{"id":5636,"date":"2007-09-25T12:12:19","date_gmt":"2007-09-25T12:12:19","guid":{"rendered":"http:\/\/www.becodigital.com.br\/wordpress\/index.php\/desempenho-em-sao-paulo-e-pior-que-o-resto-do-pais-desde-1995-diz-pesquisa-2\/"},"modified":"2007-09-25T12:12:19","modified_gmt":"2007-09-25T12:12:19","slug":"desempenho-em-sao-paulo-e-pior-que-o-resto-do-pais-desde-1995-diz-pesquisa-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/?p=5636","title":{"rendered":"Desempenho em S\u00e3o Paulo \u00e9 pior que o resto do pa\u00eds desde 1995, diz pesquisa"},"content":{"rendered":"<p class=\"caps\"><P><STRONG><EM>Em seu site Conversa Afiada, o jornalista Paulo Henrique Amorim colocou o seguinte coment\u00e1rio:<\/EM><\/STRONG> <\/P><br \/>\n<P>Um estudo do economista Andr\u00e9 Urani, apresentado no Instituto Fernando Henrique Cardoso (iFHC) e publicado &#8211; sem chamada na primeira p\u00e1gina &#8230; &#8211; na p\u00e1g. B7, do Estad\u00e3o de hoje, dia 25, mostra: &#8216;Desempenho de SP desde 1995 \u00e9 muito pior do que o resto do pa\u00eds&#8217;.<\/P><br \/>\n<P>Com a ajuda da Pnad, Urani constatou que, de 1995 a 2006, a renda familiar per capita na regi\u00e3o metropolitana de S\u00e3o Paulo caiu 6%, a pobreza cresceu 19%, e a extrema pobreza aumentou 2,8%.<\/P><br \/>\n<P>Enquanto isso, no Brasil, no mesmo per\u00edodo, a renda cresceu 13%, a pobreza caiu 25,8%, e a extrema pobreza sofreu a grande redu\u00e7\u00e3o de 62%.<\/P><br \/>\n<P><BR>De 1995 a 2006, o Estado de S\u00e3o Paulo foi administrado por tucanos.<\/P><br \/>\n<P><BR>(Que se acham no direito de governar o Brasil &#8211; sempre. Observa\u00e7\u00e3o minha, PHA.)<\/P><br \/>\n<P><BR><STRONG>Confira a not\u00edcia na \u00edntegra<\/STRONG><\/P><br \/>\n<P><BR><STRONG>Desempenho de SP desde 1995 \u00e9 muito pior que o do Pa\u00eds <BR>&nbsp;<\/STRONG><\/P><br \/>\n<P>A regi\u00e3o metropolitana de S\u00e3o Paulo vive uma crise de grandes propor\u00e7\u00f5es desde o Plano Real, segundo dados apresentados pelo economista Andr\u00e9 Urani, em debate na quinta-feira no Instituto Fernando Henrique Cardoso (iFHC), em S\u00e3o Paulo. Baseado na Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (Pnad), ele constatou que, de 1995 a 2006, a renda m\u00e9dia familiar per capita na regi\u00e3o metropolitana de S\u00e3o Paulo caiu 6%, a pobreza cresceu 19,4% e a extrema pobreza aumentou 2,8%.<\/P><br \/>\n<P>Esses n\u00fameros contrastam fortemente com os do Brasil como um todo no mesmo per\u00edodo, que mostram que a renda cresceu 13,4%, a pobreza caiu 25,8%, e a extrema pobreza sofreu a grande redu\u00e7\u00e3o de 62%.<\/P><br \/>\n<P>&#8221;\u00c9 preciso que S\u00e3o Paulo assuma a dimens\u00e3o da sua crise, para que se possa pensar solu\u00e7\u00f5es e caminhar para a frente&#8221;, disse Urani. Na verdade, segundo o economista, a regi\u00e3o metropolitana de S\u00e3o Paulo, composta por 40 munic\u00edpios (incluindo a capital), est\u00e1 passando por um processo de converg\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o ao resto do Pa\u00eds. Ela ainda \u00e9 melhor do que o Brasil nos indicadores de renda e pobreza, mas a diferen\u00e7a era muito maior em 1995.<\/P><br \/>\n<P>Em 1995, em valores atualizados pela infla\u00e7\u00e3o, o conglomerado metropolitano paulista tinha uma renda per capita familiar m\u00e9dia de R$ 877, ou 71% acima da brasileira, que era de R$ 511. Em 2006, essa diferen\u00e7a caiu para 42%, com uma renda m\u00e9dia de R$ 824 em S\u00e3o Paulo, e de R$ 580 no Pa\u00eds como um todo.<\/P><br \/>\n<P>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pobreza, em 1995 o \u00edndice da regi\u00e3o metropolitana de S\u00e3o Paulo era de 14,1%, apenas 41,4% do \u00edndice brasileiro de 33,92%. Em 2006, a pobreza na maior aglomera\u00e7\u00e3o urbana do Pa\u00eds tinha subido para 16,71%, ou 66% do \u00edndice de 25,16% do Brasil. No caso da extrema pobreza, uma parcela de 4,6% da popula\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o metropolitana encaixava-se nessa categoria em 1995, o que equivalia a 32% da propor\u00e7\u00e3o de 14,6% dos brasileiros que estavam na mesma situa\u00e7\u00e3o. Em 2006, os extremamente pobres na megal\u00f3pole paulista eram 4,76%, ou 53% do \u00edndice para o Brasil como um todo, que ficou em 8,9%.