{"id":7273,"date":"2010-02-05T17:53:36","date_gmt":"2010-02-05T17:53:36","guid":{"rendered":"http:\/\/www.becodigital.com.br\/wordpress\/index.php\/bonus-para-investir-em-saude-do-trabalhador\/"},"modified":"2010-02-05T17:53:36","modified_gmt":"2010-02-05T17:53:36","slug":"bonus-para-investir-em-saude-do-trabalhador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/?p=7273","title":{"rendered":"B\u00f4nus para investir em sa\u00fade do trabalhador"},"content":{"rendered":"<p class=\"caps\"><P><STRONG>Confira o artigo de Artur Henrique e Manoel Messias Melo publicado na Folha de S\u00e3o Paulo no \u00faltimo dia 04<\/STRONG><\/P><br \/>\n<P>SEGUNDO OS registros oficiais da Previd\u00eancia Social, entre 2003 e 2008 tivemos 3,4 milh\u00f5es de acidentes de trabalho no pa\u00eds, o que resultou em 16.700 mortes e 499 mil casos de doen\u00e7as. Al\u00e9m disso, 71.300 pessoas em plena idade produtiva foram aposentadas por invalidez, ou seja, foram exclu\u00eddas definitivamente do mercado de trabalho. <BR>No mesmo per\u00edodo, o custo da Previd\u00eancia Social para cobrir gastos com benef\u00edcios acident\u00e1rios e aposentadorias insalubres e penosas foi de R$ 72,7 bilh\u00f5es. Desse total, as empresas pagaram t\u00e3o somente R$ 41,9 bilh\u00f5es, gerando um rombo de R$ 30,8 bilh\u00f5es para as contas p\u00fablicas, advindo de um problema a respeito do qual os empregadores t\u00eam toda a responsabilidade, segundo definido pela nossa Constitui\u00e7\u00e3o Federal e como admitido em todo o mundo. <\/P><br \/>\n<P><BR>Para al\u00e9m das perdas econ\u00f4micas, esse quadro remete a dimens\u00f5es \u00e9ticas e sociais que revelam, antes de tudo, o profundo descaso de parte dos empregadores com a vida e a sa\u00fade humanas, diuturnamente negligenciadas por condi\u00e7\u00f5es de trabalho que imp\u00f5em sofrimento f\u00edsico e ps\u00edquico muito al\u00e9m dos limites suport\u00e1veis. <\/P><br \/>\n<P><BR>A partir de 2006, esse quadro passou a ter mais visibilidade, quando acertadamente o governo, ap\u00f3s press\u00e3o do movimento sindical e a partir de um processo negocial que incluiu os empregadores, adotou o crit\u00e9rio epidemiol\u00f3gico para o reconhecimento da rela\u00e7\u00e3o de causalidade entre o trabalho e o acidente -nele tamb\u00e9m compreendidas as doen\u00e7as- por meio do cruzamento entre o CID (C\u00f3digo Internacional de Doen\u00e7as) e o Cnae (C\u00f3digo Nacional de Atividade Econ\u00f4mica). Com o cruzamento, tornou-se muito mais f\u00e1cil identificar a rela\u00e7\u00e3o entre o tipo de atividade de cada setor e a incid\u00eancia de doen\u00e7as ou acidentes de trabalho. <\/P><br \/>\n<P><BR>Em setembro de 2009, a sociedade conseguiu novo avan\u00e7o: o chamado FAP (fator acident\u00e1rio de preven\u00e7\u00e3o), que, na pr\u00e1tica, estabelece a cobran\u00e7a individual por empresa do seguro acidente. A mudan\u00e7a foi estabelecida a partir do decreto 6.957, da Previd\u00eancia Social, que finalmente regulamenta a lei 10.666\/03. <\/P><br \/>\n<P><BR>Por causa do FAP, as empresas que apresentarem maior n\u00famero de acidentes, doen\u00e7as, mortes e invalidez dever\u00e3o pagar al\u00edquotas maiores do seguro acidente, e as que mais bem protegem a sa\u00fade dos trabalhadores, investindo em sa\u00fade e prote\u00e7\u00e3o, pagar\u00e3o menos.