{"id":6749,"date":"2009-04-30T19:30:32","date_gmt":"2009-04-30T19:30:32","guid":{"rendered":"http:\/\/www.becodigital.com.br\/wordpress\/index.php\/1%c2%ba-de-maio-pelo-desenvolvimento-com-trabalho-renda-e-direitos\/"},"modified":"2009-04-30T19:30:32","modified_gmt":"2009-04-30T19:30:32","slug":"1%c2%ba-de-maio-pelo-desenvolvimento-com-trabalho-renda-e-direitos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/?p=6749","title":{"rendered":"1\u00ba de Maio: Pelo Desenvolvimento com Trabalho, Renda e Direitos"},"content":{"rendered":"<p class=\"caps\"><P><STRONG>Presidentes da CUT e da CUT\/SP falam sobre desenvolvimento, desafios e o Dia Internacional do Trabalhador<\/STRONG><\/P><br \/>\n<P>Desde o in\u00edcio da crise, a Central \u00danica dos Trabalhadores se negou a discutir a crise sob a \u00f3tica da redu\u00e7\u00e3o de direitos e sal\u00e1rios. Ao contr\u00e1rio, preferiu responder por meio de manifesta\u00e7\u00f5es para defender o desenvolvimento com emprego e renda.<\/P><br \/>\n<P>Em S\u00e3o Paulo, a CUT\/SP promoveu mobiliza\u00e7\u00f5es em todo o Estado e refor\u00e7ou propostas como o investimento p\u00fablico em infra-estrutura e em distribui\u00e7\u00e3o de renda, a redu\u00e7\u00e3o da jornada e a ado\u00e7\u00e3o de contrapartidas sociais para empres\u00e1rios que ecebem benef\u00edcios fiscais.<\/P><br \/>\n<P>Em entrevista ao site da CUT\/SP, Artur Henrique, presidente nacional da CUT, e Sebasti\u00e3o Cardoso, presidente da CUT\/SP, destacaram a pauta da Central neste 1.\u00ba de Maio e os desafios que os trabalhadores enfrentar\u00e3o no segundo semestre. <BR>&nbsp; <BR><STRONG>Artur Henrique, presidente nacional da Central \u00danica dos Trabalhadores<\/STRONG><\/P><br \/>\n<P><STRONG>CUT-SP &#8211; A CUT se negou a discutir qualquer alternativa de redu\u00e7\u00e3o de direitos para combater a crise. Qual a avalia\u00e7\u00e3o que voc\u00ea faz dessa decis\u00e3o?<BR>Artur Henrique &#8211;<\/STRONG> Esta postura foi importante para mudar o vi\u00e9s do debate e incluir a vis\u00e3o dos trabalhadores na discuss\u00e3o. Enquanto algumas centrais aceitaram conversar sobre a redu\u00e7\u00e3o de sal\u00e1rios, n\u00f3s apontamos a necessidade de avaliar a situa\u00e7\u00e3o de cada setor e de cada empresa para evitar que empres\u00e1rios descomprometidos com o desenvolvimento do Brasil pudessem tentar transferir o pre\u00e7o da crise para a classe trabalhadora. Nossa op\u00e7\u00e3o foi e continua sendo retomar o desenvolvimento a partir do aumento do emprego, da eleva\u00e7\u00e3o da renda dos trabalhadores e da manuten\u00e7\u00e3o dos direitos. <\/P><br \/>\n<P><STRONG>Muitos economistas apontam a possibilidade da redu\u00e7\u00e3o da taxa Selic para um ponto percentual. Como a classe trabalhadora pode contribuir para a redu\u00e7\u00e3o dos juros?<BR>Artur &#8211;<\/STRONG> Com luta, mobiliza\u00e7\u00e3o, muita press\u00e3o e uni\u00e3o. Defendemos a redu\u00e7\u00e3o dos juros, do spread banc\u00e1rio e do super\u00e1vit prim\u00e1rio para que sobre mais dinheiro para o governo investir no pa\u00eds. Cada ponto a menos da Selic significa retirar R$ 15 bilh\u00f5es na ciranda financeira e elevar os investimentos em programas sociais para transfer\u00eancia de renda e gera\u00e7\u00e3o de emprego. <\/P><br \/>\n<P><STRONG>A ratifica\u00e7\u00e3o da Conven\u00e7\u00e3o 158 da OIT (Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho), que trata da restri\u00e7\u00e3o \u00e0s demiss\u00f5es imotivadas, poderia colaborar com a manuten\u00e7\u00e3o dos empregos?