{"id":6927,"date":"2009-08-20T17:34:32","date_gmt":"2009-08-20T17:34:32","guid":{"rendered":"http:\/\/www.becodigital.com.br\/wordpress\/index.php\/baixa-tensao-analise-publicada-no-valor-economico\/"},"modified":"2009-08-20T17:34:32","modified_gmt":"2009-08-20T17:34:32","slug":"baixa-tensao-analise-publicada-no-valor-economico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/?p=6927","title":{"rendered":"Baixa tens\u00e3o &#8211; An\u00e1lise publicada no Valor Econ\u00f4mico"},"content":{"rendered":"<p class=\"caps\"><P><STRONG>Confira a an\u00e1lise publicada no Jornal Valor Econ\u00f4mico:<\/STRONG><\/P><br \/>\n<P><STRONG><BR><\/STRONG>Por Josette Goulart, de S\u00e3o Paulo<\/P><br \/>\n<P>A estabilidade regulat\u00f3ria vivida pelas empresas el\u00e9tricas desde o advento das novas regras do setor pode agora ser medida pelos dados de seus balan\u00e7os, passado quase dez meses do in\u00edcio do forte aperto de cr\u00e9dito internacional. Nem a crise hist\u00f3rica foi suficiente para alterar a trajet\u00f3ria de queda do custo de d\u00edvidas dessas empresas. Isso porque nos anos de farta liquidez elas trocaram seus passivos em d\u00f3lar pelo custo da taxa b\u00e1sica de juros e ainda fixaram pequenos pr\u00eamios de risco. Com caixa forte, n\u00e3o precisaram rolar d\u00edvidas no momento cr\u00edtico da crise. E agora podem se beneficiar da queda da taxa de juros para alavancar seus balan\u00e7os e refor\u00e7ar investimentos. <\/P><br \/>\n<P>Um estudo feito pela Fitch Ratings mostra que desde 2006 empresas como a CPFL e a Tractebel elevaram fortemente seus endividamento, em cerca de 35% e 50% respectivamente, mas foi feito em menor propor\u00e7\u00e3o do que seus investimentos, principalmente em gera\u00e7\u00e3o, e ainda assim continuaram pagando \u00edndices elevados de dividendos.<\/P><br \/>\n<P>Isso d\u00e1 uma mostra, segundo o diretor s\u00eanior de avalia\u00e7\u00e3o de empresas da Fitch, Ricardo Carvalho, da consolida\u00e7\u00e3o da forte gera\u00e7\u00e3o de caixa que as empresas do setor hoje disp\u00f5em. E al\u00e9m disso, mesmo durante a crise n\u00e3o tiveram problemas em refinanciar suas d\u00edvidas. A CPFL, por exemplo, tem hoje um custo real de 7%, o menor n\u00edvel desde a cria\u00e7\u00e3o de sua holding em 2002, segundo o presidente, Wilson Ferreira J\u00fanior. Nominal o custo ainda chega na casa dos 11%. &#8216;Mas ainda n\u00e3o reflete toda a queda da Selic [taxa b\u00e1sica de juros] deste ano&#8217;, diz Ferreira. Em dezembro do ano passado, a Selic era de 13,75% ao ano e chegou agora a 8,75%.<\/P><br \/>\n<P>A Tractebel foi a empresa que abriu o mercado de emiss\u00e3o de deb\u00eantures, em abril deste ano. Ainda como reflexo da crise, o custo ficou em 117% do CDI, mais que os 104% do ano passado. Mesmo assim o custo nominal de toda a d\u00edvida da empresa \u00e9 de 10,5%, inferior ao que foi observado em 2007 e 2008. &#8216;A TJLP [que corrige as d\u00edvidas com o BNDES e correspondem a aproximadamente 50% do endividamento da empresa] tamb\u00e9m caiu no per\u00edodo e certamente ser\u00e1 um importante pilar nas decis\u00f5es de investimento, como a nossa prov\u00e1vel participa\u00e7\u00e3o no leil\u00e3o de e\u00f3licas marcado para novembro&#8217;, disse Manoel Zaroni, presidente da Tractebel.<\/P><br \/>\n<P>O presidente da Equatorial Energia, Carlos Piani, tamb\u00e9m diz que hoje a empresa tem um n\u00edvel de alavancagem de 1,5 vezes a capacidade de gera\u00e7\u00e3o de caixa. &#8216;Nesse cen\u00e1rio de juros baixos acredito que possamos chegar a um n\u00edvel de 2,5 vezes&#8217;, diz Piani. <\/P><br \/>\n<P>O diretor da Fitch, Ricardo Carvalho, explica que para o setor el\u00e9trico essa \u00e9 uma realidade poss\u00edvel porque o caixa n\u00e3o foi afetado e os servi\u00e7os da d\u00edvida reduziram com a queda do CDI. Assim gastam menos caixa para pagar sua d\u00edvida, consequentemente podem se endividar mais. &#8216;\u00c9 diferente de outros setores que tamb\u00e9m se aproveitaram da liquidez farta dos anos de 2007 e in\u00edcio de 2008 para tomar cr\u00e9dito barato, mas agora tiveram que pagar pr\u00eamio de risco em meio a crise&#8217;, diz Carvalho. <\/P><br \/>\n<P>No ano passado, quando as el\u00e9tricas tiveram as revis\u00f5es negativas de suas tarifas, o caixa n\u00e3o foi afetado porque o consumo de energia foi muito forte. Neste ano, o consumo caiu, mas os reajustes tarif\u00e1rios foram fortes. Assim uma coisa acaba compensando a outra. Junta-se ainda a isso o fato de as d\u00edvidas das el\u00e9tricas, com raras exce\u00e7\u00f5es, estarem