&nbsp; <BR>Premia-se, portanto, as boas pr\u00e1ticas para com a sa\u00fade do trabalhador. <\/P><br \/>\n<P><BR>Pois agora vem a CNI (Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria) tentar ludibriar a sociedade brasileira, declarando que as empresas, de uma forma geral, ser\u00e3o submetidas a um seguro acidente mais caro. Pior: ao combater a mudan\u00e7a, est\u00e1 somente defendendo as empresas que matam, invalidam e fazem os trabalhadores adoecer. <\/P><br \/>\n<P><BR>Deixam de perceber que essas representam um n\u00famero pequeno se comparadas aos milhares de empresas que ser\u00e3o beneficiadas ao cumprir suas tarefas em mat\u00e9ria de sa\u00fade do trabalhador. <\/P><br \/>\n<P><BR>\u00c9 uma atitude conden\u00e1vel, que procura ocultar da sociedade essa triste hist\u00f3ria de acidentes, mortes e invalidez nos locais de trabalho. <BR>\u00c9 preciso destacar a estranheza da rea\u00e7\u00e3o da CNI, que participou de todo o processo de negocia\u00e7\u00e3o e elabora\u00e7\u00e3o entre as centrais sindicais e os representantes patronais, aprovado pelo Conselho Nacional de Previd\u00eancia Social. Como empregadora e como part\u00edcipe da elabora\u00e7\u00e3o do projeto, a CNI quer se eximir duas vezes. <\/P><br \/>\n<P><BR>A CUT, desde o seu nascimento, em 1983, ao lado das demais centrais sindicais, vem cobrando o aperfei\u00e7oamento da legisla\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria. <\/P><br \/>\n<P><BR>Denunciamos insistentemente a subnotifica\u00e7\u00e3o dos acidentes de trabalho, o n\u00e3o reconhecimento constante das doen\u00e7as profissionais e os entraves desse reconhecimento pelo INSS. Conseguimos uma mudan\u00e7a profunda, que \u00e9 o NTEP (Nexo T\u00e9cnico Epidemiol\u00f3gico), em dezembro de 2006, que, independentemente das comunica\u00e7\u00f5es de acidentes de trabalho feitas pelos patr\u00f5es, garante reconhecimento de diversas doen\u00e7as profissionais e do trabalho. <\/P><br \/>\n<P><BR>Com esse conjunto de mudan\u00e7as, complementares entre si, os patr\u00f5es n\u00e3o poder\u00e3o fugir dessa responsabilidade, escondendo-se na faixa de contribui\u00e7\u00f5es de 1% a 3% lineares para todos os setores econ\u00f4micos, quando em diversos pa\u00edses j\u00e1 existe a cobran\u00e7a individual por empresa. <BR>Implementar as medidas necess\u00e1rias para cumprir as novas regras vai estabelecer normas e procedimentos mais modernos em nossas empresas, o que evidentemente n\u00e3o aumentar\u00e1 o custo Brasil -ao contr\u00e1rio. <\/P><br \/>\n<P><BR>Mais importante, por\u00e9m, \u00e9 combater as mortes, adoecimentos e acidentes de trabalho. <\/P><br \/>\n<P><BR>ARTUR HENRIQUE \u00e9 presidente nacional da CUT (Central \u00danica dos Trabalhadores). <BR><\/P><br \/>\n<P>MANOEL MESSIAS MELO \u00e9 secret\u00e1rio nacional de Sa\u00fade do Trabalhador da CUT.<BR><\/P><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Confira o artigo de Artur Henrique e Manoel Messias Melo publicado na Folha de S\u00e3o Paulo no \u00faltimo dia 04 SEGUNDO OS registros oficiais da Previd\u00eancia Social, entre 2003 e<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0},"categories":[40],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7273"}],"collection":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=7273"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7273\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=7273"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=7273"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=7273"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}