{"id":55841,"date":"2022-02-24T13:24:33","date_gmt":"2022-02-24T16:24:33","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinergiacut.org.br\/?p=55841"},"modified":"2022-02-24T13:24:41","modified_gmt":"2022-02-24T16:24:41","slug":"brasil-fechou-2021-com-mais-pessoas-na-informalidade-e-queda-recorde-na-renda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/?p=55841","title":{"rendered":"Brasil fechou 2021 com mais pessoas na informalidade e queda recorde na renda"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"caps\">S\u00e3o Paulo \u2013 O Brasil fechou o ano de 2021 com mais gente trabalhando, mas principalmente devido \u00e0 informalidade. Com isso, a renda caiu (7%, na m\u00e9dia) para o menor n\u00edvel hist\u00f3rico, e assim menos R$ 5,6 bilh\u00f5es circularam na economia. Os dados, da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (Pnad) Cont\u00ednua, foram divulgados na manh\u00e3 desta quinta-feira (24) pelo <a href=\"https:\/\/ibge.gov.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">IBGE<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Na m\u00e9dia anual, o pa\u00eds teve 13,888 milh\u00f5es de desempregados, a maior estimativa da s\u00e9rie hist\u00f3rica, iniciada em 2012. Esse n\u00famero \u00e9 59% maior do que o registrado em 2015, \u00faltimo ano antes do impeachment. A taxa m\u00e9dia de desemprego foi de 13,8%, em 2020, para 13,2%.<\/p>\n\n\n\n<h3>De 2012 a 2021<\/h3>\n\n\n\n<p>J\u00e1 os ocupados somam 91,297 milh\u00f5es, 5% a mais do que em 2010 e 0,9% menos do que em 2015. O n\u00edvel de ocupa\u00e7\u00e3o (percentual de ocupados na popula\u00e7\u00e3o em idade de trabalho) cresceu para 53,2%, mas o resultado do ano anterior (51,2%) era o menor da s\u00e9rie hist\u00f3rica. O melhor momento foi entre 2013 e 2014 (58,1%).<\/p>\n\n\n\n<p>Os indicadores da Pnad mostram que o emprego no Brasil avan\u00e7ou pouco entre 2012 e 2021: o n\u00famero de ocupados cresceu 1,8% nesse per\u00edodo. J\u00e1 o de desempregados subiu 93,6%.<\/p>\n\n\n\n<p>A taxa de subutiliza\u00e7\u00e3o foi a 27,2%, abaixo apenas de 2020 (28,2%). A popula\u00e7\u00e3o subutilizada, pessoas que gostariam de trabalhar mais, foi estimada em 31,3 milh\u00f5es, queda de 1,2% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. J\u00e1 os desalentados somaram 5,3 milh\u00f5es, pouco menos do que o recorde de 2020 (5,5 milh\u00f5es). O percentual de desalentados na for\u00e7a de trabalho caiu de 5,4% para 4,3%.<\/p>\n\n\n\n<h3>Sem carteira e por conta pr\u00f3pria<\/h3>\n\n\n\n<p>Segundo a Pnad Cont\u00ednua, o n\u00famero de empregados com carteira de trabalho assinada foi de 32,904 milh\u00f5es, crescimento de 2,6% na m\u00e9dia anual. Mas a m\u00e9dia de empregados sem carteira (11,246 milh\u00f5es) aumentou 11,1%. Foi o mesmo percentual de expans\u00e3o dos trabalhadores por conta pr\u00f3pria (24,902 milh\u00f5es). O total de trabalhadores no servi\u00e7o dom\u00e9sticos subiu 6,6%, para 5,2 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<h3>Leia tamb\u00e9m: <a href=\"https:\/\/www.redebrasilatual.com.br\/economia\/2022\/02\/maioria-reajustes-salariais-perde-inflacao-janeiro-dieese\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Maioria dos reajustes salariais ainda perde da infla\u00e7\u00e3o em janeiro, diz Dieese<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Com esses resultados, a taxa de informalidade voltou \u00e0 casa dos 40% (40,1%), ante 38,3% em 2020. Ainda perde para 2018 (40,4%) e 2019 (40,7%).<\/p>\n\n\n\n<h3>Renda despenca<\/h3>\n\n\n\n<p>Estimado em R$ 2.587, o rendimento m\u00e9dio caiu 7% (ou menos R$ 195) no ano. A massa de rendimentos (R$ 203,6 bilh\u00f5es) recuou 2,4% \u2013 menos R$ 5,6 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Apenas no trimestre encerrado em dezembro, a taxa de desemprego foi de 12,6%, com recuo em rela\u00e7\u00e3o a igual per\u00edodo de 2020 (14,2%). Os desempregados no \u00faltimo trimestre do ano somaram 12 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Por <strong><a href=\"https:\/\/www.redebrasilatual.com.br\/economia\/2022\/02\/brasil-2021-mais-informalidade-queda-recorde-renda\/\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/www.redebrasilatual.com.br\/economia\/2022\/02\/brasil-2021-mais-informalidade-queda-recorde-renda\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Vitor Nuzzi, da RBA<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00e3o Paulo \u2013 O Brasil fechou o ano de 2021 com mais gente trabalhando, mas principalmente devido \u00e0 informalidade. 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