mercado \u00e9 a de que a Cesp ainda poderia ser privatizada em 2010, a partir do momento em que o governo federal renove as concess\u00f5es das suas duas principais usinas, Ilha Solteira e Jupi\u00e1.<\/P><br \/>\n<P>Como a Folha j\u00e1 antecipou, o governo federal j\u00e1 tomou a decis\u00e3o de renovar as concess\u00f5es que vencem nos pr\u00f3ximos anos. As usinas da Cesp cujas concess\u00f5es vencer\u00e3o nesta d\u00e9cada respondem por mais de 60% de sua produ\u00e7\u00e3o.<\/P><br \/>\n<P>Segundo um ex-diretor da Cesp, uma eventual decis\u00e3o de manter o plano de privatiza\u00e7\u00e3o poderia coincidir com o calend\u00e1rio eleitoral, algo que daria muni\u00e7\u00e3o aos petistas, sobretudo quando uma companhia t\u00e3o pr\u00f3xima quanto a Cemig prospera sob o controle estatal.<\/P><br \/>\n<P><STRONG>Investimentos<\/STRONG><BR>Fato \u00e9 que o novo presidente tem agora mandato para retomar os planos de investimento, que come\u00e7am de maneira muito t\u00edmida. &#8216;Vencida a fase da tentativa frustrada de privatiza\u00e7\u00e3o -e hoje esse \u00e9 um assunto que n\u00e3o mais est\u00e1 sendo cogitado-, estamos retomando uma vida normal de uma empresa com uma s\u00e9rie de anseios para o futuro&#8217;, disse \u00e0 Folha Christofari, o novo diretor-presidente.<\/P><br \/>\n<P>Segundo ele, a Cesp prospecta projetos em duas frentes. Pretende retomar estudos antigos para aproveitamento de pequenas centrais hidrel\u00e9tricas no territ\u00f3rio paulista e avalia empreendimentos de fazendas e\u00f3licas tamb\u00e9m em S\u00e3o Paulo, sobretudo em \u00e1reas da pr\u00f3pria companhia. Nesse retorno, entretanto, a dire\u00e7\u00e3o da Cesp, hoje com 1.300 funcion\u00e1rios, ter\u00e1 limites estreitos para apostar em novos neg\u00f3cios.<\/P><br \/>\n<P>&#8216;Nessa primeira fase, ser\u00e3o empreendimentos de pequeno porte, que possam ser feitos sem aportes do Estado, que possam ser feitos equacionando os recursos de dentro da pr\u00f3pria empresa, que tenham retorno do investimento e que n\u00e3o comprometam a distribui\u00e7\u00e3o de dividendos para os acionistas&#8217;, disse Christofari.<\/P><br \/>\n<P>Ele classifica a primeira fase de retomada dos investimentos como uma &#8216;sinaliza\u00e7\u00e3o&#8217; ao mercado e ao pa\u00eds de que a companhia, que teve papel central no modelo de investimentos maci\u00e7os em constru\u00e7\u00e3o de grandes hidrel\u00e9tricas no pa\u00eds, est\u00e1 de volta aos neg\u00f3cios.<\/P><br \/>\n<P>Segundo o novo diretor-presidente, essa nova posi\u00e7\u00e3o tende a evoluir, n\u00e3o imediatamente, para o modelo da Cemig, com planos de investimento fora das fronteiras do Estado de S\u00e3o Paulo. <EM>(Agnaldo Brito)<\/EM> <\/P><br \/>\n<P><STRONG><U><\/U><\/STRONG>&nbsp;<\/P><br \/>\n<UL><br \/>\n<LI><STRONG><U>Cesp considera participar de usinas na Amaz\u00f4nia<\/U><\/STRONG><\/LI><\/UL><br \/>\n<P>A nova dire\u00e7\u00e3o da Cesp admite voltar a participar de empreendimentos de porte ap\u00f3s a concess\u00e3o da usina de Belo Monte (PA), prevista para abril.<\/P><br \/>\n<P>Um alvo poss\u00edvel \u00e9 o megaprojeto das cinco usinas do complexo hidrel\u00e9trico dos rios Teles Pires\/Tapaj\u00f3s, al\u00e9m de outros empreendimentos na bacia Amaz\u00f4nica.<\/P><br \/>\n<P>&#8216;Neste momento, [grandes projetos] ainda n\u00e3o. A Cesp n\u00e3o vai participar de Belo Monte. Estamos estudando pequenos projetos para investimento dentro de S\u00e3o Paulo, o que n\u00e3o significa que, no futuro, quando os projetos das usinas dos rios Tapaj\u00f3s e Teles Pires -e outros na margem esquerda do rio Amazonas- forem colocados em licita\u00e7\u00e3o, a Cesp n\u00e3o se organize para participar&#8217;, afirmou o diretor-presidente, Vilson Daniel Christofari.<\/P><br \/>\n<P>Segundo ele, a companhia pode se habilitar a fazer parcerias com foco em grandes empreendimentos fora de S\u00e3o Paulo, mas isso s\u00f3 poder\u00e1 ocorrer depois de uma altera\u00e7\u00e3o da atual legisla\u00e7\u00e3o. A Cesp n\u00e3o disp\u00f5e de autoriza\u00e7\u00e3o para associa\u00e7\u00f5es. \u00c9 um passo a ser dado no futuro, disse Christofari.