{"id":6876,"date":"2009-07-28T13:03:03","date_gmt":"2009-07-28T13:03:03","guid":{"rendered":"http:\/\/www.becodigital.com.br\/wordpress\/index.php\/bancos-apontam-fim-da-recessao-no-brasil\/"},"modified":"2009-07-28T13:03:03","modified_gmt":"2009-07-28T13:03:03","slug":"bancos-apontam-fim-da-recessao-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/?p=6876","title":{"rendered":"Bancos apontam fim da recess\u00e3o no Brasil"},"content":{"rendered":"<p class=\"caps\"><P><STRONG>Pesquisas com metodologias diferentes mostram maio como momento de virada ap\u00f3s 2 trimestres de PIB negativo<\/STRONG><\/P><br \/>\n<P>A recess\u00e3o brasileira terminou em maio. Ap\u00f3s dois trimestres seguidos de retra\u00e7\u00e3o, que caracterizaram recess\u00e3o t\u00e9cnica no pa\u00eds, a economia brasileira voltou a se expandir exatamente no centro do segundo trimestre, de acordo com diferentes estudos dos bancos Bradesco e Ita\u00fa Unibanco.<\/P><br \/>\n<P>Segundo o Bradesco, com os dados at\u00e9 maio, o PIB do segundo trimestre j\u00e1 apontava um crescimento de 1,7% em rela\u00e7\u00e3o aos primeiros tr\u00eas meses deste ano. At\u00e9 abril, os resultados eram negativos.<BR>J\u00e1 os economistas do Ita\u00fa Unibanco detectaram em maio uma alta de 2,3% do PIB em rela\u00e7\u00e3o a abril, o que tamb\u00e9m sugere a primeira expans\u00e3o trimestral da economia ap\u00f3s a crise. Os dados fazem parte de uma nova pesquisa, que segue a metodologia do IBGE, para estimar o PIB mensal, j\u00e1 livre de efeitos sazonais. Em abril, a pesquisa apurara retra\u00e7\u00e3o de 0,7% em rela\u00e7\u00e3o a mar\u00e7o.<\/P><br \/>\n<P>Para Octavio de Barros, diretor de pesquisas do Bradesco, os n\u00fameros mostram que o Brasil foi um dos primeiros pa\u00edses do mundo a sair da crise. A recess\u00e3o \u00e9 caracterizada tecnicamente por economistas com dois trimestres seguidos de retra\u00e7\u00e3o. De acordo com o IBGE, a economia encolheu 0,8% no primeiro trimestre e 3,6% no \u00faltimo trimestre de 2008.<\/P><br \/>\n<P>Segundo Barros, a sa\u00edda do Brasil da recess\u00e3o \u00e9 algo para ser comemorado, mas que era previs\u00edvel dados os sinais de que o pa\u00eds e alguns emergentes sairiam antes da crise por conta de seus grandes mercados dom\u00e9sticos. &#8216;A a\u00e7\u00e3o do governo foi importante para a recupera\u00e7\u00e3o, principalmente a atua\u00e7\u00e3o dos bancos p\u00fablicos&#8217;, disse ele.<BR>Desde janeiro, o levantamento do PIB mensal do Ita\u00fa Unibanco mostra uma recupera\u00e7\u00e3o lenta da economia. A novidade em maio foi que o indicador do Ita\u00fa se expandiu de forma mais vigorosa. &#8216;Do jeito que as coisas est\u00e3o caminhando, n\u00e3o s\u00f3 teremos crescimento, como um crescimento bem positivo [no segundo trimestre]. A gente captou uma coisa que n\u00e3o se via antes. T\u00ednhamos v\u00e1rios indicadores mensais, como produ\u00e7\u00e3o industrial e dados do varejo, mas que n\u00e3o davam o quadro completo&#8217;, afirmou Ilan Goldfajn, economista-chefe do Ita\u00fa Unibanco.<\/P><br \/>\n<P>Na previs\u00e3o do Ita\u00fa, o PIB deve ter crescido entre 1,5% e 2% no segundo trimestre de 2009 em rela\u00e7\u00e3o ao per\u00edodo anterior. Para o Bradesco, a alta pode ser de at\u00e9 2,2%.<\/P><br \/>\n<P>Apesar da recupera\u00e7\u00e3o a partir de maio, o PIB deste ano ainda deve registrar queda de pelo menos 0,5%, em raz\u00e3o da forte desacelera\u00e7\u00e3o do in\u00edcio do ano. Para 2010, as previs\u00f5es s\u00e3o bastante otimistas, de crescimento superior a 4%, de acordo com o Bradesco.<\/P><br \/>\n<P>Os dados desagregados do indicador calculado pelo Bradesco mostram que a demanda dom\u00e9stica foi a respons\u00e1vel pelo desempenho favor\u00e1vel, enquanto o setor externo ajudou a jogar a atividade para baixo.<\/P><br \/>\n<P>Para Aur\u00e9lio Bicalho, economista do Ita\u00fa, a redu\u00e7\u00e3o das al\u00edquotas de IPI para o setor automobil\u00edstico foi um dos propulsores do crescimento entre abril e junho. Ele afirma que o incentivo levou a ind\u00fastria a uma expans\u00e3o mensal m\u00e9dia de 1,5% de janeiro a maio -excluindo o setor, a varia\u00e7\u00e3o recua para 0,6% ao m\u00eas.<\/P><br \/>\n<P>O segundo fator da recupera\u00e7\u00e3o foi o ajuste nos estoques da ind\u00fastria. Isso porque, no in\u00edcio da crise, a produ\u00e7\u00e3o caiu mais rapidamente do que a demanda, como uma rea\u00e7\u00e3o para impedir uma forma\u00e7\u00e3o indesejada de estoques. Com a recupera\u00e7\u00e3o da demanda, a ind\u00fastria teve de voltar a produzir mais para n\u00e3o ter problemas de entrega. &#8216;E isso ocorreu entre abril e junho, elevando a taxa de crescimento da produ\u00e7\u00e3o industrial&#8217;, disse Bicalho.<\/P><br \/>\n<P>O segundo fator foi o ajuste nos estoques da ind\u00fastria. Finalmente, houve uma recupera\u00e7\u00e3o de volumes exportados e pre\u00e7os das commodities, com a retomada da demanda chinesa. A previs\u00e3o \u00e9 que as exporta\u00e7\u00f5es sigam como principal fator de recupera\u00e7\u00e3o no segundo semestre.<\/P><br \/>\n<P>Para o Ita\u00fa, os indicadores de junho j\u00e1 divulgados mostram recupera\u00e7\u00e3o da economia em diversos setores, com destaque para vendas no varejo e para a produ\u00e7\u00e3o industrial. Na avalia\u00e7\u00e3o do banco, o crescimento verificado no segundo trimestre de 2009 pode ser at\u00e9 em ritmo mais vigoroso do que a m\u00e9dia vista no per\u00edodo anterior \u00e0 crise. Por outro lado, a expectativa \u00e9 a de que, na segunda metade do ano, esse ritmo se desacelere novamente. <EM>(Guilherme Barros e Toni Sciarretta)<\/EM><\/P><EM><br \/>\n<P>&nbsp;<\/P><br \/>\n<P><BR>&nbsp;<\/P><\/EM><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisas com metodologias diferentes mostram maio como momento de virada ap\u00f3s 2 trimestres de PIB negativo A recess\u00e3o brasileira terminou em maio. 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