{"id":5548,"date":"2007-08-17T16:57:54","date_gmt":"2007-08-17T16:57:54","guid":{"rendered":"http:\/\/www.becodigital.com.br\/wordpress\/index.php\/cpfl-reforca-interesse-por-ativos-da-eletropaulo-2\/"},"modified":"2007-08-17T16:57:54","modified_gmt":"2007-08-17T16:57:54","slug":"cpfl-reforca-interesse-por-ativos-da-eletropaulo-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/?p=5548","title":{"rendered":"CPFL refor\u00e7a interesse por ativos da Eletropaulo"},"content":{"rendered":"<p class=\"caps\"><P><STRONG>T\u00e9cnicos avaliam a viabilidade do neg\u00f3cio e o valor da empresa, estimado em R$ 11 bilh\u00f5es <\/STRONG><\/P><br \/>\n<P>Enquanto as empresas energ\u00e9ticas e empreiteiras brasileiras tra\u00e7am as estrat\u00e9gias para participar do megaprojeto hidrel\u00e9trico do rio Madeira, a CPFL Energia mira sua aten\u00e7\u00e3o na possibilidade de compra da Brasiliana, holding criada em 2003 para controlar a Eletropaulo e outros ativos da norte-americana AES. &#8216;Trata-se de um neg\u00f3cio para poucos players e a aquisi\u00e7\u00e3o desses ativos faz muito sentido para n\u00f3s&#8217;, diz o presidente da companhia, Wilson Ferreira. <\/P><br \/>\n<P>A CPFL n\u00e3o esconde o interesse em participar de um dos cons\u00f3rcios formados para a disputa do leil\u00e3o da primeira usina do Madeira (Santo Ant\u00f4nio, 3.150 de megawatts) &#8211; marcado para 30 de outubro. Mas, de acordo com Ferreira, &#8216;o projeto Eletropaulo e AES Tiet\u00ea&#8217; \u00e9 o mais maduro entre os novos planos estrat\u00e9gicos da companhia para crescer por meio de aquisi\u00e7\u00f5es. &#8216;Deslocamos uma equipe de t\u00e9cnicos para levantar os dados e estudar a viabilidade do neg\u00f3cio&#8217;, diz Ferreira, que calcula entre R$ 10 bilh\u00f5es e R$ 11 bilh\u00f5es o valor de mercado da Eletropaulo e AES Tiet\u00ea &#8211; os dois ativos mais atraentes da Brasiliana. <\/P><br \/>\n<P>Em maio passado, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico Social (BNDES), que det\u00e9m 49,99% da Brasiliana, por meio do seu bra\u00e7o financeiro BNDESpar, comunicou \u00e0 holding que pretende exercer o direito de venda de suas a\u00e7\u00f5es, conforme acordo de acionistas fechado em dezembro de 2003. A AES Brasil, que possui os outros 50,01% de participa\u00e7\u00e3o na Brasiliana, tem direito de prefer\u00eancia para comprar a fatia do BNDES. No entanto, a AES ter\u00e1 cerca de um m\u00eas, ap\u00f3s o leil\u00e3o de venda de parte da Brasiliana, para definir se ficar\u00e1 ou n\u00e3o com a parte negociada, explica Ferreira. Caso resolva n\u00e3o assumir a participa\u00e7\u00e3o do BNDES, o grupo norte-americano precisar\u00e1, obrigatoriamente, vender tamb\u00e9m a sua participa\u00e7\u00e3o na holding, pelo mesmo pre\u00e7o do valor fechado no leil\u00e3o das a\u00e7\u00f5es controladas pelo BNDESpar. <\/P><br \/>\n<P>Ontem, durante o evento de apresenta\u00e7\u00e3o do balan\u00e7o financeiro da AES no segundo trimestre do ano, em S\u00e3o Paulo, o presidente da corpora\u00e7\u00e3o no Brasil, Britaldo Pedrosa Soares, afirmou que o grupo &#8216;tem, sim, interesse em adquirir as a\u00e7\u00f5es do BNDES na Brasiliana&#8217;. Por\u00e9m, o grupo n\u00e3o descarta a possibilidade do processo de compra ser feito via parceria, o que coloca a CPFL e outras interessadas pelos ativos &#8211; como a estatal mineira Cemig e a holding Neoenergia &#8211; entre os poss\u00edveis novos s\u00f3cios do grupo norte-americano. Ainda segundo Soares, os ativos da AES representam 30% do faturamento global da AES Corp, o controlador do grupo no Brasil. Na avalia\u00e7\u00e3o da CPFL, a entrada de parceiros na disputa pelos ativos das empresas do grupo AES ser\u00e1 bem-vinda. &#8216;Com s\u00f3cios, poder\u00edamos compartilhar os riscos, al\u00e9m de brigar por melhores pre\u00e7os&#8217;, diz Ferreira. <\/P><br \/>\n<P>Segundo o presidente da CPFL, os dois agentes financeiros contratados para avaliar os ativos da Brasiliana &#8211; o JP Morgan, contratado pelo grupo AES, e o Citibank, escolhido pelo BNDES &#8211; devem entregar os seus trabalhos at\u00e9 o fim deste m\u00eas. &#8216;A partir da\u00ed, as avalia\u00e7\u00f5es feitas pelas duas institui\u00e7\u00f5es ser\u00e3o confrontadas e, caso haja converg\u00eancia dos valores estipulados, o leil\u00e3o dever\u00e1 ocorrer no final de outubro, come\u00e7o de novembro&#8217;, afirma Ferreira. De acordo com o presidente da AES