{"id":6358,"date":"2008-09-08T11:14:47","date_gmt":"2008-09-08T11:14:47","guid":{"rendered":"http:\/\/www.becodigital.com.br\/wordpress\/index.php\/dez-anos-da-comercializacao-de-energia-eletrica\/"},"modified":"2008-09-08T11:14:47","modified_gmt":"2008-09-08T11:14:47","slug":"dez-anos-da-comercializacao-de-energia-eletrica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/?p=6358","title":{"rendered":"Dez anos da comercializa\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica"},"content":{"rendered":"<p class=\"caps\"><P>8 de Setembro de 2008 &#8211; O mercado livre de energia el\u00e9trica est\u00e1 completando 10 anos de exist\u00eancia com a atua\u00e7\u00e3o dos comercializadores, o que torna o momento mais do que adequado para se fazer um balan\u00e7o a respeito daquela que \u00e9 inegavelmente uma das maiores transforma\u00e7\u00f5es sofridas pelo setor de energia el\u00e9trica no Brasil em toda a sua hist\u00f3ria.<\/P><br \/>\n<P>Durante d\u00e9cadas, o mercado el\u00e9trico teve uma estrutura praticamente inalterada, constitu\u00edda por geradores que vendiam a energia aos distribuidores e estes aos consumidores. Era uma cadeia produtiva na qual o consumidor final n\u00e3o tinha possibilidade de escolha a respeito do seu supridor.<\/P><br \/>\n<P>Entretanto, com o surgimento do mercado livre, no bojo de altera\u00e7\u00f5es significativas na estrutura do setor el\u00e9trico brasileiro, que tamb\u00e9m levaram ao surgimento do ONS, da Aneel, da CCEE e da EPE, foram criadas as figuras dos agentes de comercializa\u00e7\u00e3o e dos consumidores livres. Estes, pelo volume da demanda, diferem-se dos consumidores cativos exatamente porque podem optar pelas melhores condi\u00e7\u00f5es de contrata\u00e7\u00e3o.<\/P><br \/>\n<P>A mudan\u00e7a segregou dois neg\u00f3cios de natureza distinta e evidenciou uma separa\u00e7\u00e3o entre o produto energia el\u00e9trica e seu transporte nos fios do sistema transmiss\u00e3o nacional e nas redes das empresas concession\u00e1rias de distribui\u00e7\u00e3o.<\/P><br \/>\n<P>Apesar de aberto apenas para grandes consumidores de energia, o mercado cresceu, especialmente a partir do novo modelo do setor, implantado em 2003. Hoje agrega 85% do consumo das grandes ind\u00fastrias do Pa\u00eds e quase 28% do consumo final de energia el\u00e9trica, o que \u00e9 um marco consider\u00e1vel e prova indiscut\u00edvel dos acertos produzidos pelo modelo.<\/P><br \/>\n<P>Quando se olha para a \u00e1rea de telecomunica\u00e7\u00f5es, observa-se com clareza que ainda h\u00e1 um longo caminho a trilhar quanto \u00e0 liberdade de op\u00e7\u00e3o dos consumidores. Na telefonia, os consumidores podem escolher quem ser\u00e1, por exemplo, o operador da telefonia celular, que tipo de aparelho vai usar, de que forma quer pagar e por a\u00ed vai. H\u00e1 uma infinidade de escolhas, o que explica o sucesso absoluto do modelo, pois induziu \u00e0 efici\u00eancia por parte das operadoras, com ganhos extraordin\u00e1rios para os consumidores.<\/P><br \/>\n<P>No caso da energia el\u00e9trica, ainda estamos distantes do modelo europeu, no qual os 27 pa\u00edses que integram a Uni\u00e3o Europ\u00e9ia permitem, h\u00e1 um ano, que os consumidores residenciais possam escolher o supridor. Com certeza, ainda chegaremos a esse n\u00edvel, pois hoje quem d\u00e1 as cartas s\u00e3o os consumidores. Mas temos que subir alguns degraus da escada, pois a liberdade de contrata\u00e7\u00e3o, no Brasil, ainda \u00e9 permitida apenas para aqueles consumidores industriais ou comerciais de maior porte.<\/P><br \/>\n<P>Uma mudan\u00e7a importante foi introduzida no final de 2006, quando a Resolu\u00e7\u00e3o 247 da Aneel consolidou, tamb\u00e9m com a presen\u00e7a dos comercializadores, um segundo mercado competitivo, voltado apenas para as fontes renov\u00e1veis, descentralizadas e de m\u00e9dio porte, fazendo com que os consumidores chamados especiais, com demanda acima de 500 kW, possam escolher o fornecedor da energia alternativa. Com um desconto no transporte, surgiu um ambiente capaz de promover o desenvolvimento de um poderoso parque gerador de baixo impacto ambiental e emiss\u00e3o zero de , pelas Pequenas Centrais Hidrel\u00e9tricas (PCHs), de biomassa e e\u00f3lica.<\/P><br \/>\n<P>O mercado livre veio para ficar, e isso convida a outras reflex\u00f5es. Em primeiro lugar, aumentam as responsabilidades de todos os agentes envolvidos nessa cadeia. Em segundo lugar, chama a aten\u00e7\u00e3o para o crescente papel que as rea\u00e7\u00f5es volunt\u00e1rias e individuais de produtores e consumidores t\u00eam para a garantia da seguran\u00e7a do sistema e para que os pre\u00e7os se mantenham em patamares adequados.Ainda h\u00e1 muita coisa para fazer, de modo que as condi\u00e7\u00f5es em que opera a livre contrata\u00e7\u00e3o sejam consideradas ideais. Por exemplo: permitir a participa\u00e7\u00e3o dos agentes do mercado livre na expans\u00e3o da oferta de energia nova e aperfei\u00e7oar a forma\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os com base nas expectativas dos agentes.<\/P><br \/>\n<P>S\u00f3 dez anos que o Pa\u00eds deve comemorar. A partir de um sistema interligado de dimens\u00f5es continentais, operado centralizadamente, uma c\u00e2mara de comercializa\u00e7\u00e3o que funciona como um rel\u00f3gio, uma ag\u00eancia reguladora respeitada, com perfil t\u00e9cnico e profissionalizada e um governo atento \u00e0s necessidades do mercado, estamos prontos para os desafios de hoje e dos pr\u00f3ximos 100 anos.<\/P><br \/>\n<P>kicker: O mercado livre hoje agrega 85% do consumo de nossas grandes ind\u00fastrias. <EM>(Paulo Pedrosa, presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Agentes Comercializadores de Energia El\u00e9trica (Abraceel)<BR><\/EM><\/P><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>8 de Setembro de 2008 &#8211; O mercado livre de energia el\u00e9trica est\u00e1 completando 10 anos de exist\u00eancia com a atua\u00e7\u00e3o dos comercializadores, o que torna o momento mais do<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0},"categories":[40],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6358"}],"collection":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=6358"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6358\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=6358"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=6358"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=6358"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}