<BR>Artur &#8211;<\/STRONG> A 158 n\u00e3o pro\u00edbe a demiss\u00e3o, mas certamente dificulta. Ao contr\u00e1rio do que alegam muitos empres\u00e1rios, \u00e9 f\u00e1cil demitir no Brasil: a m\u00e3o-de-obra \u00e9 muito barata e a legisla\u00e7\u00e3o \u00e9 fr\u00e1gil. Prova disso \u00e9 que em 2008 foram contratados 16 milh\u00f5es de pessoas e demitidas 15 milh\u00f5es. Metade dos brasileiros dura menos de dois anos no emprego e 25% fica menos de oitos meses empregado. N\u00f3s precisamos combater a rotatividade com regras claras que imponham dificuldade \u00e0s demiss\u00f5es. Al\u00e9m disso, as empresas que recebem dinheiro p\u00fablico ou s\u00e3o beneficiados com redu\u00e7\u00e3o de impostos devem ter a obriga\u00e7\u00e3o de responder com a manuten\u00e7\u00e3o dos postos de trabalho.<\/P><br \/>\n<P><STRONG>Al\u00e9m da luta pelo desenvolvimento com trabalho, renda e direitos, quais outros pontos a CUT defender\u00e1 em todo Brasil neste 1.\u00ba de Maio?<BR>Artur &#8211;<\/STRONG> Acreditamos que \u00e9 preciso apontar a import\u00e2ncia de lutarmos pela manuten\u00e7\u00e3o da agenda positiva, de valoriza\u00e7\u00e3o do sal\u00e1rio m\u00ednimo, de transfer\u00eancia de renda por meio de programas sociais como o Bolsa Fam\u00edlia, de investimento p\u00fablico para fazer a economia girar, mas tamb\u00e9m devemos lembrar quem causou essa crise. Foi o neoliberalismo que levou o mundo a essa recess\u00e3o. No Brasil, a pol\u00edtica da privatiza\u00e7\u00e3o, da precariza\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es de trabalho e da omiss\u00e3o do Estado, que passa suas responsabilidades \u00e0 iniciativa privada, sempre foi defendida pelo PSDB e pelo DEM. Especialmente em S\u00e3o Paulo, ela sobrevive nas sucessivas gest\u00f5es tucanas como a atual do governador Jos\u00e9 Serra. Se quisermos construir uma sociedade mais justa e inclusiva, n\u00e3o podemos esquecer da li\u00e7\u00e3o que esse momento de turbul\u00eancia nos trouxe.&nbsp;&nbsp; <\/P><br \/>\n<P><STRONG>Sebasti\u00e3o Cardoso, presidente da Central \u00danica dos Trabalhadores no Estado de S\u00e3o Paulo<\/STRONG><\/P><br \/>\n<P><STRONG>CUT-SP &#8211; Quais os principais desafios que a CUT-SP dever enfrentar em 2009?<BR>Sebasti\u00e3o Cardozo &#8211;<\/STRONG> O principal deles \u00e9 fazer com que a agenda positiva do governo federal tamb\u00e9m seja implementada no Estado de S\u00e3o Paulo. Desde que o povo brasileiro elegeu o presidente Luis In\u00e1cio Lula da Silva, observamos tentativas desesperadas de reverter as conquistas dos trabalhadores. H\u00e1 dois anos enfrentamos e vencemos o projeto da Emenda 3, que abriria as portas para os empres\u00e1rios contratarem trabalhadores como se fossem pessoas jur\u00eddicas, ou seja, prestadores de servi\u00e7o sem direito a f\u00e9rias remuneradas, 13.\u00ba sal\u00e1rio, Fundo de Garantia, aposentadoria, entre outros benef\u00edcios. Agora, no embalo da crise, surgem propostas como a do Secret\u00e1rio de Emprego e Rela\u00e7\u00f5es do Trabalho do governo de Jos\u00e9 Serra, Guilherme Afif Domingos, de suspender o contrato de trabalho sem \u00f4nus para a empresa. Nosso desafio \u00e9 exatamente o inverso disso: manter e ampliar os empregos para os trabalhadores terem dinheiro no bolso e sustentarem a economia.&nbsp; <\/P><br \/>\n<P><STRONG>A CUT defende uma postura desenvolvimentista por parte do Estado. Qual a avalia\u00e7\u00e3o da atua\u00e7\u00e3o do governo federal e do governo paulista diante da crise?