{"id":5187,"date":"2007-03-12T18:57:35","date_gmt":"2007-03-12T18:57:35","guid":{"rendered":"http:\/\/www.becodigital.com.br\/wordpress\/index.php\/dia-internacional-da-mulher-comemoracao-reflexao-e-luta-2\/"},"modified":"2007-03-12T18:57:35","modified_gmt":"2007-03-12T18:57:35","slug":"dia-internacional-da-mulher-comemoracao-reflexao-e-luta-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/?p=5187","title":{"rendered":"Dia Internacional da Mulher: comemora\u00e7\u00e3o, reflex\u00e3o e luta"},"content":{"rendered":"<p class=\"caps\"><P>Na manh\u00e3 de quinta, no audit\u00f3rio da CUT, trabalhadoras e trabalhadores se reuniram para discutir uma sociedade mais justa e igualit\u00e1ria. Elizabete Pereira , diretora de projetos da Secretaria Especial de Pol\u00edtica para as Mulheres, representante da Ministra Nilc\u00e9a Freire; Val\u00e9ria Pandjiarjian , advogada, pesquisadora, membro do CLADEM &#8211; Comit\u00ea Latino Americano e do Caribe para a Defesa dos Direitos da Mulher; Tatau Godinho , militante do movimento feminista, ex-coordenadora da Coordenadoria da Mulher da Prefeitura de S\u00e3o Paulo; Denise Motta Dau , Secretaria de Organiza\u00e7\u00e3o da CUT Nacional; Edilson de Paula , Presidente da CUT\/SP e Francisca Trajano dos Santos , Secretaria Estadual Sobre a Mulher Trabalhadora, fizeram um balan\u00e7o das pol\u00edticas afirmativas destinadas \u00e0s mulheres e tra\u00e7aram expectativas sobre a luta para igualdade de g\u00eanero.<BR>&nbsp;<BR>Tatau Godinho foi a primeira a falar e ressaltou a luta feminista contra a organiza\u00e7\u00e3o e opress\u00e3o, que come\u00e7ou, coletivamente, quando as mulheres passaram a fazer parte do Mercado de Trabalho. &#8216;A sociedade tenta o tempo todo ridicularizar a luta das mulheres e a viol\u00eancia \u00e9 fundamental nesse processo, pois \u00e9 uma forma de estabelecer controle e rela\u00e7\u00e3o de desigualdade&#8217;, afirma. Para ela, se as mulheres n\u00e3o estiverem organizadas em seus n\u00facleos (Sindicatos, associa\u00e7\u00f5es, comiss\u00f5es de f\u00e1brica) ter\u00e3o dificuldade para obter espa\u00e7o de decis\u00e3o na sociedade. <\/P><br \/>\n<P>Advogada e pesquisadora, Val\u00e9ria Pandjiarjian, destacou que a aprova\u00e7\u00e3o da Lei 11.340 &#8211; Maria da Penha \u00e9 uma vit\u00f3ria na luta por legisla\u00e7\u00e3o espec\u00edfica sobre a viol\u00eancia contra a mulher. &#8216;Ela \u00e9 um avan\u00e7o porque d\u00e1 \u00eanfase maior na prote\u00e7\u00e3o, assist\u00eancia e trata a viol\u00eancia de forma inteira. N\u00e3o mostra a quest\u00e3o como se fosse apenas um problema da Delegacia da Mulher&#8217;. Val\u00e9ria lembrou a todas que al\u00e9m da lei prever pol\u00edticas p\u00fablicas que garantam sua efic\u00e1cia, possibilita pris\u00e3o preventiva e em flagrante do agressor e traz o aumento de pena para les\u00e3o corporal. <\/P><br \/>\n<P>Confer\u00eancias <BR>Representante da Secretaria Especial de Pol\u00edtica para as Mulheres, Elizabete Pereira tra\u00e7ou uma retrospectiva da gest\u00e3o do primeiro mandato de Lula. Ela destacou os eixos definidos na I Confer\u00eancia Nacional de Mulheres, em 2005, e apontou o principal tema de discuss\u00e3o da II Confer\u00eancia, que acontece neste ano, entre 18 e 21 de agosto, em Bras\u00edlia: participa\u00e7\u00e3o das mulheres nos espa\u00e7os de poder. <\/P><br \/>\n<P>&#8216;A mulher precisa estar ciente da necessidade de mobiliza\u00e7\u00e3o no planejamento da a\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, que v\u00e3o da fiscaliza\u00e7\u00e3o das verbas que s\u00e3o destinadas ao Estado para a sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e pol\u00edticas p\u00fablicas, at\u00e9 o planejamento das associa\u00e7\u00f5es de bairro&#8217;, apontou Elizabete.