{"id":6588,"date":"2008-12-16T10:00:19","date_gmt":"2008-12-16T10:00:19","guid":{"rendered":"http:\/\/www.becodigital.com.br\/wordpress\/index.php\/grupo-cpfl-promove-terceirizacao-ilicita\/"},"modified":"2008-12-16T10:00:19","modified_gmt":"2008-12-16T10:00:19","slug":"grupo-cpfl-promove-terceirizacao-ilicita","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/?p=6588","title":{"rendered":"&#8216;Grupo CPFL promove terceiriza\u00e7\u00e3o il\u00edcita&#8217;"},"content":{"rendered":"<p class=\"caps\"><P><STRONG>\u00c9 a conclus\u00e3o da Justi\u00e7a diante das provas colhidas na investiga\u00e7\u00e3o. Tr\u00eas anos depois, decis\u00e3o \u00e9 grande vit\u00f3ria dos trabalhadores<\/STRONG><BR>&nbsp;<BR>A decis\u00e3o \u00e9 clara: &#8216;Restou provado que o grupo CPFL promove terceiriza\u00e7\u00e3o il\u00edcita. As provas colhidas na investiga\u00e7\u00e3o (que sequer foram impugnadas) e no presente processo deixam n\u00edtido o prop\u00f3sito de barateamento da m\u00e3o-de-obra com o sucateamento das&nbsp; rela\u00e7\u00f5es de trabalho&#8217;.<BR>&nbsp;<BR>Mais: &#8216;A prova colhida na investiga\u00e7\u00e3o e na inspe\u00e7\u00e3o judicial evidenciou a total inger\u00eancia da CPFL na execu\u00e7\u00e3o das tarefas desempenhadas pelas terceiras e ainda, que os empregados da CPFL, que executam cargos id\u00eanticos, recebem sal\u00e1rios superiores aos empregados das terceiras(&#8230;)&#8217;.<\/P><br \/>\n<P>E mais um pouco: &#8216;O enquadramento sindical dos trabalhadores na categoria de prestadores de servi\u00e7os, a falta de contrata\u00e7\u00e3o de profissionais habilitados e competentes da \u00e1rea de sa\u00fade e seguran\u00e7a, a falta de treinamento dos trabalhadores, o n\u00e3o fornecimento de EPIs, o descumprimento das normas que regulam a jornada de trabalho, bem como a sa\u00fade e seguran\u00e7a, enfim, poder\u00edamos citar uma infinidade de infra\u00e7\u00f5es constantemente praticadas pelas conhecidas empresas prestadoras de servi\u00e7os terceirizadas ou qui\u00e7\u00e1 quarteirizadas&#8217;.<\/P><br \/>\n<P>A conclus\u00e3o final: &#8216;Exurge obviamente, a conclus\u00e3o de que a R\u00e9 pretendeu realizar verdadeira engenharia jur\u00eddica para enfraquecer a categoria dos eletricit\u00e1rios e evitar a incid\u00eancia das cl\u00e1usulas normativas fruto da negocia\u00e7\u00e3o coletiva do Sindicato respectivo, alem de explorar a m\u00e3o de obra com menor custo, por interm\u00e9dio de empresa interposta&#8217;.<\/P><br \/>\n<P>Os trechos acima s\u00e3o parte da decis\u00e3o do juiz D\u00e9cio Umberto Matoso Rodovalho, que entendeu pela proced\u00eancia da a\u00e7\u00e3o contra a terceiriza\u00e7\u00e3o de atividades fim e proibiu a CPFL de contratar servi\u00e7os terceirizados para atividades de constru\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o de linhas e redes de distribui\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica e de liga\u00e7\u00e3o, religa\u00e7\u00e3o e desligamento de consumidores.<BR>&nbsp; <BR>Assim, o juiz tornou definitiva a decis\u00e3o de tutela antecipada (liminar) anteriormente concedida e a decis\u00e3o dever\u00e1 ser cumprida desde j\u00e1. A multa di\u00e1ria em caso de descumprimento&nbsp;\u00e9 de R$ 10 mil. A decis\u00e3o \u00e9 de primeira inst\u00e2ncia e cabe recurso ao Tribunal.<\/P><br \/>\n<P><STRONG>Grande batalha<BR><\/STRONG>Vale lembrar que o Sindicato e o Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho (MPT) entraram com a\u00e7\u00e3o judicial contra a CPFL pleiteando o fim da terceiriza\u00e7\u00e3o das atividades fim. O processo, n\u00ba 859-2006-15-00-9, est\u00e1 em andamento na 3\u00aa Vara do Trabalho de Campinas desde 2006. Inicialmente foi deferida liminar para determinar que a empresa deixasse de contratar servi\u00e7os terceirizados para a execu\u00e7\u00e3o das atividades fim, sob pena de multa di\u00e1ria de R$ 5 mil, revertida ao FAT.<\/P><br \/>\n<P>Durante audi\u00eancia de concilia\u00e7\u00e3o, em 13 de maio passado, o juiz indeferiu o pedido da CPFL para revogar a liminar.&nbsp; Sindicato e MPT reiteraram que a empresa n\u00e3o estava cumprindo a liminar e solicitaram aplica\u00e7\u00e3o de multa. O juiz determinou ent\u00e3o audi\u00eancia de instru\u00e7\u00e3o para o dia 21 de agosto, para que as partes apresentassem provas. <\/P><br \/>\n<P>Depois, conforme amplamente divulgado, em audi\u00eancia de instru\u00e7\u00e3o realizada em 21 de agosto, o juiz determinou inspe\u00e7\u00e3o judicial que acabou acontecendo em outubro, durante visita \u00e0 Rizal, empresa que presta servi\u00e7os de manuten\u00e7\u00e3o e constru\u00e7\u00e3o de rede na Regi\u00e3o Metropolitana de Campinas. <\/P><br \/>\n<P><STRONG>Grande vit\u00f3ria<\/STRONG> <BR>Ap\u00f3s laudo da inspe\u00e7\u00e3o, o juiz determinou audi\u00eancia para nova tentativa de concilia\u00e7\u00e3o. A CPFL compareceu sem qualquer proposta de acordo. O processo foi ent\u00e3o remetido para julgamento. A decis\u00e3o a favor do Sindicato e do MPT foi publicada no \u00faltimo dia 04. E, nove anos depois das primeiras den\u00fancias do Sindicato, que come\u00e7aram em 1999, a Justi\u00e7a reconhece as ilegalidades cometidas pela empresa e decreta uma grande vit\u00f3ria dos trabalhadores contra a precariza\u00e7\u00e3o. <\/P><br \/>\n<P>&nbsp;<\/P><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 a conclus\u00e3o da Justi\u00e7a diante das provas colhidas na investiga\u00e7\u00e3o. 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