{"id":6305,"date":"2008-08-14T17:29:19","date_gmt":"2008-08-14T17:29:19","guid":{"rendered":"http:\/\/www.becodigital.com.br\/wordpress\/index.php\/gasto-com-energia-chega-a-20-do-salario-minimo\/"},"modified":"2008-08-14T17:29:19","modified_gmt":"2008-08-14T17:29:19","slug":"gasto-com-energia-chega-a-20-do-salario-minimo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/?p=6305","title":{"rendered":"Gasto com energia chega a 20% do sal\u00e1rio m\u00ednimo"},"content":{"rendered":"<p class=\"caps\"><P><STRONG>Conta, por\u00e9m, j\u00e1 representa fatia menor no piso <\/STRONG><\/P><br \/>\n<P>A participa\u00e7\u00e3o dos gastos com energia el\u00e9trica nas despesas daqueles que ganham um sal\u00e1rio m\u00ednimo tem deca\u00eddo desde 2004, por conta da combina\u00e7\u00e3o de redu\u00e7\u00f5es tarif\u00e1rias e ganho real no valor do piso. Em alguns Estados, como Tocantins, por\u00e9m, a conta de energia chega ainda a abocanhar um quinto do piso local. <\/P><br \/>\n<P>De acordo com levantamento do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) obtido pela Folha, o custo da energia em rela\u00e7\u00e3o aos sal\u00e1rios m\u00ednimos estaduais caiu de 24% para 15% nos \u00faltimos quatro anos, em dez dos Estados pesquisados. \u00c9 uma tend\u00eancia contr\u00e1ria ao contexto mundial, em que os custos nesse segmento s\u00e3o crescentes. <\/P><br \/>\n<P>Ainda assim, o percentual \u00e9 considerado elevado pelo Idec. Para o supervisor de Informa\u00e7\u00e3o do instituto, Carlos Tadeu de Oliveira, uma participa\u00e7\u00e3o superior a 10% do sal\u00e1rio m\u00ednimo chega a ser excessiva. Os Estados em que a energia sai mais pesada no bolso da popula\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de Tocantins, s\u00e3o Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro. <\/P><br \/>\n<P>&#8216;Certamente, depois do grupo alimentos, a energia el\u00e9trica est\u00e1 entre as despesas mais expressivas da popula\u00e7\u00e3o de baixa renda&#8217;, afirma Oliveira. Ele aponta a &#8216;falta de clareza&#8217; no mecanismo de reajustes tarif\u00e1rios como a principal dificuldade do consumidor. &#8216;H\u00e1 uma s\u00e9rie de compostos para justificar o aumento que muitas vezes foge \u00e0 compreens\u00e3o de quem n\u00e3o \u00e9 especializado.&#8217; <\/P><br \/>\n<P>Os pre\u00e7os da energia el\u00e9trica declinaram de 2003 para c\u00e1. O primeiro fator a explicar a tend\u00eancia est\u00e1 no excesso de energia dispon\u00edvel ap\u00f3s o racionamento. No mesmo per\u00edodo, houve tamb\u00e9m um ganho de produtividade, o que deu espa\u00e7o para redu\u00e7\u00f5es tarif\u00e1rias mais expressivas, explica Francisco Anuatti, professor de economia e administra\u00e7\u00e3o da USP de Ribeir\u00e3o Preto. &#8216;Passamos por um momento em que as empresas ganharam mais e os consumidores tamb\u00e9m sa\u00edram ganhando&#8217;, afirma Anuatti. <\/P><br \/>\n<P>Segundo ele, no entanto, esse momento j\u00e1 est\u00e1 em seu fim, e o consumidor j\u00e1 pode esperar uma conta mais alta j\u00e1 no ano que vem. Ocorre que o sistema vem recorrendo \u00e0s termel\u00e9tricas, especialmente para garantir seguran\u00e7a energ\u00e9tica nos pr\u00f3ximos anos. &#8216;A conta da ativa\u00e7\u00e3o das usinas j\u00e1 vai arder no ano que vem&#8217;, diz o professor. <\/P><br \/>\n<P>Para o presidente da Abradee (Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Distribuidores de Energia El\u00e9trica), Luiz Carlos Guimar\u00e3es, o pa\u00eds tem uma posi\u00e7\u00e3o &#8216;confort\u00e1vel&#8217; quando se comparam os custos de energia em pa\u00edses desenvolvidos. &#8216;Tivemos aqui uma expans\u00e3o do sistema. L\u00e1 [nos pa\u00edses ricos], o impacto \u00e9 muito maior, sem d\u00favida.&#8217; (Paulo Araujo e Cl\u00e1udia Rolli)<BR><\/P><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conta, por\u00e9m, j\u00e1 representa fatia menor no piso A participa\u00e7\u00e3o dos gastos com energia el\u00e9trica nas despesas daqueles que ganham um sal\u00e1rio m\u00ednimo tem deca\u00eddo desde 2004, por conta da<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0},"categories":[40],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6305"}],"collection":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=6305"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6305\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=6305"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=6305"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=6305"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}