<BR>&nbsp;<BR>A diretora, que lembrou tamb\u00e9m de a\u00e7\u00f5es como a implanta\u00e7\u00e3o do Disque 180, para combater a viol\u00eancia e um projeto direcionado a professores, que os capacitar\u00e1 como agentes de combate pela igualdade nas rela\u00e7\u00f5es de g\u00eanero, ra\u00e7a e op\u00e7\u00e3o sexual. <\/P><br \/>\n<P>Francisca Trajano, a Cida, aproveitou para destacar a necessidade de participa\u00e7\u00e3o das mulheres nas pr\u00e9-confer\u00eancias tem\u00e1ticas e confer\u00eancias municipais que aprofundar\u00e3o o debate a respeito dos eixos a serem apresentados na etapa estadual (entre 15 de maio e 15 de junho). Na Confer\u00eancia Estadual ser\u00e3o definidos os encaminhamentos e a delega\u00e7\u00e3o que estar\u00e1 no encontro nacional. &#8216;Todas n\u00f3s temos a tarefa de mobilizar o maior n\u00famero de mulheres poss\u00edvel para propor pol\u00edticas afirmativas. N\u00e3o podemos nos eximir desta responsabilidade&#8217;, afirmou Cida.<BR>&nbsp;<BR>Orgulho pela luta <BR>O presidente da CUT\/SP, Edilson de Paula, se emocionou ao ver o audit\u00f3rio cheio.&#8217;A presen\u00e7a de tantas pessoas aqui mostra que estamos no caminho certo no processo de conscientiza\u00e7\u00e3o. Sempre lutamos para que o Coletivo das Mulheres se transformasse em Secretaria (o que aconteceu em 2006), e nosso grande desafio hoje \u00e9 que exista um Coletivo de Mulheres em cada uma de nossas 17 subsedes e Sindicatos, que ainda n\u00e3o tem consci\u00eancia sobre a import\u00e2ncia desta luta&#8217;, destacou.<BR>&nbsp;<BR>Edilson mostrou que a luta da CUT\/SP \u00e9 levar o debate das trabalhadoras para a pra\u00e7a p\u00fablica. &#8216;Atrav\u00e9s do CUT Cidad\u00e3 Mulheres n\u00f3s levamos para as periferias de S\u00e3o Paulo, onde fica a popula\u00e7\u00e3o menos assistida pelo Estado, informa\u00e7\u00e3o sobre temas como a Lei Maria da Penha e luta por cidadania e igualdade&#8217;.<BR>&nbsp;<BR>Para encerrar o debate, a Secretaria de Organiza\u00e7\u00e3o da CUT Nacional, Denise Motta Dau, lembrou que o movimento feminista trouxe ao movimento sindical algo que parece \u00f3bvio, mas, muitas vezes n\u00e3o \u00e9: a classe trabalhadora tem dois sexos. &#8216;O combate por igualdade \u00e9 uma agenda geral da CUT, n\u00e3o uma luta espec\u00edfica das mulheres. A Central representa a classe trabalhadora como um todo&#8217;. <\/P><br \/>\n<P>Foi a partir da participa\u00e7\u00e3o das mulheres que a CUT come\u00e7ou a debater conquistas para as trabalhadoras como as cotas. Nenhum g\u00eanero pode ocupar menos de 30% e mais de 70% dos cargos de dire\u00e7\u00e3o. <\/P><br \/>\n<P>A cota \u00e9 apenas parte das pol\u00edticas afirmativas, um modo de acelerar a luta por igualdade, que foram implantadas desde a funda\u00e7\u00e3o da Central \u00danica dos Trabalhadores. &#8216;N\u00f3s tamb\u00e9m promovemos campanhas de sindicaliza\u00e7\u00e3o espec\u00edficas para as mulheres, campanhas de cidadadina e igualdade como &#8216;Viol\u00eancia Contra a Mulher, Toler\u00e2ncia Nenhuma&#8217; e orientamos aos Sindicatos que tracem das categorias para identificar as reivindica\u00e7\u00f5es das mulheres nos ramos&#8217;, disse Denise. <\/P><br \/>\n<P>Para ela, ap\u00f3s travar uma luta de resist\u00eancia na d\u00e9cada de 90 contra a retirada de direitos e o neoliberalismo, h\u00e1 espa\u00e7o para um sindicalismo mais propositivo. &#8216;Com a estabilidade econ\u00f4mica e o fortalecimento da democracia podemos debater cl\u00e1usulas sociais al\u00e9m das quest\u00f5es economicistas. N\u00e3o queremos trabalhar a parte, mas participar do debate geral das quest\u00f5es da classe trabalhadora&#8217;, finalizou. (Luiz Carvalho)<BR><\/P><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na manh\u00e3 de quinta, no audit\u00f3rio da CUT, trabalhadoras e trabalhadores se reuniram para discutir uma sociedade mais justa e igualit\u00e1ria. 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