{"id":50790,"date":"2021-06-29T12:31:29","date_gmt":"2021-06-29T15:31:29","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinergiacut.org.br\/?p=50790"},"modified":"2021-06-29T12:31:31","modified_gmt":"2021-06-29T15:31:31","slug":"cut-lanca-pilulas-antirracistas-para-dialogar-e-despertar-a-luta-contra-o-racismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/?p=50790","title":{"rendered":"CUT lan\u00e7a p\u00edlulas antirracistas para dialogar e despertar a luta contra o racismo"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"caps\"><strong>Escrito por: Walber Pinto<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A secretaria nacional de Combate ao Racismo da CUT lan\u00e7a nesta ter\u00e7a-feira (29), mais uma s\u00e9rie de \u201cP\u00edlulas Antirracismo\u201d, que inclui v\u00eddeos e cards que buscam conscientiza\u00e7\u00e3o e despertar n\u00e3o s\u00f3 a classe trabalhadora, mas toda a sociedade brasileira sobre a luta antirracista.<\/p>\n\n\n\n<p>As p\u00edlulas t\u00eam o objetivo de ampliar a reflex\u00e3o sobre como o racismo se estrutura e se perpetua no cotidiano das pessoas at\u00e9 os dias de hoje e o lan\u00e7amento da campanha faz parte do \u201cJulho das Pretas\u201d, refer\u00eancia ao dia 25 de julho, Dia Internacional da Mulher Afro-Latino Americana e Afro-Caribenha. No Brasil,&nbsp; a data \u00e9 dedicada \u00e0 mem\u00f3ria de Tereza de Benguela, l\u00edder do quilombo do Quariter\u00ea, em \u00e1rea que hoje pertence ao Estado do Mato Grosso, ela \u00e9 s\u00edmbolo da resist\u00eancia contra a escravid\u00e3o, mas sua luta s\u00f3 &nbsp;foi reconhecida em 2014, pela ent\u00e3o presidenta Dilma Rousseff (PT).<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto, que \u00e9 um instrumento de informa\u00e7\u00e3o \u00e0 classe trabalhadora, fala dos levantes populares, como Revolta dos Mal\u00eas e a Balaiada, no Maranh\u00e3o, que tiveram participa\u00e7\u00e3o efetiva de negros e negras escravizados. A campanha tamb\u00e9m mostra alguns termos racistas que muita gente usa no cotidiano, no entanto, que devemos&nbsp;<strong>tirar do vocabul\u00e1rio,<\/strong>&nbsp;como:&nbsp;<strong>mulato, denegrir, servi\u00e7o de preto, tra\u00e7os finos. (<a href=\"https:\/\/www.cut.org.br\/acao\/pilulas-antirracismo-secretaria-nacional-de-combate-ao-racismo-26d5\">veja aqui todos os v\u00eddeos<\/a>)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u201cVamos abordar (nas p\u00edlulas) o encarceramento em massa, o cabelo como est\u00e9tica, como s\u00edmbolo de resist\u00eancia e como a juventude hoje se apropria dessa est\u00e9tica do cabelo crespo como uma forma de se colocar nessa sociedade. Enfim, n\u00f3s vamos falar um pouco de tudo isso\u201d, explica Anatalina Louren\u00e7o, secret\u00e1ria nacional de Combate ao Racismo da CUT.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a dirigente, ser\u00e3o 30 p\u00edlulas e tr\u00eas document\u00e1rios sobre diversos temas que abordam a quest\u00e3o racial. Durante todo o m\u00eas de julho, mulheres negras, coletivos de mulheres negras, organiza\u00e7\u00f5es, a CUT, realizam v\u00e1rias atividades que abordam sobretudo as desigualdades de g\u00eanero e ra\u00e7a. A data \u00e9 uma oportunidade tamb\u00e9m para fazer a discuss\u00e3o sobre os meios para superar a opress\u00e3o hist\u00f3rica sobre as mulheres negras que est\u00e3o sempre na base da pir\u00e2mide social.<\/p>\n\n\n\n<p>A secret\u00e1ria-adjunta de Combate ao Racismo da CUT, Rosana Sousa, afirma que o terceiro lote de p\u00edlulas trar\u00e1 temas importantes para &nbsp;compreender como o racismo se organiza no Brasil. \u201c\u00c9 uma reflex\u00e3o de como racismo se estrutura e como ele est\u00e1 em situa\u00e7\u00f5es simples do cotidiano. O m\u00eas de julho \u00e9 importante pensar que n\u00f3s vivemos em uma sociedade racista, e que as mulheres negras est\u00e3o numa pir\u00e2mide totalmente desigual e excludente.<\/p>\n\n\n\n<p>Apontado pela fala de Rosana, quando se observa dados de homic\u00eddios no Brasil, s\u00e3o as mulheres negras as maiores v\u00edtimas de homic\u00eddio, segundo o Atlas da Viol\u00eancia 2020, estudo anual produzido pelo Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea) e pelo F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica (FBSP).<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o levantamento, uma mulher \u00e9 assassinada a cada duas horas no Brasil \u2014foram 4.519 mulheres assassinadas em 2018, um \u00edndice de 4,3 a cada 100 mil mulheres que moram no pa\u00eds. Um comparativo entre 2008 e 2018, neste intervalo de uma d\u00e9cada, os homic\u00eddios de mulheres negras aumentaram 12,4%, enquanto os homic\u00eddios entre mulheres brancas ca\u00edram 11,7%.