<\/P><br \/>\n<P>A linha de pobreza utilizada pelo Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (Iets), onde Urani trabalha, \u00e9 a mesma do Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea), e equivale a uma renda familiar per capita de R$ 167. A linha de extrema pobreza \u00e9 de R$ 83. S\u00e3o considerados pobres ou extremamente pobres as pessoas com rendimento at\u00e9 essas linhas. O contingente de pobres inclui o de extremamente pobres.<\/P><br \/>\n<P>Quando se examina a desigualdade, o mesmo fen\u00f4meno se repete. A regi\u00e3o metropolitana de S\u00e3o Paulo tinha em 1995, com um \u00edndice de Gini de 0,544, uma situa\u00e7\u00e3o bem melhor do que a do Brasil, para o qual o Gini era de 0,601. O \u00edndice de Gini mede a desigualdade e, variando de 0 a 1, mostra piores distribui\u00e7\u00f5es \u00e0 medida que cresce. Em 2006, o Gini do conglomerado paulista era 0,543, praticamente n\u00e3o tendo se mexido em rela\u00e7\u00e3o a 1995. No caso do Brasil como um todo, por\u00e9m, o \u00edndice caiu para 0,564. Assim, enquanto em 1995 o Gini de S\u00e3o Paulo era 0,06 ponto porcentual inferior ao do Brasil, em 2006 a diferen\u00e7a tinha se reduzido para apenas 0,02.<\/P><br \/>\n<P>Para Urani, a piora da megal\u00f3pole paulista era previs\u00edvel, por causa do processo de abertura comercial da economia brasileira nos anos 90. &#8221;Com a competi\u00e7\u00e3o de outras partes do mundo, as ind\u00fastrias, que antes permaneciam nas maiores metr\u00f3poles pelas vantagens trazidas pela aglomera\u00e7\u00e3o, come\u00e7aram a fugir dos altos custos de sal\u00e1rio, sindicatos, seguran\u00e7a, etc.&#8221;, comentou o economista. Ele observou que regi\u00f5es metropolitanas como as do Rio e S\u00e3o Paulo (e principalmente a segunda) foram as maiores perdedoras do ciclo de mudan\u00e7as econ\u00f4micas dos anos 90. Dessa forma, com sua grande capacidade de influenciar a agenda nacional, tornaram-se p\u00f3los de resist\u00eancia \u00e0s reformas. &#8221;Desatar o n\u00f3 de S\u00e3o Paulo \u00e9 importante para o Brasil&#8221;, disse Urani.<\/P><br \/>\n<P>Durante o debate no Instituto Fernando Henrique Cardoso, alguns sinais positivos para S\u00e3o Paulo foram apontados pelo economista Jos\u00e9 Guilherme dos Reis, do Banco Mundial. Ele mostrou que os indicadores fiscais da capital melhoraram de forma surpreendentemente r\u00e1pida nos \u00faltimos dois anos. A propor\u00e7\u00e3o entre a d\u00edvida consolidada do munic\u00edpio e a receita corrente l\u00edquida anual caiu de mais de 250% em, em 2005, para cerca de 180% em 2007, e aproximou-se da trajet\u00f3ria de queda fixada por resolu\u00e7\u00e3o do Senado, vinculada \u00e0 Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que determina que o indicador caia para 120% em 2015. Uma das implica\u00e7\u00f5es dessa queda r\u00e1pida \u00e9 que o munic\u00edpio poder\u00e1 voltar a tomar financiamentos mais cedo do que se previa.<\/P><br \/>\n<P>Al\u00e9m da recupera\u00e7\u00e3o fiscal, foi discutido no encontro &#8211; ao qual esteve presente o ex-presidente Fernando Henrique e o candidato tucano derrotado nas \u00faltimas elei\u00e7\u00f5es, Geraldo Alckmin &#8211; o potencial de S\u00e3o Paulo na chamada economia criativa, que envolve \u00e1reas como publicidade, arquitetura, design, moda, m\u00fasica e software, entre muitas outras. Para a economista L\u00eddia Goldenstein, uma das debatedoras, S\u00e3o Paulo tem que desenvolver o seu potencial como principal porta de entrada e de sa\u00edda do Pa\u00eds em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 economia global. <\/P><br \/>\n<P>&nbsp;<\/P><br \/>\n<P>&nbsp;<\/P><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em seu site Conversa Afiada, o jornalista Paulo Henrique Amorim colocou o seguinte coment\u00e1rio: Um estudo do economista Andr\u00e9 Urani, apresentado no Instituto Fernando Henrique Cardoso (iFHC) e publicado &#8211;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0},"categories":[40],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5636"}],"collection":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=5636"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5636\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=5636"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=5636"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=5636"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}