no Brasil, se houver discrep\u00e2ncia acima de 10% entre os valores exibidos pela JP Morgan e o Citibank, ser\u00e1 preciso contratar um terceiro avaliador, que ser\u00e1 escolhido em comum acordo entre o BNDES e o grupo AES. <\/P><br \/>\n<P>Para a CPFL, uma eventual participa\u00e7\u00e3o da empresa sediada em Campinas (SP) nos neg\u00f3cios da AES Eletropaulo e da AES Tiet\u00ea colocaria o grupo numa situa\u00e7\u00e3o bastante confort\u00e1vel frente aos seus concorrentes, tanto na \u00e1rea de distribui\u00e7\u00e3o quanto na gera\u00e7\u00e3o. Na \u00e1rea de distribui\u00e7\u00e3o, Ferreira destaca a grande sinergia entre as empresas dos dois grupo &#8211; Eletropaulo (SP) e AES Sul (RS) e, pelo lado da CPFL, as companhias Paulista, Piratininga, RGE e Santa Cruz. &#8216;Algumas das nossas empresas atuam em regi\u00f5es pr\u00f3ximas das \u00e1reas de concess\u00e3o da Eletropaulo&#8217;, diz Ferreira. &#8216;A pr\u00f3pria CPFL Piratininga \u00e9 origin\u00e1ria da Eletropaulo&#8217;, lembra o executivo. A Eletropaulo distribui energia para 24 munic\u00edpios da regi\u00e3o metropolitana de S\u00e3o Paulo, incluindo a capital. A \u00e1rea de concess\u00e3o re\u00fane 5,6 milh\u00f5es de unidades consumidoras. <\/P><br \/>\n<P><STRONG>Refor\u00e7o na gera\u00e7\u00e3o<\/STRONG> <BR>Reconhecida como uma empresa tipicamente distribuidora de eletricidade, a CPFL vai aos poucos, e sem muito alarde, demostrando maior interesse pela \u00e1rea de gera\u00e7\u00e3o. A compra integral das empresas de gera\u00e7\u00e3o da AES Eletropaulo, por exemplo, mudaria radicalmente o perfil da companhia. &#8216;Seria poss\u00edvel triplicar a participa\u00e7\u00e3o da gera\u00e7\u00e3o nos neg\u00f3cios do grupo&#8217;, afirma Ferreira, referindo-se \u00e0 adi\u00e7\u00e3o ao portf\u00f3lio da holding da energia fornecida pelas duas geradoras do grupo AES, a Tiet\u00ea, concession\u00e1ria de dez hidrel\u00e9tricas no estado de S\u00e3o Paulo, com capacidade instalada de 2.651 MW, e a Uruguaiana, t\u00e9rmica localizada no Rio Grande do Sul, de 639 MW. <\/P><br \/>\n<P>Juntas, as duas geradoras do grupo AES somam quase 3.400 MW de capacidade instalada, pot\u00eancia superior ao volume de energia que ser\u00e1 produzido pela primeira hidrel\u00e9trica do projeto no Rio Madeira, de 3.150 MW. Al\u00e9m disso, o contrato de concess\u00e3o da AES Tiet\u00ea obriga a companhia a expandir, at\u00e9 dezembro, em 15% a sua capacidade de gera\u00e7\u00e3o, o que representar\u00e1 um acr\u00e9scimo de 400 MW ao parque gerador atual. Assim, ao acrescentar as empresas de gera\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria CPFL, al\u00e9m dos projetos em andamento, o grupo sediado em Campinas teria, somado os ativos da AES, uma pot\u00eancia instalada de quase 6.000 MW em 2010, ano em que ser\u00e1 conclu\u00eddo o maior projeto da empresa, a usina Foz de Chapec\u00f3. <\/P><br \/>\n<P>No entanto, mesmo que a CPFL resolva ficar de fora de todas as disputas pelo controle, ou participa\u00e7\u00e3o minorit\u00e1ria, de empresas \u00e0 venda &#8211; a Companhia Energ\u00e9tica de S\u00e3o Paulo (Cesp) tamb\u00e9m pode ir \u00e0 leil\u00e3o -, a holding ter\u00e1, no futuro pr\u00f3ximo, um parque gerador bastante significativo, considerando que a empresa que produzia num passado n\u00e3o muito distante apenas 140 MW. <\/P><br \/>\n<P>Segundo dados da companhia, at\u00e9 o terceiro trimestre de 2010, a gera\u00e7\u00e3o da CPFL subir\u00e1 para 2.174 MW, quase 35% acima da pot\u00eancia prevista para este ano, de 1.615 MW, e mais que o dobro da capacidade alcan\u00e7ada no ano passado, de 1.072 MW. (Denis Cardoso)<BR><\/P><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>T\u00e9cnicos avaliam a viabilidade do neg\u00f3cio e o valor da empresa, estimado em R$ 11 bilh\u00f5es Enquanto as empresas energ\u00e9ticas e empreiteiras brasileiras tra\u00e7am as estrat\u00e9gias para participar do megaprojeto<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0},"categories":[40],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5548"}],"collection":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=5548"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5548\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=5548"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=5548"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=5548"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}