<\/p>\n\n\n\n<p>Na&nbsp;<strong>pol\u00edtica,<\/strong>&nbsp;dados da campanha Mulheres Negras Decidem apontam que, em 2018, dos 513 parlamentares, apenas 10 eram mulheres negras. No&nbsp;<strong>mercado de trabalho<\/strong>, as mulheres negras voltam a enfrentar taxas de desemprego, trabalho informal e tornam as mais vulner\u00e1veis ao desemprego.<\/p>\n\n\n\n<h3><strong>Ressignifica\u00e7\u00e3o das lutas<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Falar de racismo, \u00e9 lembrar das quest\u00f5es centrais que mant\u00e9m esse processo longo de desigualdade entre brancos e negros que se desdobram no genoc\u00eddio de pessoas negras, no encarceramento em massa, na pobreza e na viol\u00eancia contra mulheres.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel debater um projeto de na\u00e7\u00e3o e desenvolvimento econ\u00f4mico sem que o racismo seja abordado. As p\u00edlulas nos levam a refletir, por exemplo, sobre temas do passado, como a greve de 1857 de negros escravizados \u00e0 \u00e9poca.<\/p>\n\n\n\n<p>A primeira greve no Brasil n\u00e3o foi 1917, foi em 1857. Ent\u00e3o, a gente precisa ressignificar de como se deu a forma\u00e7\u00e3o a classe trabalhadora que n\u00e3o \u00e9 a partir da imigra\u00e7\u00e3o europeia, mas a partir da escraviza\u00e7\u00e3o dos negros africanos aqui no Brasil- Anatalina Louren\u00e7o<\/p>\n\n\n\n<p>Rosana concorda tamb\u00e9m que a greve de 1857, conhecida como a \u201cGreve Negra\u201d, foi importante para o movimento sindical e a luta de classe no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Muitas pessoas at\u00e9 hoje ainda fazem o debate de que a forma\u00e7\u00e3o do movimento sindical e de classe se deu com a chegada dos trabalhadores europeus, na verdade n\u00e3o \u00e9 essa a hist\u00f3ria. A gente n\u00e3o pode desmerecer, esquecer de fato o papel que os trabalhadores negros tiveram na forma\u00e7\u00e3o do movimento sindical- Rosana Sousa<\/p>\n\n\n\n<h3><strong>Quem foi Tereza Benguela<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Tereza de Benguela, ou \u201cRainha Tereza\u201d, \u00e9 um \u00edcone da resist\u00eancia negra no Brasil Colonial. Nascida no s\u00e9culo XVIII, ela chefiou o Quilombo do Piolho ou Quariter\u00ea, nos arredores de Vila Bela da Sant\u00edssima Trindade, no Mato Grosso.<\/p>\n\n\n\n<p>Comandada por Tereza de Benguela, a comunidade cresceu militar e economicamente, resistindo por quase duas d\u00e9cadas, o que incomodava o governo escravista. Ap\u00f3s ataques das autoridades ao local, Benguela foi presa e se suicidou ap\u00f3s se recusar a viver sob o regime de escravid\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A Lei n\u00ba 12.987\/2014, sancionada por Dilma, \u00e9 conhecida como Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Assista a primeira p\u00edlula:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe  id=\"_ytid_21838\"  width=\"900\" height=\"506\"  data-origwidth=\"900\" data-origheight=\"506\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/fxLDSKxVZu8?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;modestbranding=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>________________________________________________________________________________________________________________________________________________<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.cut.org.br\/busca?busca=%22tag%3A%23racismo%22\">#racismo<\/a><a href=\"https:\/\/www.cut.org.br\/busca?busca=%22tag%3Apreconceito%22\">preconceito<\/a><a href=\"https:\/\/www.cut.org.br\/busca?busca=%22tag%3Adiscrimina%C3%A7%C3%A3o%22\">discrimina\u00e7\u00e3o<\/a><a href=\"https:\/\/www.cut.org.br\/busca?busca=%22tag%3Ajulho+das+pretas%22\">julho das pretas<\/a><a href=\"https:\/\/www.cut.org.br\/busca?busca=%22tag%3Atereza+de+benguela%22\">tereza de benguela<\/a><a href=\"https:\/\/www.cut.org.br\/busca?busca=%22tag%3Aluta+de+classe%22\">luta de classe<\/a><a href=\"https:\/\/www.cut.org.br\/busca?busca=%22tag%3AP%C3%ADlulas+Antirracismo%22\">P\u00edlulas Antirracismo<\/a><a href=\"https:\/\/www.cut.org.br\/busca?busca=%22tag%3Aluta+antirracista%22\">luta antirracista<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Escrito por: Walber Pinto A secretaria nacional de Combate ao Racismo da CUT lan\u00e7a nesta ter\u00e7a-feira (29), mais uma s\u00e9rie de \u201cP\u00edlulas Antirracismo\u201d, que inclui v\u00eddeos e cards que buscam<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":50791,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0},"categories":[40],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/50790"}],"collection":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=50790"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/50790\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/50791"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=50790"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=50790"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=50790"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}