<\/P><br \/>\n<P><STRONG>Renova\u00e7\u00e3o<\/STRONG><BR>A Cesp aguarda a renova\u00e7\u00e3o por mais 30 anos das concess\u00f5es das usinas de Ilha Solteira e Jupi\u00e1 para retomar a negocia\u00e7\u00e3o de energia no mercado cativo (formado pelas distribuidoras de energia) e livre (formado pelos grandes consumidores).<\/P><br \/>\n<P>A estatal tem cerca de 2.000 MW m\u00e9dios de energia que ser\u00e3o descontratados entre os anos de 2012 e 2013.<\/P><br \/>\n<P>A Folha apurou que o governo federal j\u00e1 decidiu renovar as concess\u00f5es, s\u00f3 n\u00e3o definiu o prazo. Christofari diz que a negocia\u00e7\u00e3o dessa energia j\u00e1 deveria ter come\u00e7ado.<\/P><br \/>\n<P>As duas usinas, pela atual regra do setor el\u00e9trico, ter\u00e3o de ser devolvidas ao governo federal em 2015, quando o contrato de concess\u00e3o expira. Essa foi a raz\u00e3o pela qual fracassou a \u00faltima tentativa de privatiza\u00e7\u00e3o da Cesp, em mar\u00e7o de 2008.<BR>&#8216;N\u00e3o acredito que o governo federal deixe de renovar as concess\u00f5es, ainda que determine novas condi\u00e7\u00f5es para tal. Mas [a renova\u00e7\u00e3o] n\u00e3o pode demorar, porque as companhias j\u00e1 deveriam come\u00e7ar a negociar a energia que ser\u00e1 descontratada&#8217;, afirma Vilson Daniel Christofari, diretor-presidente da Cesp.<\/P><br \/>\n<P>Estimativas do mercado indicam que nos pr\u00f3ximos anos mais de 20.000 MW m\u00e9dios de capacidade efetiva de gera\u00e7\u00e3o fiquem sem contrato at\u00e9 2015, o que inclui n\u00e3o s\u00f3 a energia da Cesp, mas a de outras companhias, como Cemig, Copel, Chesf e Furnas.<\/P><br \/>\n<P>\u00c9 um grande volume de energia que ficar\u00e1 sem contrato. Como compara\u00e7\u00e3o, o Brasil registrou uma demanda por energia na semana passada equivalente a 70.000 MW m\u00e9dios. O volume de energia firme, que deixar\u00e1 de ter contrato por ocasi\u00e3o do fim das concess\u00f5es, representa 28% dessa demanda recorde. <EM>(AB)<\/EM><\/P><br \/>\n<P>&nbsp;<\/P><br \/>\n<UL><br \/>\n<LI><STRONG><U>Enquanto a Cesp hibernou, Cemig se agigantou<\/U><\/STRONG><\/LI><\/UL><br \/>\n<P>Enquanto a Cesp hibernou durante a \u00faltima d\u00e9cada aguardando a privatiza\u00e7\u00e3o, a Cemig (Companhia Energ\u00e9tica de Minas Gerais) converteu-se numa gigante do setor el\u00e9trico brasileiro, com investimentos em gera\u00e7\u00e3o, transmiss\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o de energia.<BR>A companhia mineira avan\u00e7ou ainda sobre o mercado de distribui\u00e7\u00e3o de g\u00e1s natural canalizado, com a Gasmig, e at\u00e9 no setor de telecomunica\u00e7\u00f5es. Agora, al\u00e9m dos projetos fora de Minas Gerais, a Cemig lan\u00e7ou uma ofensiva internacional, com o primeiro projeto de linha de transmiss\u00e3o no Chile.<\/P><br \/>\n<P>Hoje, a Cemig \u00e9 uma organiza\u00e7\u00e3o com receita operacional l\u00edquida de R$ 16,4 bilh\u00f5es, enquanto a Cesp registrou faturamento de R$ 2,47 bilh\u00f5es, segundo n\u00famero do relat\u00f3rio de 2008.<\/P><br \/>\n<P>O plano estrat\u00e9gico da companhia mineira, controlada pelo governo do Estado de Minas Gerais, \u00e9 alcan\u00e7ar a condi\u00e7\u00e3o de primeiro ou segundo maior grupo de energia do Brasil em valor de mercado e deter 20% do setor el\u00e9trico brasileiro.<\/P><br \/>\n<P>O crescimento da Cemig desde 2000 foi expressivo. A companhia dobrou o n\u00famero de consumidores atendidos pela divis\u00e3o de distribui\u00e7\u00e3o, de 5,1 milh\u00f5es em 2000 para 10,5 milh\u00f5es hoje. Em S\u00e3o Paulo, a companhia foi dividida em empresas de distribui\u00e7\u00e3o, transmiss\u00e3o e gera\u00e7\u00e3o. Os ativos separados foram todos privatizados, restando apenas as seis usinas, as maiores no extremo oeste de S\u00e3o Paulo. <EM>(AB)<BR><\/EM><\/P><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Depois do fracasso de tr\u00eas tentativas de venda, governo de SP decide n\u00e3o vender a CESP. 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