{"id":6005,"date":"2008-03-10T14:52:29","date_gmt":"2008-03-10T14:52:29","guid":{"rendered":"http:\/\/www.becodigital.com.br\/wordpress\/index.php\/cresce-trabalho-em-condicoes-precarias-na-america-latina-diz-oit\/"},"modified":"2008-03-10T14:52:29","modified_gmt":"2008-03-10T14:52:29","slug":"cresce-trabalho-em-condicoes-precarias-na-america-latina-diz-oit","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/?p=6005","title":{"rendered":"Cresce trabalho em condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias na Am\u00e9rica Latina, diz OIT"},"content":{"rendered":"<p class=\"caps\"><P>Na \u00faltima d\u00e9cada, o Brasil fugiu \u00e0 tend\u00eancia de precariza\u00e7\u00e3o do trabalho registrada na Am\u00e9rica Latina e Caribe e aproximou-se mais da tend\u00eancia global de melhoria nas rela\u00e7\u00f5es de trabalho. Levantamento da Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT) revela que a Am\u00e9rica Latina foi a \u00fanica regi\u00e3o do mundo em que cresceu a participa\u00e7\u00e3o de pessoas trabalhando em condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias entre 1997 e 2007. <\/P><br \/>\n<P>De acordo com o estudo, 32,7% dos homens empregados na regi\u00e3o trabalham sob condi\u00e7\u00f5es &#8216; vulner\u00e1veis &#8216; em 2007. Dez anos antes, o percentual era de 30,1%. O \u00edndice de mulheres empregadas sob condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias tamb\u00e9m aumentou, ficando em 33,5% no ano passado, ante 32,1% em 1997. <\/P><br \/>\n<P>A organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o divulgou dados sobre o Brasil. De acordo com o Departamento Intersindical de Estat\u00edstica e Estudos Socioecon\u00f4micos (Dieese), entre 1998 e 2007 a participa\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de trabalhadores sem carteira assinada nas capitais regrediu de 38,9% para 35,1%. &#8216; Tivemos at\u00e9 2003 um aumento na precariza\u00e7\u00e3o do trabalho no Brasil, com queda de sal\u00e1rio real m\u00e9dio e redu\u00e7\u00e3o das contrata\u00e7\u00f5es em carteira. Mas desde 2004 houve uma revers\u00e3o do quadro &#8216; , afirmou Clemente Ganz Lucio, diretor t\u00e9cnico do Dieese. <\/P><br \/>\n<P>No mundo, a participa\u00e7\u00e3o de homens em condi\u00e7\u00f5es vulner\u00e1veis de trabalho baixou de 56,1% para 51,7% e a participa\u00e7\u00e3o de mulheres sob as mesmas condi\u00e7\u00f5es baixou de 50,7% para 48,7%. Em entrevista por telefone, Theodor Sparreboom, economista da OIT, considerou positivo o fato de o n\u00edvel de precariza\u00e7\u00e3o na Am\u00e9rica Latina ter ficado abaixo da m\u00e9dia global. Para o economista, o aumento da contrata\u00e7\u00e3o de pessoas sob condi\u00e7\u00f5es vulner\u00e1veis \u00e9 reflexo da baixa produtividade na Am\u00e9rica Latina. <\/P><br \/>\n<P>&#8216; Nos \u00faltimos dez anos, a produtividade na regi\u00e3o s\u00f3 cresceu 0,6% por ano, abaixo da m\u00e9dia global. Falta dinamismo na economia e \u00e9 dif\u00edcil mudar o perfil de emprego para tipos mais produtivos e menos vulner\u00e1veis &#8216; , afirmou. Ele observa que os pa\u00edses da \u00c1sia, especialmente a China, t\u00eam altos \u00edndices de emprego sob condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias &#8211; que variam de 52,3% a 84,2% da m\u00e3o-de-obra total empregada &#8211; e tamb\u00e9m apresentam baixos \u00edndices de produtividade. <\/P><br \/>\n<P>Para o economista, o crescimento da China como competidor internacional mantendo empregados em condi\u00e7\u00f5es vulner\u00e1veis de trabalho preocupa, mas n\u00e3o deve se manter ao longo da d\u00e9cada. &#8216; Se existe uma rela\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel entre empregados e empregadores \u00e9 mais f\u00e1cil para empresas investirem. O crescimento onde n\u00e3o se aumenta o n\u00famero de empregados, n\u00e3o se formam pessoas, n\u00e3o \u00e9 uma via sustent\u00e1vel no longo prazo &#8216; , afirmou.<\/P><br \/>\n<P>Sparreboom acredita que, nos pr\u00f3ximos anos, a Am\u00e9rica Latina acompanhar\u00e1 as demais regi\u00f5es e reduzir\u00e1 o n\u00famero de contratados sob condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias. &#8216; Os investimentos em forma\u00e7\u00e3o t\u00eam crescido, sobretudo no Brasil. A tend\u00eancia \u00e9 de melhora. &#8216; (<EM>Cibelle Bou\u00e7as<\/EM>)<\/P><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na \u00faltima d\u00e9cada, o Brasil fugiu \u00e0 tend\u00eancia de precariza\u00e7\u00e3o do trabalho registrada na Am\u00e9rica Latina e Caribe e aproximou-se mais da tend\u00eancia global de melhoria nas rela\u00e7\u00f5es de trabalho.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0},"categories":[40],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6005"}],"collection":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=6005"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6005\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=6005"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=6005"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=6005"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}