hoje em reais. <\/P><br \/>\n<P>Cerca de 95% da d\u00edvida da Light, por exemplo, est\u00e1 indexada \u00e0 moeda brasileira e 75% ao custo do CDI. O vice-presidente da companhia, Ricardo Levy, diz que h\u00e1 tr\u00eas anos essa estrat\u00e9gia foi adotada porque a empresa j\u00e1 vislumbrava o cen\u00e1rio de forte queda dos juros brasileiros. Hoje a Selic est\u00e1 em 8,75% ao ano. &#8216;Com o CDI neste n\u00edvel o nosso custo m\u00e9dio ao ano que chegava a 15% h\u00e1 tr\u00eas anos, hoje est\u00e1 na casa dos 9%&#8217;, diz Levy. &#8216;Se h\u00e1 tr\u00eas anos nosso conselho aprovava investimentos com juros a 15%, agora \u00e9 muito mais f\u00e1cil&#8217;. <\/P><br \/>\n<P>A percep\u00e7\u00e3o de risco dos investidores tamb\u00e9m caiu junto com o CDI. No m\u00eas passado, ainda com reflexos da crise, a Light fez uma emiss\u00e3o de deb\u00eantures a um custo de 115% do CDI, o mesmo que obteve em uma emiss\u00e3o feita em janeiro de 2007 quando o mercado era muito mais l\u00edquido. Com o custo do CDI em queda, isso reflete diretamente na companhia.<\/P><br \/>\n<P>A Cemig foi diretamente beneficiada e reportou no segundo trimestre deste ano uma redu\u00e7\u00e3o de 16,2% nas despesas com encargos de empr\u00e9stimos e financiamentos. Segundo explicou a empresa, parte foi em decorr\u00eancia de amortiza\u00e7\u00f5es de d\u00edvidas realizadas ao longo do ano passado mas boa parte tamb\u00e9m se deveu a menor varia\u00e7\u00e3o do CDI em 2009 (principal indexador dos contratos). Um relat\u00f3rio do Banco Santander de mar\u00e7o deste ano j\u00e1 apontava a Cemig como uma das principais empresas a ser beneficiada com a queda dos juros. Cerca de 60% da d\u00edvida da empresa estava indexada ao CDI. O relat\u00f3rio ainda apontava como principais beneficiadas em fun\u00e7\u00e3o do perfil de suas d\u00edvidas a EDP, CPFL e Light. <\/P><br \/>\n<P>A EDP fechou o primeiro semestre do ano com 48% de sua d\u00edvida indexada ao CDI. Mas a empresa tamb\u00e9m se beneficiou da queda da TJLP, que responde por 37% de sua d\u00edvida. A taxa de juros de longo prazo do BNDES caiu de 6,25% para 6% ao ano. Com uma d\u00edvida bruta de R$ 3 bilh\u00f5es, o custo m\u00e9dio para a companhia caiu de 11,4% em dezembro, para 10,4% ao ano registrado no final de junho. <\/P><br \/>\n<P>Mas neste primeiro semestre do ano, \u00e9 a AES Eletropaulo que tem o caso mais curioso. Com cerca de 50% de sua d\u00edvida atrelada ao IPDI (\u00edndice de infla\u00e7\u00e3o em queda desde o in\u00edcio do ano), hoje seu custo \u00e9 menor que o CDI (92% do certificado de dep\u00f3sito interbanc\u00e1rio). Isso acontece porque cerca de R$ 2,3 bilh\u00f5es de sua d\u00edvida \u00e9 com o fundo de pens\u00e3o dos funcion\u00e1rios da Cesp. D\u00edvida herdada na \u00e9poca da privatiza\u00e7\u00e3o e que \u00e9 indexada ao \u00edndice de infla\u00e7\u00e3o com vencimento no fim da concess\u00e3o. A outra parte da d\u00edvida \u00e9 indexada ao CDI, e no ano passado a empresa fez um refinanciamento em que pagou um pr\u00eamio de 0,95% ao ano, reduzindo seu custo. O presidente da AES no Brasil, Britaldo Soares, diz que toda a d\u00edvida foi refinanciada antes da crise e o primeiro vencimento acontece somente no pr\u00f3ximo ano, quando vence um b\u00f4nus de R$ 474 milh\u00f5es. <\/P><br \/>\n<P>Mas com a queda do CDI, a AES agora estuda trocar a d\u00edvida da AES Tiet\u00ea com a Eletrobr\u00e1s, que est\u00e1 indexada ao \u00edndice de infla\u00e7\u00e3o e vence em 2013. No caso da Eletropaulo, n\u00e3o vale \u00e0 pena a mudan\u00e7a em fun\u00e7\u00e3o do prazo da d\u00edvida.<\/P><br \/>\n<P>Balan\u00e7o: Corre\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos do financiamento de Itaipu gerou ajuste.<\/P><br \/>\n<P>Fonte: Valor Econ\u00f4mico<BR><\/P><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Confira a an\u00e1lise publicada no Jornal Valor Econ\u00f4mico: Por Josette Goulart, de S\u00e3o Paulo A estabilidade regulat\u00f3ria vivida pelas empresas el\u00e9tricas desde o advento das novas regras do setor pode<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0},"categories":[40],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6927"}],"collection":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=6927"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6927\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=6927"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=6927"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=6927"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}