<BR>Sebasti\u00e3o &#8211;<\/STRONG> Acreditamos que o governo Lula deve acertar alguns pontos, principalmente pressionar por uma redu\u00e7\u00e3o maior da taxa de juros, mas agiu corretamente ao desonerar uma s\u00e9rie de produtos, bancar a pol\u00edtica de valoriza\u00e7\u00e3o do sal\u00e1rio m\u00ednimo, conforme acordo com as centrais, apresentar programas como o PAC (Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento) e investir na \u00e1rea habitacional. Por outro lado, o governo do Estado de S\u00e3o Paulo, primeiro, n\u00e3o entrou no debate quando a crise come\u00e7ou e, segundo, anunciou um pacote t\u00edmido, que n\u00e3o saiu do papel e \u00e9 falso. Isso tudo depois que o \u00e1pice da crise j\u00e1 havia passado. O governo Serra se escondeu diante das dificuldades. <\/P><br \/>\n<P><STRONG>Desde os primeiros sinais de turbul\u00eancia, no final do ano passado, a Central \u00danica dos Trabalhadores de S\u00e3o Paulo promoveu diversas manifesta\u00e7\u00f5es. Quais os resultados que voc\u00ea identifica ap\u00f3s essas mobiliza\u00e7\u00f5es?<BR>Sebasti\u00e3o &#8211;<\/STRONG> Existem alternativas que s\u00e3o s\u00e9rias e devem ser aplicadas para beneficiar o conjunto da sociedade e outras que s\u00e3o destinadas a uma fatia privilegiada e pequena de brasileiros. A hist\u00f3ria da CUT \u00e9 de luta, de defesa do interesse dos trabalhadores e por isso ao aceitamos jogar fora o que obtivemos depois de muita luta e suor. Diante da nossa posi\u00e7\u00e3o, os empres\u00e1rios resolveram discutir possibilidades que n\u00e3o fossem a demiss\u00e3o, como \u00e9 o caso do munic\u00edpio de Taubat\u00e9, onde o Sindicato dos Metal\u00fargicos fechou um acordo para manuten\u00e7\u00e3o de 650 empregos. Acreditamos na economia brasileira e ficamos satisfeitos em ver que a ind\u00fastria j\u00e1 d\u00e1 sinais de recupera\u00e7\u00e3o. <\/P><br \/>\n<P><STRONG>Neste ano, a Central optou por fazer um 1.\u00ba de Maio nas regi\u00f5es perif\u00e9ricas de S\u00e3o Paulo e oferecer cidadania \u00e0 popula\u00e7\u00e3o. Qual a raz\u00e3o dessa mudan\u00e7a?<BR>Sebasti\u00e3o &#8211;<\/STRONG> Neste momento, acreditamos que o 1.\u00ba de Maio tem uma fun\u00e7\u00e3o diferente dos grandes eventos unificados que aconteceram nos anos anteriores e optamos por uma manifesta\u00e7\u00e3o descentralizada de reflex\u00e3o, lazer, cultura e cidadania. Por isso, organizamos dois atos, um na zona leste e outra na zona sul paulistana, al\u00e9m de outros por todo o Estado para discutir com a sociedade a conjuntura com a qual convivemos agora. Iremos nos aproximar ainda mais do trabalhador e da sua fam\u00edlia para debatermos a import\u00e2ncia da garantia de empregos, sal\u00e1rios e direitos no enfrentamento \u00e0 crise.<BR><\/P><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Presidentes da CUT e da CUT\/SP falam sobre desenvolvimento, desafios e o Dia Internacional do Trabalhador Desde o in\u00edcio da crise, a Central \u00danica dos Trabalhadores se negou a discutir<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0},"categories":[40],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6749"}],"collection":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=6749"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6749\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=6749"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=6749"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=6749"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}